Informações sobre alimentação para o grande público em projeto de aluna da Faculdade de Nutrição da USP

 

 Nudritiva

O projeto Nudritiva foi criado pela aluna Adriana Carrieri, estudante do curso de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo para disseminar informações confiáveis sobre alimentação, de forma dinâmica e acessível. Participante da Liga de Obesidade Infantil no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP), a estudante percebeu que muitas escolhas erradas em relação à alimentação eram resultado de falta de informação.

A atualização do site é semanal, com informações sobre amamentação, consumo de ovos e a importância de informações completas nos rótulos dos alimentos.  Também são apresentadas receitas, que fazem grande sucesso com o público. Muitas dessas receitas são produzidas pelo Laboratório de Técnica Dietética da FSP.

As próprias pesquisas dos alunos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP também são utilizadas por Adriana, como uma pesquisa desenvolvida na pós-graduação sobre o consumo de carne vermelha e o impacto no meio ambiente.

Para conhecer o Nudritiva, acesse o link: https://www.facebook.com/pages/Nudritiva/248516715331072

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

 

Sistema SPC oferece comunicação alternativa para pessoas com autismo e paralisia cerebral, ajudando no desenvolvimento da linguagem

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O sistema chamado “Símbolos Pictográficos para a Comunicação (SPC)” foi desenvolvido pela fonoaudióloga americana Roxana Mayer-Johnson na década de 1980 e pode ajudar na comunicação e no desenvolvimento da fala de pessoas com autismo e paralisia cerebral, entre outras.

Percebendo que os jovens com determinadas deficiências a quem atendia precisavam de um sistema de comunicação alternativo om símbolos facilmente apreendidos, a fonoaudióloga criou série de desenhos em preto, sobre fundo branco, que correspondem diretamente ao seu significado, escrito na parte superior de cada desenho.

O sistema possui cerca de 11.000 símbolos, organizados em seis categorias, representadas por cores diferentes, e já foi traduzido para doze idiomas, entre eles o português. As categorias são: pessoas (inclusive pronomes pessoais), verbos, adjetivos, substantivos, diversos (cores, tempos, nomes, números e outras palavras abstratas) e sociais (cumprimentos, expressões de prazer ou repulsa, entre outras).

O sistema SPC foi baseado nas palavras e ações mais comuns usados na comunicação diária, e de uma maneira que fosse facilmente aprendido por pessoas de várias idades. Diversos programas semelhantes ao SPC foram desenvolvidos, entre eles o Picto-Selector, que pode ser conhecido no link: http://pictoselector.sclera.be/setup_complete.exe

Pesquisa de fono investiga o uso da voz e dores no corpo de teleoperadores

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Teleoperadores tiveram mais necessidade de se afastar do trabalho e relataram mais dores no corpo do que a população em geral. O estudo “Dores corporais em teleoperadores e sua relação com o suo da voz em atividades laborais” analisou 470 pessoas, sendo metade de teleoperadores.

Os pesquisadores Sophia Constancio, Felipe Moretti, Ana Cláudia Guerrieri e Mara Behlau aplicaram questionário abordando atuação profissional, problemas de voz e consulta a especialistas, entre outros. “Houve relação da maioria das dores corporais com problemas vocais, afastamento do trabalho e consulta ao otorrinolaringologista no grupo de teleoperadores”, destaca o estudo.

Os pesquisadores não encontraram distinção de dores entre homens e mulheres nos dois grupos. “Na população geral houve tendência de relação entre jornada de trabalho e dores no peito e nas mãos”, afirmam.

No grupo de teleoperadores, o desgaste vocal e físico ficou evidente. “Teleoperadores sogrem mais dores distais e proximais à laringe”, concluem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400003&lng=pt&nrm=iso

Gagueira: pesquisa analisa fatores genéticos e desafios para a fonoaudiologia

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Identificar a variação genética responsável pela gagueira é um grande desafio enfrentado por diversos grupos de pesquisa. Com base nessa realidade, o estudo “Gagueira desenvolvimental persistente familial: perspectivas genéticas” analisa os prováveis fatores genéticos envolvidos com a manifestação da gagueira desenvolvimental persistente familial. “A predisposição biológica no desenvolvimento da gagueira ainda não é bem compreendida, mas contribuições genéticas para esta predisposição são reforçadas tanto por referências à agregação familial da gagueira, quanto à gagueira familial, que têm aparecido na literatura há mais de 70 anos”, destaca o trabalho.

Os pesquisadores Breila Vilela de Oliveira, Carlos Eduardo Frigério Domingues, Fabíola Staróbole Juste, Claudia Regina Furquim de Andrade e Danilo Moretti-Ferreira, autores do estudo, afirmam que o modelo exato de transmissão da herança genética para a gagueira provavelmente varia entre famílias e populações. “A gagueira é uma desordem da comunicação oral que tem uma característica multidimensional”, explicam.

De acordo com o estudo, a melhor compreensão dos fatores genéticos é determinante para o entendimento de sua etiologia primária, dos aspectos epidemiológicos e dos possíveis fatores não genéticos envolvidos e que tem importantes implicações no diagnóstico e no prognóstico do paciente. “As análises genômicas demonstram, concomitantemente, a relevância dos componentes genéticos envolvidos e sua complexidade, sugerindo assim tratar-se de uma doença poligênica, na qual diversos genes de efeitos variados podem estar envolvidos com o aumento da susceptibilidade de ocorrência da gagueira”.

Os pesquisadores ressaltam que profissionais devem estar alertas ao fato de que uma criança com histórico familial positivo para gagueira poderá ter uma forte tendência a desenvolver o distúrbio de forma crônica. “As avaliações objetivas e os tratamentos controlados têm um papel muito importante para o domínio da evolução do distúrbio”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400021&lng=pt&nrm=iso

Qualidade de vida de professores: o caso dos docentes de ciências no Rio Grande do Sul

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As características demográficas, econômicas, ocupacionais, atividades domésticas, esforços físicos, saúde física, saúde mental e os diagnósticos médicos mais referidos pelos professores da área de ciências de uma escola pública do Rio Grande do Sul foram objeto de estudo sobre qualidade de vida de professores. “Encontraram-se diversas queixas em relação à saúde e à qualidade de vida dos professores estudados, como nervosismo, rouquidão, dor nas costas, braços e pernas, além de formigamento e inchaço nas pernas”, afirmam os pesquisadores Liliani Mathias Brum, Cati Reckelberg Azambuja, João Felipe Peres Rezer, Daiana Sonego Temp, Cristiane Köhler Carpilovsky, Luis Felipe Lopes e Maria Rosa Chitolina Schetinger.

Autores do estudo “Qualidade de vida dos professores da área de ciências em escola pública no Rio Grande do Sul”, os pesquisadores destacam que o conhecimento dessas evidências pode contribuir para a construção de medidas para a reorganização da sistemática de trabalho e influenciar diretamente na qualidade de vida dos professores, gerando melhor desempenho na atividade de educar. “A investigação da qualidade de vida dos professores de ciências e a busca por melhorias que promovam um melhor desempenho desses profissionais no cotidiano das escolas podem ser uma forma de reduzir as desigualdades na educação no Brasil e favorecer o crescimento dos professores em nível educacional e social”, ressaltam.

O trabalho aponta estudos com dados alarmantes: o declínio no número de professores/educadores no Brasil, podendo ocasionar um déficit de profissionais capacitados que garantam a universalização da educação básica de qualidade, e a estimativa de que até o ano 2015 o Brasil precisará contratar 396 mil novos professores para garantir uma educação para todos. “Os problemas de saúde já afastaram até trinta vezes 25% dos professores, e o mesmo percentual já sofreu dois acidentes durante a jornada docente”, observam os pesquisadores.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462012000100008&lng=pt&nrm=iso

Controle de violência por parceiro íntimo deve integrar rotina de enfermeiros

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Incluir o controle de condições potencialmente ameaçadoras da vida materna (CPAV) e violência por parceiro íntimo (VPI) na rotina de enfermeiros é a proposta de Maria Inês Rosselli Puccia após concluir estudo sobre a associação entre VPI na gravidez atual e ocorrência de CPAV entre mulheres atendidas em maternidades públicas da Grande São Paulo.

A tese de doutorado “Violência por parceiro íntimo e morbidade materna grave”, defendida pela pesquisadora na Escola de Enfermagem da USP, utilizou os critérios clínicos, laboratoriais e de manejo relativos à morbidade materna grave, adotados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para a definição de condições potencialmente ameaçadoras da vida materna.

Os casos e os controles da pesquisa foram selecionados por meio de visitas diárias aos locais de estudo durante nove meses, além de entrevistas próximas da alta hospitalar. A pesquisadora observou a prevalência de 12,7% de violência psicológica; 7,6% de violência física e 1,6% de violência sexual durante a gestação atual entre casos e controles.

Com base nos resultados, a pesquisadora defende que o rastreamento rotineiro da VPI entre gestantes e o monitoramento de casos CPAV sejam incluídos no processo de trabalho dos enfermeiros. “Isto é importante para promover a qualificação da atenção à saúde materna”, conclui.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Dicas para melhorar o sono de crianças com autismo

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A Autism Speaks, fundação dedicada à pesquisa em tratamento, prevenção e cura para o autismo, elaborou um guia prático para ajudar crianças portadoras de autismo a dormirem e/ou manterem o ciclo de sono.

A dificuldade para dormir que normalmente é característica da síndrome de autismo ocorre em função da falha de regulação da base neurológica.

Crianças que não apresentam autismo, mas carregam disfunção de processamento sensorial também podem ter dificuldades para adormecer e manter o sono, além de acordarem muito cedo.

As dicas fornecidas pelo guia são baseadas em cinco pontos: ambiente confortável para dormir, hábitos regulares na hora de dormir, treinamento para a criança dormir sozinha, encorajamento de comportamentos na rotina da criança que levam ao sono e adoção de recursos diferentes para a criança acordar e se acalmar.

Os recursos para dormir e acordar podem ser escolhidos em conjunto e de acordo com o gosto e hábitos da criança – livros, bichos de pelúcia e roupas, por exemplo.

O guia recomenda ainda que as pequenas sonecas durante o dia, necessárias principalmente para as crianças em idade pré-escolar, não devem ocorrer no final da tarde, para não interferir e prejudicar o horário do sono noturno.

O guia pode ser baixado gratuitamente no site http://www.autismspeaks.org/science/resources-programs/autism-treatment-network/tools-you-can-use/sleep-tool-kit

Fonte: http://www.maedecriancassuperdotadas.blogspot.com.br