Relatos de vida auxiliam na terapia ocupacional para pessoas com deficiência psiquiátrica, defende pesquisadora

A avaliação narrativa é defendida pela pesquisadora Laura Rueda Castro como forma de observar integralmente a vida de uma pessoa. Autora do estudo “Construção de histórias de vida: uma avaliação de terapia ocupacional em pessoas com deficiência psiquiátrica”, Laura Rueda Castro analisou dose casos em que as pessoas participaram de sessões que privilegiaram os relatos de vida.

O participantes apresentavam condições psiquiátricas que interferem ou diminuem seu desempenho ocupacional. Para que a comunicação ocorra, é necessário que um ser humano entre em contato com outro, e exista a identificação entre eles, como destaca a autora. “Este é o elo central da intervenção terapêutica à pessoa com alterações na comunicação, não-comunicação ou bloqueios de vínculos permanentes”.

A comunicação expressa na ocupação ou atividade humana, segundo a autora, permite criar formas de transcender os círculos viciosos, transformando-os em virtuosos, assim como os ciclos mortais em vitais. “Este procedimento não é uma mera negociação estratégica”, alerta. “O diálogo é um debate racional que busca um autêntico acordo consensual entre os participantes do discurso”.

o estudo destaca ainda que, neste método, o terapeuta ocupacional pode observar o que motiva a pessoa assistida a readequar sua história, em um esforço de dar sentido a uma experiência traumática. “Dessa forma, o paciente compromete-se a reiniciar um processo de aceitação e modificação para um novo estilo devida”, conclui.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para ler o estudo completo, acesse o link: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CC4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fdialnet.unirioja.es%2Fdescarga%2Farticulo%2F4221932.pdf&ei=1OAMUv7UJKStigKlkICIBQ&usg=AFQjCNH-1BYicA6y3RgwZq8zv3pR69hIeQ&sig2=9x7QSwa3mjKsaEEiA4ppPw&bvm=bv.50768961,d.cGE

Fonoaudiólogas desenvolvem questionário para pais e cuidadores de autistas identificaram dificuldades de comunicação

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A aplicação de um questionário para identificação das dificuldades de comunicação de crianças autistas, desenvolvido pelas pesquisadoras Juliana Izidro Balestro e Fernanda Dreux Miranda Fernandespara auxiliar pais e cuidadores, encontrou diferenças na percepção e atitude de pais de crianças do espectro do autismo e de crianças sem queixa de linguagem, em relação às dificuldades de comunicação com seus filhos.

O questionário foi criado para a pesquisa “Questionário sobre dificuldades comunicativas percebidas por pais de crianças do espectro do autismo”, das qual participaram 40 pais, 20 pais de crianças do espectro do autismo e 20 pais de crianças sem queixas de linguagem. Foi calculado o nível de concordância das questões e os resultados dos grupos foram comparados entre si.

O questionário é dividido em quatro partes: a primeira é referente à impressão dos pais e/ou cuidadores sobre eles próprios em relação a seus filhos, a segunda engloba a percepção dos pais em relação à aceitação das pessoas para com seus filhos, a terceira, a atitude dos pais e/ou cuidadores com seus filhos, e a quarta, a impressão dos pais e/ou cuidadores em relação aos seus filhos.

O questionário traz 25 questões, 24 fechadas, contemplando os quatro domínios, e uma aberta, onde há espaço para que os pais e/ou cuidadores relatem algo relevante para eles e que não tenha sido perguntado.

As pesquisadoras destacam que as alterações de comunicação em indivíduos do espectro do autismo variam entre a ausência de fala em crianças com mais de três anos, a presença de características peculiares, como ecolalia, inversão pronominal, discurso descontextualizado, ausência de expressão facial e até o desaparecimento repentino da fala. “Essas alterações aparecem na literatura como uma das primeiras preocupações dos pais dessas crianças”, afirmam.

Outra questão fundamental nos distúrbios do espectro do autismo, de acordo com o estudo, é a percepção dos pais com relação à aceitação de seus filhos por outras pessoas. “Estudos revelam que a estigmatização pode levar à depressão, à auto- estima reduzida e ao isolamento social”.

Confira a pesquisa completa em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000300008&lng=pt&nrm=iso