Investigação genética e anomalias craniofaciais

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O Projeto “Investigação da Síndrome de Deleção 22q11.2 Utilizando Diferentes
Estratégias para Aplicação em Saúde” tem como objetivo identificar anormalidades no material genético de pessoas com suspeita de Síndrome de deleção 22q11.2.

O principal objetivo é identificar  Trata-se, portanto, de exame com caráter diagnóstico, que poderá contribuir para melhorar o conhecimento sobre essa doença. Outro objetivo é formar uma base de dados brasileira de pacientes com informações sobre características clínicas, causas, fatores de risco e história natural das anomalias craniofaciais. Esta Base de dados pertence ao Projeto Crânio-Face Brasil, coordenado pelo Departamento de Genética Médica da Universidade Estadual de Campinas e conta com a participação de outros centros e foi aprovada pelo CEP desta instituição com o CAAE 35316314.9.1001.5404 e pela CONEP
(14733).

Durante a consulta será preenchido um formulário com informações
sobre a história médica do participante e de sua família, gestação, parto, uso de medicamentos, desenvolvimento físico e mental, além de aspectos genéticos e clínicos. Também serão realizadas fotografias. Essas informações e fotografias
poderão ser coletadas e atualizadas a cada retorno para acompanhamento. O armazenamento dos dados é realizado em computadores na Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP.

O projeto é coordenado pela professora doutora Verla Lúcia Gil Lopes e é desenvolvido no Hospital de Clínicas da UNICAMP.

Quem quiser mais detalhes sobre o projeto, basta acessar o link: https://www.fcm.unicamp.br/fcm/sites/default/files/paganex/tale_del_22-unicamp_082015.pdf

Câncer de mama e informação

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Embora o aumento da pesquisa se centre em exames de câncer de mama, pouco se sabe sobre a prevenção do câncer de mama com consciência de redução de risco para diferenças étnicas entre mulheres na faculdade. O estudo “Conhecimento, crenças e fontes de informação de mulheres não-hispânicas e hispânicas na prevenção de câncer de mama para foco na redução de risco” examinou o conhecimento, as crenças e as fontes de informação de câncer de mama entre mulheres não-hispânicas e hispânicas.

As fontes de informação mais comuns relatadas pelas participantes foram Internet (75%), revistas (69%), provedor (76%) e amigos (61%). Menos fontes comuns foram rádio (44%), jornais (34%) e mães (36%). As mulheres universitárias não-hispânicas com história familiar de câncer de mama tinham maior probabilidade de receber informações de provedores, amigos e mães. Aquelas com história de câncer de mama foram mais propensas a receber informações de suas mães. A educação para a prevenção do câncer de mama para as mulheres da faculdade é necessária para incluir a redução de risco para mudanças de comportamento de saúde modificáveis ​​como um novo foco. Os profissionais de saúde podem se dirigir a mulheres da faculdade com mais fontes de informação, incluindo Internet ou aplicativos, conclui o estudo.

Texto de Silvana Schultze, para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Para conhecer o estudo, acesse o link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24989348

Cultura, de produto a serviço

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Doutor e mestre em Ciências Sociais, além de mestre em Ciência Política, Direito Público e Filosofia, Frédéric Martel atuou em jornais e revistas, foi professor visitante nas universidades de Harvard e de Nova Iorque, além de ter lecionado no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po).

Autor do livro Smart: o que você não sabe sobre a internet, Martel defende em sua obra que a cultura, que era um produto cultural, está se transformando em serviço. Nesse cenário, surgem o que o autor chama de “pequenos militantes da recomendação” (p. 319) – pessoas que, confiantes em seu próprio senso estético e capacidade de discernimento, assumem-se como responsáveis pela disseminação de suas opiniões.

O capítulo proporciona ao leitor uma das percepções mais claras da visão que o autor tem sobre a arena em que se transformou a internet. Da diversidade de entrevistados selecionados à leveza com que apresenta seus discursos, Martel é especialmente feliz na sua abordagem dos progressos da algoritmia, apontado o que ele considera o risco de, ao fornecer-lhe apenas o que ele já consome, enfeixar o usuário numa bolha, fortalecendo o vínculo com uma comunidade à qual este já usuário já pertence – e deixando de estimulá-lo a ampliar seus horizontes (p. 321). Diante desse risco e de outros desdobramentos que a oferta de cultura como serviço acarreta, um dos caminhos pelos quais a leitura pode ser conduzida leva à cena cibercultural contemporânea, explorada por teóricos diversos.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

China digital, Smart e Alibaba

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A China Digital é uma das etapas que o pesquisador Frédéric Martel percorreu para escrever seu livro Smart: o que você não sabe sobre a internet. Para compreender o fenômeno do Alibaba, símbolo da web chinesa fundada em 1999 por Ma Yun, especialista em artes marciais e professor de inglês que ficou bilionário. “A imagem seria quase perfeita, e a história, uma notável sucess history, se o Alibaba não fosse um clone”, afirma Martel, referindo-se à mistura de negócios incorporada pelo site chinês conhecido como “o maior bazar do mundo” (p. 42). Mistura de Amazon, eBay e PayPal, o Alibaba ultrapassa em volume de negócios as três plataformas que lhe serviram de inspiração juntas, tornando-se um império que em 2014 passou a ser cotado na bolsa de Nova Iorque, “numa operação financeira que foi ao mesmo tempo a maior estréia de uma empresa tecnológica na história e o valor mais alto alcançado por uma empresa chinesa” (p. 42).

Para Martel, as cópias são a solução inventada pela China para resolver, simultaneamente, problemas existenciais e de criatividade. “Visitando a maioria dessas cópias numa dezena de grandes cidades chinesas, assim como suas filiais em Hong Kong, Cingapura e Taiwan, entendi que os chineses queriam ter acesso aos mesmos sites e serviços que os americanos, sem por isso depender deles” (p. 43). Por trás desse panorama, as instituições de ensino chinesas assumem um papel distinto da estimulação à inovação encontrada em Stanford, por exemplo. Wang Dan, presidente da New School for Democracy e célebre ciberdissidente chinês exilado em Taipé, onde está instalada a Universidade de Taiwan – palco do encontro assistido pelo autor do livro – acredita que a internet é uma ferramenta que contribui para o surgimento de uma sociedade civil na China. “Quando alguém participa das versões asiáticas do The Voice e vota por SMS num ídolo da televisão, está aprendendo a dar sua opinião”, defende Wang (p. 58).

 

Design Thinking: metodologia, ferramentas e reflexões

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Equilíbrio entre o raciocínio associativo, que alavanca a inovação, e o pensamento analítico, que reduz os riscos. Assim é apresentada a proposta do design thinking no livro “Design thinking & thinking design – metodologia, ferramentas e reflexões sobre o tema”, de Adriana Melo e Ricardo Abelheira. A obra apresenta as raízes do design no mundo, e descreve como surgiu o design thinking. “As ferramentas de ideação disponíveis na literatura são muitas”, afirmam os autores. “O tipo de desafio (gráfico, produto, comunicação, interface, experiência navegação, serviço…) vai naturalmente apontar apontar qual técnica de ideação aplicar”.

O livro destaca algumas diferenças do mundo corporativo na atualidade: “antes as empresas agiam reativamente aos cenários e eram avessas ao risco. Hoje precisam de intraempreendedores que antecipem necessidades ou oportunidades”. Apresentando resultados de pesquisas e paradigmas gestacionais de algumas empresas, os autores questionam: “Qual é o conjunto de conhecimentos necessários para o novo mundo?”.

Os autores também apresentam técnicas para “vender”  o design thinking para equipes, e ressaltam: “O empresário está realmente interessado no resultado que os investimentos em design podem gerar e descobrir de que forma a aplicação do design thinking vai canalizar a inovação, aumentando a competitividade”.

Texto escrito por Silvana Schultze para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Teorias do trauma e literatura em saúde

As teorias do trauma histórico aparecem cada vez mais na literatura sobre saúde individual e comunitária, especialmente em relação às populações minoritárias raciais e étnicas e grupos que apresentam disparidades significativas em saúde. Como conseqüência desse rápido crescimento, a literatura sobre trauma histórico compreende abordagens de terminologia e pesquisa diferentes.

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O artigo “Trauma histórico como narrativa pública: uma revisão conceitual de como a história afeta a saúde atual”, uma revisão crítica, integra essa literatura para especificar mecanismos teóricos que explicam como o trauma histórico influencia a saúde de indivíduos e comunidades. “Argumentamos que o trauma histórico funciona como uma narrativa pública para grupos ou comunidades particulares que conectam experiências e circunstâncias atuais com o trauma para influenciar a saúde”, descreve N. V. Mohatt, um dos autores do estudo. “Tratar o trauma histórico como uma narrativa pública desloca o discurso de pesquisa longe de uma busca exclusiva de variáveis ​​causais passadas que influenciam a saúde para identificar como as experiências atuais, suas narrativas correspondentes e seus impactos na saúde estão conectados a narrativas públicas de trauma histórico para um particular grupo ou comunidade”.

O artigo também discute como a conexão entre trauma histórico e experiências atuais, narrativas relacionadas e impactos na saúde pode funcionar como fonte de sofrimento atual e resiliência.

Para conhecer o estudo, acesse o link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24561774

Texto escrito por Silvana Schultze, para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

O poder dos quietos

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Um mundo que não pára de falar, e onde sobressaem aqueles que falam bem, principalmente em público. Como sobressair em meio a essa multidão?  “Mude a forma como você vê o mundo. Mude a forma como você se vê. Desvende o segredo dos introvertidos”. Assim é a apresentado o livro O poder dos quietos – como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar. A autora, Susan Cain, é apresentada como uma autêntica introvertida, o que talvez lhe confira sabedoria para analisar como a extroversão tornou-se o ideal cultural, e como extrovertidos e introvertidos pensam.

Dividido em quatro partes, o livro apresenta ainda um capítulo dedicado à educação de crianças quietas. É nesta seção que a autora apresenta sua teoria da típica má combinação entre pais e filhos, na qual pais extrovertidos tentam modificar a natureza de seus filhos quietos, na esperança de prepará-los para melhor enfrentar a vida. “Os pais precisam se distanciar de suas próprias preferências e ver como o mundo é aos olhos de seus filhos quietos”, defende Susan.

A autora discorre ainda sobre as imposições da indústria da propaganda sobre os padrões de comportamento, sobretudo das mulheres, aborda a diferença entre timidez e introversão e chama a atenção para o quanto pessoas introvertidas podem ser boas na resolução de problemas complexos.

Texto escrito por Silvana Schultze, para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.