Fisioterapia pode prevenir e tratar lombalgia gestacional e dores pélvicas superiores

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Lombalgias e dores pélvicas superiores, por mais que sejam consideradas por muitos como inerentes na vida de gestantes, podem ser prevenidas e tratadas. “Para que sejam traçadas medidas preventivas e terapêuticas eficazes no seu alívio, torna-se fundamental que o fisioterapeuta saiba como realizar sua diferenciação clínica, visto que são condições que requerem tratamentos diferenciados”, destaca o estudo “Lombalgia gestacional: prevalência e características clínicas em um grupo de gestantes”.

Os autores, Mayra Ruana de Alencar Gomess, Rodrigo Cappato de Araújo, Alaine Souza Lima e Ana Carolina Rodarti Pitangui ressaltam que os períodos da tarde e da noite são os que mulheres gestantes mais sentem dores. ”A lombalgia gestacional é uma das principais queixas durante a gestação, sendo considerado um sintoma de origem multifatorialque incide na região lombar, podendo ser irradiada para os membros inferiores”, descrevem.

De acordo com os estudos apontados no artigo, as causas mais prováveis parao  aparecimento da lombalgia gestacional estariam relacionadas ao aumento do peso do útero, aumento da lordose, alteração do centro de gravidade, frouxidão da musculatura e mudanças hormonais, mecânicas e vasculares.

A dor lombar seria um sintoma presente previamente à gestação, que se intensificaria durante esse período, sendo observada diminuição da mobilidade da região lombar no exame clínico e dor à palpação da musculatura paravertebral lombar. A dor pélvica posterior, por sua vez, seria uma lombalgia característica da gestação, de natureza intermitente com irradiação para os glúteos e membros inferiores, que causaria dor e bloqueio de movimento durante a marcha e teste de provocação da dor pélvica posterior positivo.

Os autores destacam que cerca de 50% das gestantes apresentam lombalgia durante a gestação, sendo este sintoma responsável por inúmeras repercussões negativas na sua qualidade de vida, ocasionando absenteísmo e diminuição na produtividade, gerando grande impacto socioeconômico.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-00132013000200008&lng=pt&nrm=iso

Controle de violência por parceiro íntimo deve integrar rotina de enfermeiros

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Incluir o controle de condições potencialmente ameaçadoras da vida materna (CPAV) e violência por parceiro íntimo (VPI) na rotina de enfermeiros é a proposta de Maria Inês Rosselli Puccia após concluir estudo sobre a associação entre VPI na gravidez atual e ocorrência de CPAV entre mulheres atendidas em maternidades públicas da Grande São Paulo.

A tese de doutorado “Violência por parceiro íntimo e morbidade materna grave”, defendida pela pesquisadora na Escola de Enfermagem da USP, utilizou os critérios clínicos, laboratoriais e de manejo relativos à morbidade materna grave, adotados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para a definição de condições potencialmente ameaçadoras da vida materna.

Os casos e os controles da pesquisa foram selecionados por meio de visitas diárias aos locais de estudo durante nove meses, além de entrevistas próximas da alta hospitalar. A pesquisadora observou a prevalência de 12,7% de violência psicológica; 7,6% de violência física e 1,6% de violência sexual durante a gestação atual entre casos e controles.

Com base nos resultados, a pesquisadora defende que o rastreamento rotineiro da VPI entre gestantes e o monitoramento de casos CPAV sejam incluídos no processo de trabalho dos enfermeiros. “Isto é importante para promover a qualificação da atenção à saúde materna”, conclui.

Fonte: Universidade de São Paulo.