Proatividade, ética e educação continuada: pesquisa aponta características desejadas de profissionais da informação


Catalogação e classificação de conhecimento foi por muito tempo o foco tanto da formação quanto da atuação dos profissionais da área de informação. Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, a dinamização do mercado de trabalho e a globalização das empresas, estas funções ampliaram-se, abrindo novas frentes de trabalho inclusive em meios de comunicação. Para atender à nova demanda, entretanto, os cursos superiores e os próprios profissionais precisaram adaptar-se. Os pesquisadores Edileuda Soares Diniz, André Pena e Leandro Damaceno Gonçalves apontam para a necessidade do profissional da informação apresentar-se como um indivíduo pró-ativo e que saiba agir com ética no ambiente de trabalho. “Existe espaço para o profissional da informação atuar em empresas do porte do Jornal pesquisado, desde que invista na educação continuada”, destacam, referindo-se ao jornal que foi objeto do estudo “O perfil do profissional da informação demandado por uma empresa do ramo jornalístico”.

A partir de entrevistas com os empregadores do jornal, os autores do estudo constataram o interesse em contratar profissionais com o perfil do profissional bibliotecário. “Os argumentos abordados nesse trabalho revelaram que a informação é uma importante ferramenta para o sucesso e sobrevivência de qualquer empresa”, destacam.

O jornal em questão, de acordo com o estudo, realizou inúmeros investimentos em novas tecnologias e aperfeiçoamento dos profissionais presentes na equipe. “As exigências apontadas pelos participantes da pesquisa para contratar o profissional da informação para atuar no interior de sua empresa foi o perfil de um indivíduo inovador, dinâmico e, principalmente, pró-ativo e de atitudes éticas”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/745/pdf_51

Mais informações sobre serviços médicos e de segurança social são a maior necessidade de pais de crianças e jovens autistas

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Ser pai de uma criança ou jovem com autismo representa ter necessidades insatisfeitas que podem ter implicações tanto no nível pessoal como no familiar. A partir dessa conclusão, os pesquisadores Mário Henriques Marques e Maria dos Anjos Rodrigues Dixe sugerem que devem ser providenciados recursos nas vertentes social, educativa e de saúde, para criar serviços que respondam às necessidades específicas dessas famílias.

Autores do estudo “Crianças e jovens autistas: impacto na dinâmica familiar e pessoal de seus pais”, que contou com a participação de 50 pais de crianças e jovens autistas de Portugal, os pesquisadores buscaram determinar as necessidades dos pais para relacioná-las ao estado emocional e satisfação com a vida desses pais, entre outros fatores. “Mais informações sobre os serviços (médicos e de segurança social) de que o filho possa vir a beneficiar-se foi a necessidade mais referida pelos pais”, destaca o estudo.

A pesquisa demonstrou ainda que os pais com mais necessidades apresentaram estados afetivos mais negativos e utilizaram mais estratégias de reenquadramento e aquisição de apoio social. “Em média, os pais reportaram um valor de bem-estar pessoal acima da mediana, contudo inferior ao apurado para a média da população portuguesa”, concluem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832011000200005&lng=pt&nrm=iso