Prejuízo dos transtornos alimentares é tema de pesquisa na Faculdade de Medicina da USP

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Anorexia nervosa, bulimia nervosa e outros transtornos alimentarem foram estudados pela pesquisadora Rogéria Oliveira Taragano em sua dissertação de mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Intitulado “Prejuízos da qualidade de vida em pacientes com transtornos alimentares”, o estudo aplicou formulário desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 69 mulheres acometidas por transtornos alimentares e 69 mulheres saudáveis.

A partir dos resultados encontrados, Rogéria Oliveira Taragano observou que o domínio psicológico é o mais prejudicado entre as entrevistas com transtornos alimentares. A qualidade de vida destas mulheres também demonstrou ser prejudicada nos aspectos físico, espiritual, das relações sociais e do grau de independência.

Os prejuízos são causados independentemente do tipo de transtorno alimentar. Alterações de humor, tentativas de suicídio, uso de álcool e outras substâncias, além de medicamentos para controle de ansiedade, também são apontadas pela pesquisadora como comuns entre as entrevistadas com transtornos alimentares. O maior prejuízo na qualidade de vida foi observado entre as entrevistadas que sofrem de anorexia nervosa e também de Transtorno de pânico.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Capacitação é essencial para gerenciamento de insatisfação no trabalho do enfermeiro

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Os fatores que interferem na satisfação e na insatisfação do trabalho de enfermeiros podem agir tanto isoladamente quanto em conjunto, e é imprescindível que gerentes de Recursos Humanos estejam capacitados para tomar decisões assertivas em relação a eles.

Essa é a conclusão da pesquisadora Isabela Saura Sartoreto em sua pesquisa “Satisfação e insatisfação no trabalho do enfermeiro: revisão integrativa da literatura”, apresentada para defesa de mestrado na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP).

Com base na teoria de que os graus de satisfação e de insatisfação no trabalho é um elemento essencial no gerenciamento de recursos humanos, a pesquisadora avaliou a produção científica sobre o assunto, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde e nas bases de dados Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature e PeriEnf.

A pesquisa foi quantitativa, caracterizando os 26 estudos analisados e verificando as técnicas utilizadas neles para mensuração da (in)satisfação. Num segundo momento, a pesquisadora analisou os trabalhos quantitativamente, observando duas categorias analíticas – Satisfação no trabalho do enfermeiro e Insatisfação no Trabalho do enfermeiro – e duas categorias empíricas – Organização e dinâmica do trabalho e Gerenciamento de Recursos Humanos.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Site orienta pais, profissionais da saúde e educadores sobre desenvolvimento e alterações da fala em crianças de 0 a 7 anos

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O site “Fonoaudiologia e Pediatria”, desenvolvido pela pesquisadora Aline Martins, reúne textos, vídeos e ilustrações que explicam o desenvolvimento da comunicação em crianças entre 0 e 7 anos.

Criado durante o mestrado de Aline Martins, o site oferece orientação para pediatras, educadores, profissionais de saúde e pais. Intitulada “Telessaúde: Ambiente Virtual de Aprendizagem em aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil”, a dissertação foi defendida na Faculdade de Odontologia da USP, em Bauru.

O site foi avaliado por 63 fonoaudiólogos, nos aspectos técnico e de conteúdo, e recebeu 5.046 visitas do Brasil e de outros países, entre setembro e dezembro de 2012. Atualmente está aberto ao público, e também apresenta as fases da infância propícias a alterações da fala, além de informações sobre prevenção destas alterações.

Aline Martins ressalta a importância de profissionais da área de saúde e educadores conhecerem o processo de desenvolvimento da fala. “Os profissionais que acompanham a saúde e desenvolvimento criança de forma sistemática nos primeiros aos de vida são fundamentais no processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem”.

Visite o blog em http://fonoaudiologiaparapediatras.wordpress.com./

Fonte: Universidade de São Paulo.

Reorganização Neurofuncional é opção de terapia para crianças especiais

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Desenvolvido com o objetivo de levar o paciente a adquirir as capacidades de locomoção, linguagem e pensamento, o Método Padovan de Reorganização Neurofuncional vem sendo indicado para pessoas portadoras de distúrbios neuro-motores e síndromes, entre elas o autismo e síndrome de Down.

Criado por Beatriz Padovan, o método pode ser aplicado também em portadores de distúrbios motores, como os causados por paralisia cerebral, distúrbios de fala e linguagem, distúrbios neuropsiquiátricos e pacientes internados em unidades de tratamento intensivo (UTIs).

A Reorganização Neurofuncional recapitula o processo de aquisição do Andar, Falar e Pensar de maneira dinâmica, estimulando a maturação do Sistema Nervoso Central, com intuito de tornar o indivíduo apto a cumprir seu potencial genético e à adquirir todas as suas capacidades, tais como locomoção, linguagem e pensamento.

A técnica pode ser aplicada em todas as faixas etárias, do bebê à terceira idade, e de acordo com Beatriz Padovan não exige a colaboração do paciente, podendo ser aplicado em consultórios, leitos de hospitais e a domicílio.

Durante a terapia, são realizados exercícios corporais que recapitulam as fases de aquisição da marcha humana, passando pelas etapas do processo de deslocamento e verticalização do corpo. Em seguida são feitos exercícios de reeducação das Funções Reflexo-Vegetativas Orais (respiração, sucção, mastigação e deglutição). As funções orais são consideradas pré-lingüísticas e preparam os movimentos da fala articulada, dando base ao processo da comunicação humana e linguagem.

Fonte: http://www.metodopadovan.com.br/index.php

Discalculia: quando a matemática é um problema

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Crianças e adolescentes que não conseguem acompanhar as aulas de matemática podem ter discalculia, distúrbio que atinge entre 3% e 6% da população mundial. A discalculia é causada pelo menor número de neurônios, ou neurônios que não realizam sinapse (junção entre si) adequadamente, no hemisfério esquerdo do córtex cerebral, que engloba as áreas responsáveis pelo raciocínio matemático e pelas noções de tempo e espaço.

O tratamento da discalculia possibilita o desenvolvimento da capacidade matemática, e pode envolver ainda alternativas que potencializem o conhecimento do discalcúlico, como é chamado o portador do distúrbio. Somente em casos muito graves de lesões no cérebro a capacidade matemática é totalmente perdida.

A discalculia não deve ser confundida com dificuldades de adaptação a determinados sistemas de ensino. Casos em que a criança ou o adolescente apresentam melhor desempenho em matemática após a troca de um professor também não são caracterizados como discalculia, assim como as dificuldades resultantes de problemas de visão ou audição.

Com diagnóstico complexo, que exige uma equipe multidisciplinar composta de neurologistas, psicólogos, pedagogos e neuropsicopedagogos, a discalculia apresenta alguns sinais característicos que podem ser observados por pais e professores:

– Até os 7 anos: crianças com discalculia têm dificuldades em distinguir quantidades. Exemplo: diante de dois copos com quantidades diferentes de água, ela não sabe identificar qual tem mais líquido.

– Entre 7 e 10 anos: têm dificuldades em decorar a ordem dos algarismos, e também com as operações básicas: soma, subtração, divisão e multiplicação. A percepção de tempo também pode ser alterada. Exemplos: quando um professor dita um número extenso, têm dificuldades em escrevê-lo em numerais, e confundem o ontem com o amanhã, e vice-versa.

– A partir dos 10 anos: a essa altura, algumas crianças com discalculia terão desenvolvido estratégias compensatórias para driblar suas dificuldades com os números. Os problemas na escola voltam a surgir, no entanto, quando o conteúdo torna-se mais complexo e passa a exigir maior abstração, para utilização de fórmulas e resolução de equações, por exemplo.

– Adultos: costumam apresentar dificuldades para realizar operações cotidianas, como conferir trocos, anotar números de telefones ou preencher cheques.

O papel da T.O. na vida de crianças especiais

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A Terapia Ocupacional (T.O.) pode ajudar crianças, adolescentes e adultos portadores síndromes, como autismo e Down, a desenvolver e manter habilidades que os tornarão mais independentes. Com foco no desenvolvimento da coordenação motora grossa e fina, e nos cuidados com si próprios, a T.O. também trabalha as habilidades de interação da pessoa, aumentado sua capacidade de socialização.

Aplicada por um profissional graduado, a T.O. reabilita os aspectos motores, perceptivos e cognitivos nas áreas motora (coordenação, força, amplitude, articular, funcionalidade e destreza), perceptiva (tato, paladar, olfato, visão e audição) e cognitiva (integração das funções das duas outras áreas).

A melhora da qualidade de vida proporcionada pela T.O. é visível no cotidiano da pessoa, que passa a ter autonomia para vestir-se, alimentar-se, ir ao banheiro, além de transitar com mais desenvoltura em ambientes sociais.

Fonte: Desvendando o Autismo.