Dicas para autistas aprenderem a controlar a própria voz

Falar em voz alta é uma característica comum entre autistas, e isso ocorre principalmente por dois motivos: porque o autista não percebem que sua voz está alta demais e também porque não entendem que a alteração do volume de voz comunica uma mensagem de maneira diferente, mais agressiva. Não entendem, portanto, que falar em voz alta não é aceito em qualquer ambiente ou na presença de qualquer pessoa.

A melhor maneira de explicar isso ao autista é dizer claramente, ou mostrar, por meio de imagens, quais são os lugarem em que ele não deve falar em vozalta, como por exemplo a igreja ou bibliotecas. Em vez de usar frases como “Não fica bem falar em voz alta neste lugar”, prefira uma frase direta e objetiva, como “Você não pode falar em voz alta neste lugar porque o barulho incomoda as outras pessoas”.

O autista precisa que isso seja dito de forma bem clara, pois ele não irá começar a falar em voz baixa somente porque as outras pessoas estão falando assim. É possível que com o tempo, com a ajuda de uma pessoa para chamar a atenção para isso, ele se lembre de observar o modo como as outras pessoas falam, imitando o exemplo. Isso dependenderá, entretanto, do grau do transtorno, do treino, da paciência e habilidade da pessoa que o acompanha nestas situações e, claro, dele próprio.

Também é importante dar exemplos ao autista de como ele deve se dirigir aos familiares, aos professores, amigos e demais pessoas com quem ele convive diariamente. Ao ensinar-lhe como reagir diante de pessoas estranhas, também dever ser ensiando – e treinado – o tom de voz adequado.

Outra dica importante é mostrar ao autista como a voz muda de acordo com a posição da pessoa com quem ele conversa: se ambos estiverem sentados ou de pé, não há necessidade de aumentar o volume da voz. Se houver disposição da parte dele, isso também pode ser treinado regularmente.

Por fim, combinar e relembrar frequentemente um sinal para que o autista perceba que está falando em voz alta, e outro para indicar-lhe que o tom da voz foi reduzido adequadamente, também pode ajudar no desenvolvimento de suas habilidades sociais.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: Livestrong.

Pesquisa de fono investiga o uso da voz e dores no corpo de teleoperadores

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Teleoperadores tiveram mais necessidade de se afastar do trabalho e relataram mais dores no corpo do que a população em geral. O estudo “Dores corporais em teleoperadores e sua relação com o suo da voz em atividades laborais” analisou 470 pessoas, sendo metade de teleoperadores.

Os pesquisadores Sophia Constancio, Felipe Moretti, Ana Cláudia Guerrieri e Mara Behlau aplicaram questionário abordando atuação profissional, problemas de voz e consulta a especialistas, entre outros. “Houve relação da maioria das dores corporais com problemas vocais, afastamento do trabalho e consulta ao otorrinolaringologista no grupo de teleoperadores”, destaca o estudo.

Os pesquisadores não encontraram distinção de dores entre homens e mulheres nos dois grupos. “Na população geral houve tendência de relação entre jornada de trabalho e dores no peito e nas mãos”, afirmam.

No grupo de teleoperadores, o desgaste vocal e físico ficou evidente. “Teleoperadores sogrem mais dores distais e proximais à laringe”, concluem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400003&lng=pt&nrm=iso