Fisioterapia e Doença de Parkinson: homens e mulheres apresentam mais força e equilíbrio

Qual a influência do fortalecimento muscular na qualidade de vida de pessoas com Doença de Parkinson?  A resposta é uma boa notícia: melhoria na força e no equilíbrio do doente, resultado em melhor qualidade de vida. “Quanto melhor o equilíbrio, melhor a qualidade de vida desses indivíduos”, afirmas os pesquisadores Flavia Cristina Bertoldi, José Adolfo Menezes Garcia Silva e Flávia Roberta Faganello-Navega. Autores da pesquisa “Influência do fortalecimento muscular no equilíbrio e qualidade de vida em indivíduos com doença de Parkinson”, os pesquisadores analisaram um grupo de nove homens e mulheres com Doença de Parkinson. “A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e afeta principalmente pessoas a partir da quinta década de vida, com aumento exponencial em idosos entre 65 e 90 anos”, destaca o estudo, ressaltando que a doença reduz a força muscular e provoca instabilidade postural, o que aumenta o risco de quedas. Tais comprometimentos, alerta o estudo, geram prejuízos na qualidade de vida, limitam a independência funcional e causam isolamento ou pouca participação na vida social. “O tratamento fisioterapêutico se torna indispensável desde a fase inicial da doença, uma vez que minimiza e retarda sua evolução, assim como busca proporcionar ao paciente melhor qualidade de vida e funcionalidade”. Todos os voluntários do estudo tiveram freqüência maior do que 75% das sessões de fisioterapia. O programa de atividade física foi realizado duas vezes por semana, por 12 semanas, com sessões de uma hora de duração, em um local próprio para prática de atividade física. Para cada um dos grupos musculares, foram realizadas três séries de dez repetições. Os exercícios foram realizados em cadeia cinética aberta com o uso de aparelhos de mecanoterapia, como Flexores e extensores do joelho, abdutores e adutores do quadril, entre outros. “O programa de treinamento proposto se mostrou eficiente, já que foi capaz de aumentar a força em todos os grupos musculares trabalhados”, concluem os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-29502013000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Fisioterapia aquática: redução da dor e melhoria do sono em bebês prematuros


Bebês prematuros, nascidos antes de 36 semanas de gestação, forma colocados no meio líquido, para avaliar os efeitos da fisioterapia aquática na dor e no ciclo de sono e vigília. Foram acompanhados 12 bebês, e as pesquisadoras Carine Vignochi, Patrícia P. Teixeira e Silvana S. Nader observaram que, após as sessões de fisioterapia, os estados de sono variaram entre sono leve com olhos fechados e algum movimento corporal. “Antes da fisioterapia, os recém-nascidos apresentaram comportamentos que variaram entre totalmente acordados, com movimentos corporais vigorosos e choro”, destacam.

Autoras da pesquisa “Efeitos da fisioterapia aquática na dor e no estado de sono e vigília de recém-nascidos pré-termo estáveis internados em unidade de terapia intensiva neonatal”, os pesquisadores submeteram os bebês prematuros a sessões de fisioterapia com dez minutos de duração cada. Durante as sessões, foram realizados movimentos que estimulam as posturas flexoras e a organização postural.

Diante dos resultados, as pesquisadores afirmam que a fisioterapia aquática, quando bem indicada, pode ser utilizada como um método não farmacológico para o alívio de dor e para a melhora da qualidade e do tempo de sono profundo, contribuindo com os princípios multidisciplinares de humanização em UTI Neonatal. “A dor é uma experiência sensorial, e abordagens farmacológicas e não farmacológicas podem ser utilizadas, sendo que as pesquisas sobre o tratamento da dor enfatizam o uso simultâneo de ambas”, explicam as pesquisadoras. “As intervenções não farmacológicas, como abordagens táteis, massagens, sucção não nutritiva e banhos de imersão objetivam, principalmente, prevenir a intensificação de um processo doloroso, a desorganização do neonato, o estresse e a agitação, ou seja, minimizar as repercussões da dor”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para ler o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552010000300013&lng=pt&nrm=iso

Fisioterapia pode prevenir e tratar lombalgia gestacional e dores pélvicas superiores

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Lombalgias e dores pélvicas superiores, por mais que sejam consideradas por muitos como inerentes na vida de gestantes, podem ser prevenidas e tratadas. “Para que sejam traçadas medidas preventivas e terapêuticas eficazes no seu alívio, torna-se fundamental que o fisioterapeuta saiba como realizar sua diferenciação clínica, visto que são condições que requerem tratamentos diferenciados”, destaca o estudo “Lombalgia gestacional: prevalência e características clínicas em um grupo de gestantes”.

Os autores, Mayra Ruana de Alencar Gomess, Rodrigo Cappato de Araújo, Alaine Souza Lima e Ana Carolina Rodarti Pitangui ressaltam que os períodos da tarde e da noite são os que mulheres gestantes mais sentem dores. ”A lombalgia gestacional é uma das principais queixas durante a gestação, sendo considerado um sintoma de origem multifatorialque incide na região lombar, podendo ser irradiada para os membros inferiores”, descrevem.

De acordo com os estudos apontados no artigo, as causas mais prováveis parao  aparecimento da lombalgia gestacional estariam relacionadas ao aumento do peso do útero, aumento da lordose, alteração do centro de gravidade, frouxidão da musculatura e mudanças hormonais, mecânicas e vasculares.

A dor lombar seria um sintoma presente previamente à gestação, que se intensificaria durante esse período, sendo observada diminuição da mobilidade da região lombar no exame clínico e dor à palpação da musculatura paravertebral lombar. A dor pélvica posterior, por sua vez, seria uma lombalgia característica da gestação, de natureza intermitente com irradiação para os glúteos e membros inferiores, que causaria dor e bloqueio de movimento durante a marcha e teste de provocação da dor pélvica posterior positivo.

Os autores destacam que cerca de 50% das gestantes apresentam lombalgia durante a gestação, sendo este sintoma responsável por inúmeras repercussões negativas na sua qualidade de vida, ocasionando absenteísmo e diminuição na produtividade, gerando grande impacto socioeconômico.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-00132013000200008&lng=pt&nrm=iso

Pesquisa investiga processo de empatia na relação fisioterapeuta-paciente

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A temporalidade pode favorecer a organização das transformações na condição de um paciente de fisioterapia, levando a uma integração de suas memórias da condição anterior ao tratamento, seus desejos, medos e expectativas quanto ao futuro. A análise faz parte da dissertação de mestrado ”Por que ir à fisioterapia? Um estudo microgenético de expectativas de pacientes e adesão ao tratamento”, defendida no Instituto de Psicologia da USP.

A autora, Larissa Laskovsi, analisou os dados pelo método microgenético, o qual busca investigar o processo de construção de conhecimento do indivíduo em face de situações novas que ele experimenta e que o desestabilizam, e que pode capturar novidades que emergem no processo. Nas sessões, em interação com o fisioterapeuta, cada participante apresentou construções simbólicas particulares sobre suas ações nas sessões de fisioterapia. “Os resultados das análises revelaram diversificadas maneiras de cada paciente atribuir significado para o aspecto do tempo no seu percurso na fisioterapia, trazendo implicações para o programa terapêutico”, ressaltou a pesquisadora.

Larissa Laskovsi destaca ainda que o profissional pode estimular ou inibir a vontade de participação do paciente no tratamento, a depender de suas ações e metas serem coordenadas ou não com as ações e metas do outro. “Como consequência, há incentivo para vontade do paciente em participar da fisioterapia porque constata que as ações do profissional e do tratamento estão voltadas para suas metas”.

O estudo destaca ainda a participação dos familiares e de equipe multidisciplinar e a vontade do próprio paciente de melhorar para o sucesso na reabilitação. “Para o continuado replanejamento do tratamento na busca de efetiva melhora da qualidade de vida dos indivíduos é necessário para o fisioterapeuta conhecer sobre as inquietações, desejos e expectativas desses pacientes”.

Os objetivos da pesquisa foram investigar as razões que levam o paciente a frequentar a fisioterapia, compreender o que o fisioterapeuta representa para o paciente em tratamento, bem como o processo de empatia, que se constrói na relação fisioterapeuta-paciente e investigar as tensões geradas pela ruptura de expectativas do paciente e do fisioterapeuta, além de analisar a temporalidade dos processos de relação do paciente consigo e com os outros (o fisioterapeuta aí incluído) e, por fim, identificar os valores positivos e negativos atribuídos pelos pacientes às experiências consigo mesmo e com os outros (o fisioterapeuta aí incluído).

Fonte: Universidade de São Paulo.