Por que adolescentes autistas podem gostar tanto de atividades típicas da idade quanto de super-heróis e coelho da Páscoa

 

Não é fácil para um pai e uma mãe observarem seus filhos crescendo e amadurecendo, e muitos demoram a perceber que suas crianças já se transformaram em adolescentes. Quando o filho é autista, entretanto, essa dificuldade pode ser ainda maior, principalmente quando a família, ansiosa por protegê-lo de brincadeiras maldosas típicas da adolescência, acaba privando-o do convívio social necessário para seu amadurecimento.

Por conta disso, pode acontecer de adolescentes autistas gostarem de esportes e música, como a maioria dos jovens nessa idade, ao mesmo tempo em que ainda gostam de super-heróis e até do coelho da Páscoa. Mais do que interesses variados, essa combinação demonstra dificuldade de compreensão da etapa de vida em que eles próprios se encontram.

As pesquisadoras Maria Fernanda Bagarollo e Ivone Panhoca analisaram grupos de adolescentes autistas e observaram que, apesar de muitos demonstrarem preocupação em relação ao futuro típica da idade, poucos relatam atividades também típicas, como atividades e passeios em grupo com outros adolescentes. Muitos afirmaram que a maioria de suas atividades são em companhia de membros da família. “Essa situação reforça a dificuldade que os adolescentes autistas – assim como aqueles com alguma deficiência atrelada ao funcionamento – têm de crescer, assumir a postura adequada para a idade e participar de grupos com idades semelhantes às deles”, ressalta o estudo.

As análises foram parte da pesquisa “História de vida de adolescentes autistas: contribuições para a Fonoaudiologia e a Pediatria”.

As autoras destacam ainda a importância de orientação da família para que adolescentes autistas possam viver adequadamente as diferenças típicas de cada fase etária. “É importante oferecer a ele experiências sociais e de lazer, além de novas aprendizagens e acesso à escola desde a educação infantil”, afirmam. “Nem sempre, porém, os pais têm consciência de que as experiências devem mudar conforme a criança vai crescendo”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v29n1/16.pdf

Pesquisa científica analisa caso de adolescente adotado por ex-casal após três anos de divórcio

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Os valores que as pessoas atribuem aos papeis de pai e mãe podem variar em relação a filhos biológicos e filhos adotivos. A conclusão é do estudo “Adoção tardia por casal divorciado e com filhos biológicos: novos contextos para a parentalidade”, que traz boas notícias tanto para as muitas crianças e adolescentes à espera de adoção quanto para os interessados em adotá-los que separam-se durante o processo de espera pela adoção mas continuam com os mesmos ideais.  “Em termos do amadurecimento emocional dos membros do casal divorciado, nota-se que eles renovaram o bom vínculo preexistente não apenas mediante o exercício da parentalidade adotiva, mas também pelo “desejo de ajudar” o adolescente por meio de sua inserção em um núcleo familiar”, destaca o estudo.

Os autores, Livia Kusumi Otuka, Fabio Scorsolini-Comin e Manoel Antônio dos Santos, acompanharam um ex-casal, divorciado há três anos, que adotou um adolescente movidos pelo altruísmo. “Nas falas dos pais, pôde-se perceber que a noção de família transcende a ideia de um simples arranjo nuclear tradicional constituído em torno do casal, uma vez que a conjugalidade não foi mencionada como condição para a adoção”.

Os pesquisadores destacam que, à época do planejamento do primeiro filho biológico do ex-casal, a conjugalidade era valorizada por ambos como condição para o nascimento. “No caso da experiência da adoção, julgam ser de igual importância, para favorecer o desenvolvimento dos filhos, assegurar tanto o exercício do papel materno como paterno, ainda que as figuras materna e paterna não estejam mais unidas pelos laços do matrimônio”. Por meio de entrevistas com o ex-casal, os pesquisadores observaram ainda que, na opinião deles, filhos adotivos precisariam de pais, assim como os biológicos, mas poderiam ser perfeitamente inseridos em um lar cujos pais tivessem se divorciado, desde que eles não tivessem se descomprometido de suas funções parentais.

O estudo pode ser lido na íntegra pelo link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2013000100010&script=sci_arttext

Livro de Stephen Hawking traz aventura no espaço para crianças e adolescentes

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Uma história cheia de aventura e ação, com um belo ingrediente a mais: o mais recente conhecimento científico sobe o Universo, de forma simples e divertida. Um livro assim não seria possível se os autores não fossem o físico Stephen Hawking e sua filha, Lucy.

O livro “George e a caça ao tesouro cósmico” é o segundo escrito pela dupla, e narra as aventuras de George, Annie, Eric e Cosmos, o computador mais potente de toda a galáxia. Contribuíram ainda para o livro cientistas da França, Reino Unido e dos Estados Unidos.

Professor de matemática na Universidade de Cambridge, Stephen Hawking é considerado um dos mais brilhantes físicos teóricos desde Einstein. Sua filha Lucy é autora de dois romances e tem feito palestras para crianças no mundo inteiro sobre ciências e viagens espaciais, sendo premiada por sua contribuição para a popularização da ciência.

O livro traz ainda fotografias coloridas de planetas como Júpiter, Urano e do lançamento do primeiro vôo espacial norte-americano tripulado, entre outras. Traz também um Guia Prático do Universo, onde os autores respondem perguntas como “Por que viajar para o espaço?” e “Por que gastar tanto dinheiro com pesquisas espaciais?”.

Desenvolvimento social é principal ganho de crianças e adolescentes especiais que frequentam escola

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Crianças e adolescentes com Síndrome de Autismo que frequentam a escola apresentam melhoras na aprendizagem, independência, comunicação e comportamento. Por outro lado, os resultados escolares são pouco notados.

Essas são as conclusões da pesquisadora Ana Gabriela Lopes Pimentel, autora do estudo “Autismo e escola: perspectiva de pais e professores”, apresentado na Faculdade de Medicina da USP. Participaram da pesquisa 56 cuidadores de crianças e adolescentes e 51 professores de escolares regulares e especiais.

Os pais e cuidadores tinham, em sua maioria, nível médio de ensino e renda familiar média-baixa. Os professores eram em sua maioria mulheres, com idades entre 31 e 40 anos, com formação em pedagogia e entre um e vinte anos de experiência profissional.

O desenvolvimento social foi citado pelos pais e cuidadores como a área de maior desenvolvimento: 53% dos cuidadores. Benefícios variados (de aprendizagem, independência, comunicação e comportamento) foram mencionados por 18% dos cuidadores, e 14% deles não perceberam qualquer efeito positivo relacionado à experiência escolar dos seus filhos.

Os professores responderam que acreditam influenciar principalmente a comunicação e as relações interpessoais. Mas também referem que as dificuldades são principalmente relacionadas à aprendizagem, à comunicação e ao comportamento da criança.

Os professores afirmaram ainda que a escola oferece apoio suficiente para seu trabalho, mas que há muito pouco apoio por outros profissionais, além da falta de tecnologia de ensino adequado.

Ana Gabriela Lopes Pimentel demonstra preocupação diante da falta de menção a resultados educacionais em sua pesquisa. “Ou o potencial educativo das crianças e adolescentes com Distúrbio do Espectro do Autismo está sendo subestimado ou os resultados escolares estão sendo ignorados pelas pessoas que devem compartilhar a responsabilidade por sua qualidade”, conclui.

Fonte: Universidade de São Paulo.

CEATOX oferece orientação em casos de intoxicação e picadas de animais peçonhentos

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Crianças que ingerem medicamentos sem a supervisão dos pais, em pequenas ou grandes quantidades, correm sérios riscos. Produtos químicos acidentalmente ingeridos ou em contato com a pele também podem ter consequências drásticas. A melhor maneira de evitar estes perigos é manter ambos – medicamentos e produtos químicos, inclusive de limpeza habitual – longe do alcance delas.

A curiosidade das crianças, entretanto, é atiçada pelo colorido dos frascos e pela aparência de alguns remédios, que podem ser confundidas por elas com balas, e um pequeno descuido é suficiente para que um acidente ocorra.

Para atender a esses casos, o Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX) do Hospital das Clínicas de São Paulo funciona 24 horas por dia, fornecendo informações emergenciais para profissionais de saúde e à população em geral. Acidentes com animais venenosos e reações adversas a medicamentos também são situações atendidas pelo Centro.

O atendimento prestado pelo CEATOX é feito pelo telefone e não substitui um posterior atendimento médico, pois somente médicos poderão prescrever medicamentos, indicar tratamentos e antídotos.

Os atendentes do CEATOX são profissionais da área de saúde e analisam a necessidade de o paciente dirigir-se imediatamente a um hospital ou não. Também são feitas orientações sobre as condutas emergenciais que podem ser realizadas em casa, de acordo com o caso de intoxicação.

Ao ligar para o CEATOX, é essencial ter à mão os seguintes dados: idade e peso do paciente, como ocorreu o contato com a substância tóxica, há quanto tempo ocorreu a exposição, os sintomas apresentados, informações sobre o produto (de preferência a embalagem) e telefone para contato.

O CEATOX recomenda ainda que não se provoque vômito na criança e nem se ofereça nada a ela antes da orientação correta.

O telefone do CEATOX é 0800-148110 e o site www.ceatox.org.br

Fonte: CEATOX-SP.