Transtornos alimentares afetam ossatura de adolescentes, aumentando risco de fraturas

A adolescência é o período crítico na vida de mulheres jovens para aquisição mineral óssea e obtenção do pico de massa óssea. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e transtorno alimentar não especificado, os quadros psiquiátricos que afetam principalmente adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo feminino, causam déficits importantes na massa óssea.

O alerta é dos pesquisadores Mariana Moraes Xavier da Silva, Durval Damiani e Louise Cominato, autores do estudo “Avaliação da densidade mineral óssea em adolescentes do sexo feminino com transtorno alimentar”.

O estudo ressalta ainda que a anorexia nervosa (AN) e o transtorno alimentar não especificado (TANE) são os transtornos alimentares mais frequentes na adolescência. A anorexia nervosa caracteriza-se pela restrição da ingestão alimentar com importante perda de peso, recusa em manter peso mínimo adequado para idade e altura, medo intenso em ganhar peso, distúrbio da imagem corporal e amenorréia (ausência de menstruação).

O transtorno alimentar não especificado pode ser caracterizado pelos seguintes critérios: existem todos os sinais e sintomas de anorexia, porém a paciente apresenta ciclos menstruais regulares. Também há perda de peso significante, apesar de a paciente manter índice de massa corporal (IMC) normal.

A anorexia nervosa é responsável por anormalidades na mineralização óssea, que são bem conhecidas e descritas em mulheres adultas, porém menos documentadas em adolescentes. A diminuição da densidade mineral óssea aumenta o risco de fraturas. “Mulheres jovens anoréxicas podem nunca atingir um pico adequado de massa óssea”, ressaltam os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302013000700005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Baixa auto-estima de adultos superdotados

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Segundo a psicóloga Carmen Sanz Chacón, especialista em superdotação, grande número de adultos com altas habilidades, também chamados de superdotadas, são caracterizados por introversão, baixa auto-estima, problemas de ansiedade, fobia social e dificuldades de relacionamento social.

Carmen Sanz Chacón acredita que a maioria destes problemas é resultado da falta de adaptação destas pessoas durante a infância, que levam a um isolamento maior do que o normal durante a adolescência.

Essas dificuldades, unidas à sensação de que são diferentes  – não só por sentirem-se diferentes, mas também porque sabem que as outras pessoas os enxergam de modo diferente – desperta nos superdotados um Complexo de “Patinho Feio”, resumido no pensamento: “Sou diferente, tenho menos valor que os outros”.

Assim, não querer chamar a atenção, o que faz inclusive que muitos adolescentes desistam de estudar para não destacarem em relação aos colegas de classe, torna-se uma estratégia dos superdotados para que se integrem melhor. A psicóloga chama ainda a atenção para o fato de que a estratégia de se fazer despercebido é especialmente utilizada por meninas superdotadas.

O isolamento, outra estratégia apontada por Carmen Sanz Chacón como de uso frequente dos adolescentes superdotados, faz com que essas pessoas percam as ricas experiências que marcam os relacionamentos sociais da adolescência. São essas experiências, ressalta a psicóloga, que nos ensinam a conhecer nossas limitações, a fazer novos amigos e consolidar amizades e a escolher as pessoas com quem nos sentimos melhor.

A perda dos momentos que marcam as primeiras relações amorosas – tanto os momentos bons quanto os maus, todos essenciais para nosso amadurecimento – também é uma das consequências do isolamento voluntário de adolescentes superdotados.

A psicóloga alerta que, ao chegar à vida adulta, a pessoa superdotada que recorreu a essas estratégias durante a adolescência não tem as habilidades sociais básicas para enfrentar o mercado de trabalho, constituir família e manter relacionamentos satisfatórios com amigos e familiares. Com isso, os sentimentos de baixa auto-estima, fracasso pessoal e desmotivação são potencializados.

Aos adultos superdotados que apresentam esse quadro, Carmen Sanz Chacón sugere que investiguem a origem destes sentimentos em busca do melhor tratamento, que geralmente envolvem o treino de habilidades sociais específicas e programas de melhora da auto-estima. Quanto antes essas medidas forem tomadas, ressalta a psicóloga, mais rapidamente as condutas e sentimentos serão regularizados, aumentando o bem-estar da pessoa.

Fonte: http://www.elmundodelsuperdotado.com/