Informações sobre alimentação para o grande público em projeto de aluna da Faculdade de Nutrição da USP

 

 Nudritiva

O projeto Nudritiva foi criado pela aluna Adriana Carrieri, estudante do curso de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo para disseminar informações confiáveis sobre alimentação, de forma dinâmica e acessível. Participante da Liga de Obesidade Infantil no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP), a estudante percebeu que muitas escolhas erradas em relação à alimentação eram resultado de falta de informação.

A atualização do site é semanal, com informações sobre amamentação, consumo de ovos e a importância de informações completas nos rótulos dos alimentos.  Também são apresentadas receitas, que fazem grande sucesso com o público. Muitas dessas receitas são produzidas pelo Laboratório de Técnica Dietética da FSP.

As próprias pesquisas dos alunos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP também são utilizadas por Adriana, como uma pesquisa desenvolvida na pós-graduação sobre o consumo de carne vermelha e o impacto no meio ambiente.

Para conhecer o Nudritiva, acesse o link: https://www.facebook.com/pages/Nudritiva/248516715331072

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

 

Idosos e doenças cardiovasculares: o papel da alimentação

Qual a influência dos hábitos alimentares de idosos na prevenção de doenças cardiovasculares? Interessados na resposta, os pesquisadores Sabrina Dalbosco Gadenz e Luís Antônio Benvegnú investigaram os hábitos de 212 idosos hipertensos. “As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte e incapacidade em idosos”, destacam.

Os resultados estão no estudo “Hábitos alimentares na prevenção de doenças cardiovasculares e fatores associados em idosos hipertensos”, e sugerem os idosos hipertensos estão encontrando dificuldade para adotar hábitos alimentares saudáveis. “Os hábitos alimentares saudáveis dos idosos hipertensos avaliados estão aquém daqueles preconizados”, afirmam os pesquisadores, apontando que no Brasil tem-se observado que a dieta vigente apresenta maior participação de alimentos com excesso de calorias provenientes de açúcares livres e de gorduras saturadas e menor presença de frutas, legumes e verduras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a American Heart Association (AHA), ressalta o estudo, definiram estratégias para redução do risco de doenças cardiovasculares. “Entre elas, está a adoção de uma alimentação rica em frutas e vegetais, dando preferência aos grãos integrais, alimentos ricos em fibras, peixes, carnes magras e produtos lácteos com baixo teor de gordura”, afirmam os pesquisadores, destacando a importância de também diminuir a ingestão de açúcar e preferir alimentos com pouco sal.

Questões de hábito e o preço dos alimentos foram algumas das justificativas para que os idosos não seguissem a alimentação recomendada. Além disso, a maioria dos entrevistados não fazia pelo menos cinco refeições por dia, apesar de esta ser a recomendação do Manual do Idoso do Ministério da Saúde. “Fazer refeições de maneira irregular tem sido associado ao aumento de fatores de risco cardiovascular em idosos”, destacam os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Se você gostou deste texto, poderá gostar também de:

http://meunomenai.com/2014/01/01/queda-entre-idosos-a-influencia-de-fatores-socioambientais/

http://meunomenai.com/2013/10/04/programa-de-reabilitacao-de-memoria-reduz-queixas-e-melhora-humor-de-idosos/

http://meunomenai.com/2013/07/18/life-span-e-marco-no-estudo-do-envelhecimento/

http://meunomenai.com/2013/06/29/eupaciente-site-reune-pessoas-com-mesmas-doencas-para-troca-de-experiencias/

http://meunomenai.com/2013/06/25/atendimento-fonoaudiologico-gratuito-e-a-baixo-custo-em-sao-paulo/

 

Share this:

 

Intervenção nutricional produz mudança positiva e duradoura


Comer ou se alimentar. Mais do que significar a mesma coisa, usar um ou outro termo quando se fala sobre a própria alimentação pode indicar as escolha nutricionais de uma pessoa. A diferença fica evidente na fala de um homem de 46 anos, participante de um estudo sobre intervenção nutricional educativa, ao afirmar que quando come, em vez de se alimentar, opta por “coisas erradas”.

O estudo “Avaliação da efetividade na mudança de hábitos com intervenção nutricional em grupo” observou que a intervenção foi positiva na mudança dos hábitos alimentares do grupo, que apresentava sobrepeso. “A análise qualitativa mostrou que a mudança do comportamento alimentar pela conscientização parece ser o ponto fundamental para uma modificação nutricional mais efetiva”, destacam os autores Bruna Franzoni; Lena Azeredo de Lima; Luciana Castoldi e Maria da Graça Alves Labrêa.

Os participantes afirmaram ainda que, após a intervenção, passaram a prestar atenção no rótulo dos alimentos, que muitos não faziam antes. Outros adquiriram o hábito de bebe água com regularidade. “O padrão alimentar inadequado, a inatividade física, o tabagismo e o consumo de álcool representam um complexo de fatores de risco para doenças e agravos não transmissíveis”, alertam os pesquisadores, que defendem a implantação da promoção de práticas alimentares saudáveis na rotina dos serviços do Sistema Único de Saúde.

O estudo destaca ainda que os resultados positivos da intervenção nutricional aparentemente continua surtindo efeito mesmo após o seu final. “Além disso, foram observados mais relatos de mudanças positivas de hábitos na segunda entrevista, mostrando que parece ser necessário um espaço de tempo para que as alterações de comportamento possam ser processadas”, observam.Da mesma forma ocorreu com a perda de peso, já que foi demonstrado no estudo que esta precisa de tempo para a sua efetivação.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200031&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

se você gostou deste texto, poderá gostar também de:

http://meunomenai.com/2013/08/29/jogo-eletronico-para-pessoas-com-distrofia-muscular-de-duchenne-gratuito-ajuda-a-combater-a-obesidade-e-a-desnutricao-2/

http://meunomenai.com/2013/12/10/pesquisas-em-disfagia-dificultam-pratica-baseada-em-evidencias/

http://meunomenai.com/2013/10/03/mastigacao-ruim-em-adultos-pesquisadoras-analisam-autopercepcao-e-fatores-associados/

http://meunomenai.com/2013/07/10/obesidade-infantil-adianta-conflitos-entre-pais-e-filhos/

http://meunomenai.com/2013/07/23/diversificando-a-alimentacao-de-autistas-passos-para-aumentar-a-tolerancia-a-novos-sabores-e-texturas/

Diversificando a alimentação de autistas: passos para aumentar a tolerância a novos sabores e texturas

Imagem

A alimentação de crianças e adolescentes autistas pode ser uma dificuldade para muitos pais, mas a adoção de algumas estratégias pode diminuir a resistência a novos sabores e texturas. Uma sequência de passos que consideram a tolerância, a interação da criança ou adolescente com a comida e seus sentidos de tato e olfato, podem ajudar com que o autista experimente o alimento, e, finalmente, o adote como parte de suas preferências e hábitos alimentares.

Na etapa de tolerância, a sugestão é que inicialmente o novo alimento seja colocado no mesmo ambiente que a criança ou adolescente. Em seguida, na mesma mesa em que ele se alimenta, porém do lado oposto de onde ele está sentado. Os próximos passos são colocar o alimento na metade do cominho da mesma mesa, depois a uma pequena distância e por fim no mesmo espaço em que ele come. Assim como nas outras etapas, a passagem de uma fase para outra depende de cada criança, e os pais ou cuidadores decidirão o momento de avançar após avaliar a reação e aceitação a cada passo.

Na etapa de interação, a criança ou adolescente deve assistir à preparação do alimento e colocá-lo na mesa. Em seguida, irá esvaziar o recipiente do alimento, despejando-o dentro de outro recipiente. Essa ação será feita primeiramente fora do espaço próprio de alimentação, e em seguida, no próprio espaço. Por fim, o alimento será despejado do recipiente dentro do próprio prato da criança ou adolescente.

Na etapa de estimulação ao olfato, a criança ou adolescente deverá sentir o cheiro do alimento dentro da casa. Em seguida, ao redor da mesa em que se alimenta, e então no espaço próprio de alimentação. Por fim, ele deve ser incentivado a pegar um pedaço do alimento para cheirá-lo diretamente.

Na próxima etapa, do tato, a criança ou adolescente deve ser estimulada a mexer no alimento com a ponta de um dedo. Depois, com as pontas de todos os dedos, e então com toda a mão. Em seguida, a sugestão é que a criança ou adolescente toque o alimento com os próprios braços e ombros; depois, com a parte superior da cabeça; em seguida, com as bochechas, e por fim, com a parte inferior do nariz.

Finalmente chega-se ao momento de experimentar o alimento, e inicialmente deve-se orientar a criança ou adolescente a encostar o alimento em seus lábios ou colocá-lo entre os dentes. Em seguida, a lambê-lo. Depois, a morder um pedaço, cuspindo imediatamente. Na próxima fase, deverá morder alguns pedaços, mantendo-os na boca alguns segundos antes de cuspí-los. Em seguida, deverá morder e mastigar por alguns segundos, antes de cuspir. Então, será a hora de mastigar e engolir alguns pedaços, cuspindo os demais. Logo será a vez de mastigar e engolir todo o alimento com a ajuda de água, para finalmente mastigar e engolir de forma independente.

Com paciência e perseverança, ao final dessa sequência a criança ou adolescente poderá ter aprendido a comer com tranquilidade e satisfação um novo alimento.

Escrito por Silvana Schultze, editora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Fonte: Desafiando al autismo.