Projeto Jovem Doutor Bauru: capacitação em saúde auditiva e iniciação científica

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Consolidação de uma rede de aprendizagem colaborativa, que pode ser aplicada a favor da atenção primária à saúde auditiva é um dos resultados do Projeto Jovem Doutor Bauru, voltado à capacitação de alunos do ensino médio sobre o tema saúde auditiva. “Estima-se, no Brasil, que 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência”, destacam os autores do estudo “Projeto jovem doutor bauru: capacitação de estudantes do ensino médio em saúde auditiva”. “Destas, 5,7 milhões, ou 16,7% possuem deficiência auditiva, o que a classifica como a terceira maior deficiência no país, seguida da deficiência motora (22,9%) e visual (48,1%)”, ressaltam Wanderléia Quinhoeiro Blasca,  Mirela Machado Picolini, Andressa Sharllene da Carneiro da Silva, Karis de Campos, Ghiedree Fernanda Ramos Pinto, Alcione Ghedini Brasolotto, Katia de Freitas Alvarenga, Luciana Paula Maximino e Giédre Berretin-Felix.

Participaram do programa 14 estudantes do ensino médio de duas escolas da rede pública, em três etapas: atividade presencial, tutoração on line e atividade prática. Seguindo a proposta do Projeto Jovem Doutor, os alunos multiplicaram o conhecimento adquirido sobre saúde auditiva, através de uma feira expositiva, em suas respectivas escolas. “O Projeto Jovem Doutor possibilitou também a integração dos alunos participantes com a Universidade e da Universidade para com a comunidade, constituindo uma rede de aprendizagem colaborativa”, concluem os pesquisadores.

O projeto foi elaborado, entre outros fatores, com base na constatação de estudos apontando a deficiência auditiva como, dentre todas as deficiências humanas, uma das mais devastadoras em relação à comunicação do indivíduo para com a sociedade, uma vez que pode prejudicar o desenvolvimento escolar e, consequentemente, o profissional.

O projeto Jovem Doutor apresenta ainda aos jovens a oportunidade de iniciação científica, o exercício de cidadania, a inclusão digital e o aprendizado sobre temas relacionados à saúde. O estudo foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) e a Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DTM/FMUSP), como parte da proposta do projeto contemplado pelo Edital Instituto do Milênio – CNPq – “Estação Digital Médica: estratégia de implementação e ampliação da Telemedicina no Brasil, desde o ano de 2005”.

Artigo escrito por Silvana Schultze, editora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Conheça mais sobre o projeto no site: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462013005000035&lng=pt&nrm=iso

Identidade profissional do terapeuta ocupacional: desconhecimento, novas oportunidades e integração ao SUS

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O crescimento da profissão de terapeuta ocupacional cresceu notavelmente na década de 2000, e a ampliação da participação desses profissionais pode ser vista no aumento da oferta de cursos de graduação, principalmente em instituições públicas, assim como pelo aumento do número de vagas em concursos públicos. Essas constatações, da mestre em Saúde Pública Claudia Reinoso Araújo de Carvalho, estão no estudo “A identidade profissional dos terapeutas ocupacionais: considerações a partir do conceito de estigma de Erving Goffman”.

Professora assistente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisadora afirma ainda que, apesar de seu crescimento, o desconhecimento acerca da profissão aparenta ser um incômodo para os profissionais da área. “Em recente pesquisa junto aos terapeutas ocupacionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade do Rio de Janeiro, foi constatado que 24% dos profissionais entrevistados apontaram a falta de reconhecimento da profissão como o principal desafio em sua prática”, afirma, mencionando a dissertação de mestrado “A atuação dos terapeutas ocupacionais em unidades públicas de saúde da cidade do Rio de Janeiro”, de C. R. A. de Carvalho.

A pesquisa de Claudia Reinoso Araújo de Carvalho relaciona a noção de identidade profissional da Terapia Ocupacional com a obra” Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”, do sociólogo canadense Erving Goffman. Relacionando conceitos teóricos a situações cotidianas da profissão, a pesquisadora constata que as manipulações da identidade acontecem no âmbito profissional de forma muito similar ao descrito por Goffman em seu livro.

Claudia Reinoso Arújo de Carvalho afirma ainda que, tentando atingir a integralidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem criado novas oportunidades para diversas categorias profissionais na rede. “Este é o caso da Terapia Ocupacional, que possui características que favorecem sua inserção no atual sistema público de saúde no Brasil”, destaca. “A preocupação com a visão integral das pessoas e o reconhecimento da dimensão social da saúde sempre estiveram presentes para a profissão”.

Link para o estudo completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902012000200010&lng=pt&nrm=iso

Capacitação é essencial para gerenciamento de insatisfação no trabalho do enfermeiro

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Os fatores que interferem na satisfação e na insatisfação do trabalho de enfermeiros podem agir tanto isoladamente quanto em conjunto, e é imprescindível que gerentes de Recursos Humanos estejam capacitados para tomar decisões assertivas em relação a eles.

Essa é a conclusão da pesquisadora Isabela Saura Sartoreto em sua pesquisa “Satisfação e insatisfação no trabalho do enfermeiro: revisão integrativa da literatura”, apresentada para defesa de mestrado na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP).

Com base na teoria de que os graus de satisfação e de insatisfação no trabalho é um elemento essencial no gerenciamento de recursos humanos, a pesquisadora avaliou a produção científica sobre o assunto, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde e nas bases de dados Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature e PeriEnf.

A pesquisa foi quantitativa, caracterizando os 26 estudos analisados e verificando as técnicas utilizadas neles para mensuração da (in)satisfação. Num segundo momento, a pesquisadora analisou os trabalhos quantitativamente, observando duas categorias analíticas – Satisfação no trabalho do enfermeiro e Insatisfação no Trabalho do enfermeiro – e duas categorias empíricas – Organização e dinâmica do trabalho e Gerenciamento de Recursos Humanos.

Fonte: Universidade de São Paulo.