Aluno da rede estadual vence Prêmio Jovem Cientista 2013

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e acontece desde o ano 1981. Este ano, o tema foi “Água – desafios da sociedade”., e o vencedor, o estudante Edvan Nascimento Pereira, da 2ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Ernestina Pereira Maia, localizada no município de Moju, no Pará.

Seu projeto, “Carvão do Caroço de Açaí (Euterpe oleracea) ativados quimicamente com hidróxido de sódio (NaOH) e sua eficiência no tratamento de água para o consumo”, foi baseado em pesquisa que revelou um índice de 64% de moradores da região que afirmam ter contraído algum tipo de doença pela ingestão de água não tratada. O carvão resultante do caroço de açaí desempenha papel de filtro,  contribuindo para a prevenção de inúmeras doenças e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida da população local.

Com esse projeto, Edvan já participou de várias feiras de ciências e conquistou prêmios como o da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (FEBRACE) e Ciência Jovem, que acontece em Recife. “Isso é uma demostração que a escola pública está produzindo bons frutos na área de ciência e tecnologia. Grande parte desses projetos são desenvolvidos em parceria com as secretaria estaduais de Educação e os clubes de ciências”, enfatizou Licurgo Brito, secretário adjunto de Ensino da Seduc.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: FEBRACE

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Gagueira: pesquisa analisa fatores genéticos e desafios para a fonoaudiologia

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Identificar a variação genética responsável pela gagueira é um grande desafio enfrentado por diversos grupos de pesquisa. Com base nessa realidade, o estudo “Gagueira desenvolvimental persistente familial: perspectivas genéticas” analisa os prováveis fatores genéticos envolvidos com a manifestação da gagueira desenvolvimental persistente familial. “A predisposição biológica no desenvolvimento da gagueira ainda não é bem compreendida, mas contribuições genéticas para esta predisposição são reforçadas tanto por referências à agregação familial da gagueira, quanto à gagueira familial, que têm aparecido na literatura há mais de 70 anos”, destaca o trabalho.

Os pesquisadores Breila Vilela de Oliveira, Carlos Eduardo Frigério Domingues, Fabíola Staróbole Juste, Claudia Regina Furquim de Andrade e Danilo Moretti-Ferreira, autores do estudo, afirmam que o modelo exato de transmissão da herança genética para a gagueira provavelmente varia entre famílias e populações. “A gagueira é uma desordem da comunicação oral que tem uma característica multidimensional”, explicam.

De acordo com o estudo, a melhor compreensão dos fatores genéticos é determinante para o entendimento de sua etiologia primária, dos aspectos epidemiológicos e dos possíveis fatores não genéticos envolvidos e que tem importantes implicações no diagnóstico e no prognóstico do paciente. “As análises genômicas demonstram, concomitantemente, a relevância dos componentes genéticos envolvidos e sua complexidade, sugerindo assim tratar-se de uma doença poligênica, na qual diversos genes de efeitos variados podem estar envolvidos com o aumento da susceptibilidade de ocorrência da gagueira”.

Os pesquisadores ressaltam que profissionais devem estar alertas ao fato de que uma criança com histórico familial positivo para gagueira poderá ter uma forte tendência a desenvolver o distúrbio de forma crônica. “As avaliações objetivas e os tratamentos controlados têm um papel muito importante para o domínio da evolução do distúrbio”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400021&lng=pt&nrm=iso

Ciclo de vida de empreendimentos sociais é diferente, afirma estudo

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Instituições sem fins lucrativos, ONGs e outras modalidades de empreendimentos sociais apresentam um ciclo de vida diferente dos empreendimentos tradicionais, cujo foco é o lucro. A proposta de um ciclo de vida próprio para os empreendimentos sociais é feita pelos pesquisadores Alexandre Meira de Vasconcelos e Álvaro Guillermo Rojas Lezana, da Universidade Federal de Santa Catarina. “O modelo pode subsidiar a decisão dos gestores sobre o futuro da organização, bem como de financiadores públicos e privados, gestores de redes sociais, pesquisadores, consultores, administradores públicos, entre outrosstakeholders, e abre caminho para outros estudos sobre o tema”.

Autores do estudo “Modelo de ciclo de vida de empreendimentos sociais”, eles entrevistaram fundadores de dez empreendimentos sociais de Curitiba (PR) acerca da história de vida da organização. “A análise qualitativa dos dados identificou cinco etapas de evolução (Ação Social, Associação, Visibilidade Social, Rede Social e Representatividade Social) com, respectivamente, seis momentos de crise que determinam a passagem para uma etapa posterior (Desequilíbrio Social, Identidade, Foco, Controle, Responsabilização e Ética)”, ressalta o estudo.

Segundo o estudo, a partir dos anos 1990 a participação social em decisões antes da alçada exclusiva de governos ganhou relevância e se tornou quesito obrigatório no processo de construção e transformação da sociedade, inclusive com a alteração substancial do discurso político. “As organizações formais oriundas da participação social apresentam uma variedade de tipologias, formas de atuação e origens”, destacam.

Os pesquisadores afirma ainda que estudos futuros podem se dedicar a criar um instrumento para medir e avaliar em qual fase uma organização está atualmente e em que momento se moverá para o estágio subsequente. “Esse instrumento deverá minimizar a ambiguidade de termos característicos das fases e quantificá-los”, concluem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-76122012000400007&lng=pt&nrm=iso

Qualidade de vida de professores: o caso dos docentes de ciências no Rio Grande do Sul

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As características demográficas, econômicas, ocupacionais, atividades domésticas, esforços físicos, saúde física, saúde mental e os diagnósticos médicos mais referidos pelos professores da área de ciências de uma escola pública do Rio Grande do Sul foram objeto de estudo sobre qualidade de vida de professores. “Encontraram-se diversas queixas em relação à saúde e à qualidade de vida dos professores estudados, como nervosismo, rouquidão, dor nas costas, braços e pernas, além de formigamento e inchaço nas pernas”, afirmam os pesquisadores Liliani Mathias Brum, Cati Reckelberg Azambuja, João Felipe Peres Rezer, Daiana Sonego Temp, Cristiane Köhler Carpilovsky, Luis Felipe Lopes e Maria Rosa Chitolina Schetinger.

Autores do estudo “Qualidade de vida dos professores da área de ciências em escola pública no Rio Grande do Sul”, os pesquisadores destacam que o conhecimento dessas evidências pode contribuir para a construção de medidas para a reorganização da sistemática de trabalho e influenciar diretamente na qualidade de vida dos professores, gerando melhor desempenho na atividade de educar. “A investigação da qualidade de vida dos professores de ciências e a busca por melhorias que promovam um melhor desempenho desses profissionais no cotidiano das escolas podem ser uma forma de reduzir as desigualdades na educação no Brasil e favorecer o crescimento dos professores em nível educacional e social”, ressaltam.

O trabalho aponta estudos com dados alarmantes: o declínio no número de professores/educadores no Brasil, podendo ocasionar um déficit de profissionais capacitados que garantam a universalização da educação básica de qualidade, e a estimativa de que até o ano 2015 o Brasil precisará contratar 396 mil novos professores para garantir uma educação para todos. “Os problemas de saúde já afastaram até trinta vezes 25% dos professores, e o mesmo percentual já sofreu dois acidentes durante a jornada docente”, observam os pesquisadores.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462012000100008&lng=pt&nrm=iso

Identidade profissional do terapeuta ocupacional: desconhecimento, novas oportunidades e integração ao SUS

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O crescimento da profissão de terapeuta ocupacional cresceu notavelmente na década de 2000, e a ampliação da participação desses profissionais pode ser vista no aumento da oferta de cursos de graduação, principalmente em instituições públicas, assim como pelo aumento do número de vagas em concursos públicos. Essas constatações, da mestre em Saúde Pública Claudia Reinoso Araújo de Carvalho, estão no estudo “A identidade profissional dos terapeutas ocupacionais: considerações a partir do conceito de estigma de Erving Goffman”.

Professora assistente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisadora afirma ainda que, apesar de seu crescimento, o desconhecimento acerca da profissão aparenta ser um incômodo para os profissionais da área. “Em recente pesquisa junto aos terapeutas ocupacionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade do Rio de Janeiro, foi constatado que 24% dos profissionais entrevistados apontaram a falta de reconhecimento da profissão como o principal desafio em sua prática”, afirma, mencionando a dissertação de mestrado “A atuação dos terapeutas ocupacionais em unidades públicas de saúde da cidade do Rio de Janeiro”, de C. R. A. de Carvalho.

A pesquisa de Claudia Reinoso Araújo de Carvalho relaciona a noção de identidade profissional da Terapia Ocupacional com a obra” Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”, do sociólogo canadense Erving Goffman. Relacionando conceitos teóricos a situações cotidianas da profissão, a pesquisadora constata que as manipulações da identidade acontecem no âmbito profissional de forma muito similar ao descrito por Goffman em seu livro.

Claudia Reinoso Arújo de Carvalho afirma ainda que, tentando atingir a integralidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem criado novas oportunidades para diversas categorias profissionais na rede. “Este é o caso da Terapia Ocupacional, que possui características que favorecem sua inserção no atual sistema público de saúde no Brasil”, destaca. “A preocupação com a visão integral das pessoas e o reconhecimento da dimensão social da saúde sempre estiveram presentes para a profissão”.

Link para o estudo completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902012000200010&lng=pt&nrm=iso

Controle de violência por parceiro íntimo deve integrar rotina de enfermeiros

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Incluir o controle de condições potencialmente ameaçadoras da vida materna (CPAV) e violência por parceiro íntimo (VPI) na rotina de enfermeiros é a proposta de Maria Inês Rosselli Puccia após concluir estudo sobre a associação entre VPI na gravidez atual e ocorrência de CPAV entre mulheres atendidas em maternidades públicas da Grande São Paulo.

A tese de doutorado “Violência por parceiro íntimo e morbidade materna grave”, defendida pela pesquisadora na Escola de Enfermagem da USP, utilizou os critérios clínicos, laboratoriais e de manejo relativos à morbidade materna grave, adotados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para a definição de condições potencialmente ameaçadoras da vida materna.

Os casos e os controles da pesquisa foram selecionados por meio de visitas diárias aos locais de estudo durante nove meses, além de entrevistas próximas da alta hospitalar. A pesquisadora observou a prevalência de 12,7% de violência psicológica; 7,6% de violência física e 1,6% de violência sexual durante a gestação atual entre casos e controles.

Com base nos resultados, a pesquisadora defende que o rastreamento rotineiro da VPI entre gestantes e o monitoramento de casos CPAV sejam incluídos no processo de trabalho dos enfermeiros. “Isto é importante para promover a qualificação da atenção à saúde materna”, conclui.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Satisfação de pais com o comportamento de filhos superdotados

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Existem diferenças entre alunos superdotados, alunos não superdotados e seus pais (ou responsáveis) quanto a fatores familiares relacionados à comunicação, uso do tempo, ensino, frustração ou satisfação com os comportamentos do filho? Necessidade de informação sobre temas que auxiliem na educação do filho e expectativas parentais acerca do desempenho do filho também apresentam diferenças entre pais de alunos superdotados e de não superdotados?

A partir dessas perguntas, as pesquisadoras Jane Farias Chagase Denise de Souza Fleith desenvolveram o estudo “Estudo comparativo sobre superdotação com famílias em situação socioeconômica desfavorecida”.

A partir da análise de 28 famílias do Distrito Federal, sendo 14 com superdotados e 14 sem filhos superdotados, as pesquisadoras utilizaram três instrumentos na pesquisa: Inventário de Sucesso Parental (PSI), Teste de Pensamento Criativo (TCP-DT) e questionário sobre características individuais e familiares do superdotado.

Os alunos superdotados participantes do estudo foram avaliados e eram atendidos na sala de recursos do programa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, e os critérios para determinação da superdotação foram baseados no conceito do Modelo dos Três Aneis, proposto por Joseph Renzulli: habilidade acima da média, envolvimento com a tarefa e criatividade.

As pesquisadoras observaram que os pais e responsáveis tanto de superdotados quanto de não superdotados avaliaram o nível de comunicação e sua satisfação em relação a comportamento dos filhos de forma mais positiva do que os próprios filhos. Além disso, pais de alunos superdotados tiveram maior participação na vida acadêmica de seus filhos.

O desempenho superior dos alunos superdotados nas avaliações de criatividade ficou evidente para as pesquisadoras, que chamam a atenção para o papel que a família pode desempenhar no estímulo de habilidades, talentos e interesses. E esse papel é, sobretudo, marcado pela participação dos pais nas atividades escolares, assim como pela comunicação e valorização do (bom) comportamento de seus filhos.

A boa notícia é que essas três atitudes exigem muito mais boa vontade e disposição dos pais do que propriamente recursos financeiros, como ficou evidente na pesquisa, que analisou somente famílias de baixa renda.

Desafios do bacharel em gestão ambiental

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Privilegiar estratégias de ensino e de aprendizagem centradas no estudante de graduação em gestão ambiental e utilizar a realidade dos problemas ambientais como espaço formativo são as indicações do pesquisador Renato Pellegrini Morgado para os cursos de bacharelado.

Autor da dissertação de mestrado “A formação de bacharéis em gestão ambiental: complexidade os desafios socioambientais contemporâneos”, apresentada na Unidade de Ciência Ambiental da USP, Renato Pellegrini Morgado concluiu ainda que o curso de gestão ambiental oferecido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi o que mais se aproximou dessas características.

Com o objetivo de analisar os cursos de bacharelado da área e contribuir para a construção de diretrizes para essa formação, o pesquisador revisou bibliografias, analisou projetos pedagógicos e estruturas curriculares, além de entrevistar coordenadores de quatro cursos, oferecidos pela ESALQ/USP, EACH/USP, UNIPAMPA e a própria UFPR.

Segundo Renato Pellegrini Morgado, os cursos da ESALQ/SP e da UNIPAMPA foram os que mais se distanciaram das características apontadas no curso, enquanto o da EACH/USP ocupou uma posição intermediária.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Livro de Stephen Hawking traz aventura no espaço para crianças e adolescentes

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Uma história cheia de aventura e ação, com um belo ingrediente a mais: o mais recente conhecimento científico sobe o Universo, de forma simples e divertida. Um livro assim não seria possível se os autores não fossem o físico Stephen Hawking e sua filha, Lucy.

O livro “George e a caça ao tesouro cósmico” é o segundo escrito pela dupla, e narra as aventuras de George, Annie, Eric e Cosmos, o computador mais potente de toda a galáxia. Contribuíram ainda para o livro cientistas da França, Reino Unido e dos Estados Unidos.

Professor de matemática na Universidade de Cambridge, Stephen Hawking é considerado um dos mais brilhantes físicos teóricos desde Einstein. Sua filha Lucy é autora de dois romances e tem feito palestras para crianças no mundo inteiro sobre ciências e viagens espaciais, sendo premiada por sua contribuição para a popularização da ciência.

O livro traz ainda fotografias coloridas de planetas como Júpiter, Urano e do lançamento do primeiro vôo espacial norte-americano tripulado, entre outras. Traz também um Guia Prático do Universo, onde os autores respondem perguntas como “Por que viajar para o espaço?” e “Por que gastar tanto dinheiro com pesquisas espaciais?”.

Prejuízo dos transtornos alimentares é tema de pesquisa na Faculdade de Medicina da USP

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Anorexia nervosa, bulimia nervosa e outros transtornos alimentarem foram estudados pela pesquisadora Rogéria Oliveira Taragano em sua dissertação de mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Intitulado “Prejuízos da qualidade de vida em pacientes com transtornos alimentares”, o estudo aplicou formulário desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 69 mulheres acometidas por transtornos alimentares e 69 mulheres saudáveis.

A partir dos resultados encontrados, Rogéria Oliveira Taragano observou que o domínio psicológico é o mais prejudicado entre as entrevistas com transtornos alimentares. A qualidade de vida destas mulheres também demonstrou ser prejudicada nos aspectos físico, espiritual, das relações sociais e do grau de independência.

Os prejuízos são causados independentemente do tipo de transtorno alimentar. Alterações de humor, tentativas de suicídio, uso de álcool e outras substâncias, além de medicamentos para controle de ansiedade, também são apontadas pela pesquisadora como comuns entre as entrevistadas com transtornos alimentares. O maior prejuízo na qualidade de vida foi observado entre as entrevistadas que sofrem de anorexia nervosa e também de Transtorno de pânico.

Fonte: Universidade de São Paulo.