Higiene do sono na infância


Algumas medidas simples podem ser recomendadas por médicos a familiares para promover a higiene do sono de crianças, o que reflete em melhoria na qualidade de vida dos pais. É o que destaca o estudo “Educação em higiene do sono na infância: quais abordagens são efetivas? Uma revisão sistemática da literatura”, que avaliou as intervenções visando práticas de higiene do sono em crianças, sua aplicabilidade e efetividade na prática clínica, para que as mesmas possam ser utilizadas na orientação dos pais pelos pediatras e médicos de família.
As autoras, Camila S. E. Halal e Magda L. Nunes, apontam ainda que, apesar de a abordagem comportamental no manejo do sono na faixa etária pediátrica ser de simples execuçcão e adesão, existem poucos estudos na literatura que avaliaram sua efetividade. “É de fundamental importância os pediatras e médicos de família conhecerem estas abordagens, para que possam oferecer orientacções adequadas a seus pacientes”, defendem.
Entre as técnicas apontadas no estudo, estão rotinas positivas, checagem mínima com extinçcão sistemática e extinção gradativa ou remodelamento do sono, bem como diários do padrão de sono. “Todas as abordagens apresentaram resultados positivos”, destaca o trabalho, apontando ainda que a prevalência de distúrbios do sono é alta na infância, podendo acometer em torno de 30% das crianças até a idade escolar. “Uma criança com alterações crônicas do sono pode apresentar dificuldades na aprendizagem escolar e consolidação da memória dos conteúdos aprendidos, irritabilidade e alterações na modulação do humor, dificuldade em manter a atenção e alterações comportamentais, como agressividade, hiperatividade ou impulsividade”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572014000500449&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Estudantes de Educação Física e vida saudável


Com o objetivo de investigar o que imaginam estudantes de Educação Física sobre o tema vida saudável, os pesquisadores Alex Fialho, Aline Vilarinho Montezi, Fabiana Follador e Ambrosio, e Tânia Maria José Aiello-Vaisberg conduziram o estudo “O imaginário coletivo de estudantes de educação física sobre vida saudável”.
A partir de entrevista coletiva com 27 alunos de curso de graduação em Educação Física, os pesquisadores observaram que o imaginário coletivo de estudantes de Educação Física sobre uma vida saudável é sustentado pelo campo “responsabilidade individual”,  que opera fortalecendo as responsabilidades individuais na busca pela saúde, em detrimento de compreensão que considera os aspectos sociais, históricos, econômicos e políticos da vida humana. “Nesse sentido, a aparente desconexão das condições concretas do viver indicam a crença em um homem dominado e determinado pelos elementos de seu psiquismo, vale dizer, pelos aspectos internos, muitas vezes inconscientes, constituintes de sua psique”, destaca o estudo.
Os resultados apontaram ainda que uma parcela significativa da comunidade científica enfatiza a importância de adotar a promoção da saúde de maneira ampliada, responsabilizando não somente o indivíduo, mas os profissionais da saúde e o Estado.  “Nesta linha, apontam que as problemáticas sanitárias – fatores que escapam ao controle individual, tais como a poluição do ar, das águas, ou as práticas de prevenção de moléstias infectocontagiosas – requerem politicas públicas sustentadas e consistentes”, ressaltam os autores.
O estudo aponta ainda a importância de se levar em conta a complexidade do tema, destacando que os hábitos de saúde têm raízes na história das civilizações e estão associados às relações culturais, educacionais, desenvolvimento econômico, político, estruturas sociais. “A simples mudança de comportamento não é suficiente para transformações profundas”, reforçam os pesquisadores.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892014000300626&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Acesso à energia e sistema climática: avanços técnicos e relações de poder


Quais as consequências das inovações que tornam inviáveis as modalidades convencionais de produção de energia no mundo contemporâneo? Esse é o questionamento do pesquisador  Ricardo Abramovay, Professor Titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo, membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e autor da obra  “Muito Além da Economia Verde e coautor de Lixo Zero: Gestão de Resíduos Sólidos para uma Sociedade mais Próspera”. A pergunta é feita no estudo “Inovações para que se democratize o acesso à energia, sem ampliar as emissões”, que aborda, entre outros pontos, a desigualdade entre os países na ocupação do espaço carbono.
Reconhecendo a importância de se reverter esta desigualdade, o pesquisador ressalta que o mais importante, entretanto, é criar condições para que os avanços recentes na capacidade de geração de energia elétrica de fontes renováveis e descentralizadas cheguem de maneira massiva aos países em desenvolvimento. “Fortalecer as economias fósseis e construir hidrelétricas nocivas a ecossistemas preciosos e frágeis é perenizar um caminho de acesso à energia que, globalmente, está sendo superado”, defende.
O autor acredita ainda que as condições técnicas dos píses deveriam dominar as discussões e as propostas para combater o aquecimento global. “Muito mais importante que garantir o direito aos países de renda baixa e média para que continuem contribuindo (e de forma crescente) à destruição do sistema climático, o grande desafio está em conseguir dotá-los das condições técnicas que lhes permitam entrar e avançar na revolução digital sem terem que passar pelo que de mais predatório caracterizou a primeira e a segunda revoluções industriais”.
O estudo destaca, por fim, que o maior obstáculo neste campo talvez não seja de natureza técnica ou financeira, mas sim esteja concentrado nos interesses em torno das formas convencionais de crescimento econômico, começando pelas formas tradicionais de oferta de energia. “Quanto mais se investe nas modalidades fósseis ou nas formas predatórias de hidroeletricidade, mais incontornável se torna a dependência de trajetória imposta por estas tecnologias, mesmo que sob formas renovadas, como é o caso das fontes não convencionais de obtenção de petróleo das quais o pré-sal brasileiro é um exemplo fundamental”, explica.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomeni.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2014000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Serviço Social: consultoria empresarial


Consultorias empresariais em Srviço Social, quando não substituem o trabalho dos assistentes sociais das empresas, podem conjugar as atribuições e competências profissionais, reafirmando o Código de Ética Profissional, Projeto Ético-Político do Serviço Social e a Lei de Regulamentação da Profissão, que definem a atividade de consultoria como uma competência profissional compartilhada com outras áreas. Essa é a recomendação de uma estratégia para fortalecimento da área de Serviço Social, feita pela pesquisdora Fernanda Caldas de Azevedo, autora do estudo “Consultoria empresarial de Serviço Social: expressões da precarização e da terceirização profissional”.
O trabalho é um desdobramento da dissertação de mestrado da autora, que teve como objeto de estudo a consultoria empresarial de Serviço Social, datada historicamente a partir do processo de reestruturação produtiva do capital. Esse processo, segundo a pesquisadora, amplia a precarização das relações de trabalho e redefine os espaços sócio-ocupacionais do assistente social nos quais a terceirização se faz presente. “Uma luta importante a ser assumida pela categoria profissional e entidades representativas seria a definição de estratégias de qualificação dos profissionais para atuar em empresas e lutar pela contratação direta de assistentes sociais, no sentido de enfrentar a ampliação das consultorias que encobrem a terceirização”, defende a autora.
O trabalho destaca ainda outro aspecto: trazer o debate das consultorias empresarias para os espaços coletivos da categoria profissional, socializando os desafios enfrentados e permitindo maior visibilidade desse espaço sócio-ocupacional para que o mesmo possa ser redefinido na perspectiva do projeto ético-politico, contando com a participação ativa das consultorias hoje existentes. “O incentivo de produção teórica relacionado ao fazer profissional nesse espaço é relevante para tornar visível o que se encontra oculto e analisá-lo de maneira a problematizá-lo coletivamente”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-66282014000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Tratamento fonoaudiológico e modificações faciais: percepções de clientes, terceiros e especialistas


Identificar possíveis modificações faciais em pacientes submetidos a tratamento estético fonoaudiológico foi um dos objetivos do estudo “Modificações faciais em clientes submetidos a tratamento estético fonoaudiológico da face em Clínica-Escola de Fonoaudiologia”, desenvolvido pelas pesquisadoras Hilda Gabriela Arantes de Arizola, Silvana Maria Brescovici, Susana Elena Delgado e Caroline Kurtz Ruschel. Além disso, as atoras verificaram se estas modificações foram percebidas pelo cliente, por terceiros e por fonoaudiólogos, e constataram o grau de satisfação do cliente com o resultado.
Os resultados apontaram que tadas perceberam modificações faciais (diminuição das rugas dos olhos e dos lábios, diminuição do sulco nasolabial, lábios mais definidos, pele mais viçosa e brilhante e suavização das marcas de expressão). Outras pessoas (terceiros) perceberam modificações como diminuição das olheiras e pele mais viçosa e brilhante.
As participantes da pesquisa submeteram-se a dez sessões de terapia, com exercícios estáticos e dinâmicos, e suas fotos pré e pós tratamento foram analisadas por fonoaudiólogos especialistas em motricidade orofacial, identificando presença ou ausência de modificações. “As participantes mostraram-se mais satisfeitas com o aspecto estético da face após a intervenção fonoaudiológica”, concluíram as pesquisadoras.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462012000600018&lng=pt&nrm=iso

SÍNDROME DE WILLIAMS- BEUREN: face característica


Síndrome é uma palavra que significa um conjunto de sinais clínicos, e a Síndrome de Williams – Beuren (SWB) é caracterizada pelo aumento do volume da região das pálpebras, nariz com ponta arrebitada e lábios grossos, além de personalidade amigável e uma alteração cardíaca conhecida como estenose valvar supra-aórtica (EVSA), entre outros.
Podem ocorrer ainda dificuldades de alimentação nos primeiros meses de vida, ausência de alguns dentes, voz rouca, aumento da sensibilidade ao som e aumento do nível de cálcio no sangue. Nem sempre a pessoa apresenta todos os sinais, e o diagnóstico deve ser feito por médico especialista.
O diagnóstico geralmente é feito por exame clínico, podendo ser confirmado por exame de sangue específico. Por ser especializado e de alto custo, este exame pode não estar disponível na maioria dos laboratórios.
Alguns cuidados gerais são importantes no caso de pessoas com a Síndrome, como a realização periódica de avaliações cardiovasculares, em função do risco de hipertensão. Também são recomendadas orientações médicas de áreas de reabilitação e pedagógicas. No primeiro ano de vida da criança, são importantes ainda a avaliação auditiva
Entre 13 e 18 anos, podem ocorrer problemas médicos como pressão alta, limitação da movimentação de algumas articulações do corpo, infecções urinárias e problemas gastrintestinais. Assim, recomenda-se avaliação de problemas gastrintestinais como diverticulite, diverticulose, pedras na vesícula, constipação crônica e realização de ultra-sonografia das vias urinárias a cada cinco anos.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Fonte: Planeta Educação
Para conhecer o texto completo, acesse o link: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1174#

Estereotipias: indicações verbais podem precisar de intervenções alternativas

De acordo com a pesquisadora Bridget Taylor, muitas crianças com autismo apresentam comportamentos repetitivos sem uma finalidade aparente e sem conseqüências sociais determinadas. Estas condutas, explica a pesquisadora, denominam-se comumente de estereotipias ou condutas com reforço automático, e se mantém porque a conduta em si mesma implica em um reforço positivo para a criança. Assim, por exemplo, uma criança pode girar as rodas de um caminhão porque o efeito visual que o giro produz é visualmente atrativo para ele. Exemplos comuns das estereotipias incluem o abanar de mãos, girar, repetir canções e frases de filmes, mastigar objetos não comestíveis, levantar e tocar objetos ou realizar sons vocais. As estereotipias são muito difíceis de se tratar devido á sua persistência e à tendência de ocorrerem sem supervisão de um adulto. No entanto, existem técnicas que podem ser úteis.

Duas dessas técnicas foram apontadas no estudo “Avaliação e tratamento de estereotipias encobertas” (título original em inglês “Evaluation and treatmente of covert stereotypy”, publicado no periódico “Behavioral Interventions” n. 17. Intervenções comportamentais”). Os autores, J. E. Ringdahl, A. S. Andelman, K. Kitsukawa, L. C. Winborn, A. Barreto e D. P. Wacher,

acompanharam uma criança que agitava repetidamente as mãos, estereotipia que ocorria sem consequências sociais e quando a criança estava sozinha.

Para controlar essa estereotipia, foram analisados os resultados do uso de indicações verbais regulares e de uma técnica de intervenção chamada DRO, ou Reforço Diferencial de Outra Conduta (em inglês, Differential Reinforcement of Other Behavior). As indicações verbais diminuíram a estereotipia na presença de um adulto, mas quando o adulto saía o comportamento aumentava, mesmo que o adulto voltasse repetidamente para recordar a orientação verbal à criança.

Com a técnica DRO, a criança foi presenteada com uma atividade da qual ela gostava, e caso a criança apresentasse a estereotipia, a atividade era interrompida. O adulto, então, explicava à criança que se ela não agitasse as mãos por dez segundos, poderia retomar a atividade. Esse tempo foi aumentando gradativamente até alcançar dez minutos, conforme a criança conseguisse não voltar à estereotipia durante o período determinado pelo adulto.

Com base nessas observações, os pesquisadores concluíram que, no caso da criança acompanhada, a técnica DRO foi mais eficiente. Eles ressaltam que, nos casos em que as indicações verbais não são suficientes,  a utilização de um estímulo altamente atraente para a criança – como uma atividade favorita – pode ser uma intervenção alternativa.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o texto original em espanhol, acesse o link: http://desafiandoalautismo.org/%C2%BFque-hay-de-nuevo-en-el-tratamiento-y-manejo-de-las-estereotipias/

TDAH subtipo desatento: protocolo oficial contra equívocos


Um protocolo oficial poderia ser uma saída para evitar equívocos diagnósticos ou interpretações de sintomas de outros transtornos que não o TDAH do subtipo desatento. É o que apontam as pesquisadoras Lilian Martins Larroca e Neide Micelli Domingos, autoras do estudo “TDAH – Investigação dos critérios para diagnóstico do subtipo predominantemente desatento”. De acordo com a pesquisa, as discrepâncias de diagnóstico e suposta falta de critério científico dos sintomas do transtorno alimentam o questionamento de uma corrente de pensamento que se opõe à sua existência.
O objetivo desta pesquisa foi identificar, através da literatura científica e entrevistas realizadas com três neuropediatras, os procedimentos médicos necessários para o diagnóstico seguro do TDAH – subtipo desatento e verificar se esses procedimentos foram aplicados ao diagnóstico de alunos de um colégio particular no interior de São Paulo. “O encaminhamento para avaliações multiprofissionais depende dos critérios seguidos por cada médico e não segue uma diretriz”, observaram as autoras.
Os resultados demonstraram ainda que nenhum dos diagnósticos da amostra seguiu todos os procedimentos apontados, mostrando a necessidade de estabelecer um protocolo amplo, que agregue a participação de outros profissionais (fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos etc.), e que garanta a precisão diagnóstica, além de descartar possibilidades e investigar fatores concorrentes para dificuldades apresentadas pela criança desatenta.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572012000100012&lng=pt&nrm=iso

Gestos e símbolos dão voz a pacientes com Paralisia Cerebral


A clínica fonoaudiológica como um espaço para a escuta do corpo de portadores de paralisia cerebral é a base do estudo “O diagnóstico fonoaudiológico na paralisia cerebral: o sujeito entre a fala e a escuta”, que acompanhou a adolescente Sabrina para estabelecer o diagnóstico diferencial próprio ao campo fonoaudiológico. “A condição básica para a interpretação (do corpo falante) está na dependência do compromisso do fonoaudiólogo com uma escuta balizada por uma teoria psicanalítica e de linguagem que conceba o discurso como perpassado por múltiplos sentidos”, ressalta o trabalho.
As autoras, Giuliana Bonucci Castellano e Regina Maria Ayres de Camargo Freire, explicam que na clínica fonoaudiológica comprometida com a subjetividade e a linguagem de portadores de Paralisia Cerebral, a interação dialógica pode ser atravessada por uma fala ininteligível ou mesmo por sua falta. Elas observaram, durante a análise das transcrições das situações ocorridas na clínica com a adolescente, que a garota e a fonoaudióloga ultrapassam as possíveis referências dos símbolos pictográficos, entrelaçados por traços corporais e sucessões sonoras, ao tomá-los como significantes, passíveis de interpretação.
O estudo conclui que, embora os portadores de Paralisia Cerebral apresentem sintomas graves no corpo e a impossibilidade de fala articulada, não estão fora do campo da fala e da linguagem. São falantes, e seus gestos e símbolos gráficos ganham voz pela escuta e interpretação do Outro na relação dialógica instaurada na cena clínica fonoaudiológica.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982014000100008&lng=pt&nrm=iso

Autismo e professores: teleducação para difusão de conhecimento

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A classificação e definição dos Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), a legislação brasileira educacional e o papel da escola e do professor na vida da criança são temas de interesse de professores que participaram de estudo na rede de ensino municipal de Bauru, interior de São Paulo.
As pesquisadoras Natalia Caroline Favoretto e Dionísia Aparecida Cusin Lamônica, autoras do estudo “Conhecimentos e necessidades dos professores em relação aos transtornos do espectro autístico”, defendem que a teleducação é um caminho para atender a essas necessidades. “As aulas devem abordar assuntos destacados pelas respostas do questionário de verificação, sendo eles, definição e classificação dos TEA, legislação educacional, papel da escola e do professor na vida da criança, caracterização das alterações de comportamento, socialização e comunicação no indivíduo com TEA, desenvolvimento normal de linguagem e desenvolvimento de linguagem nos TEA e, principalmente de estratégias educacionais que favoreçam o aprendizado do aluno com TEA”, afirma o estudo.
A pesquisa faz parte de um projeto que pretende, por meio da teleducação, prover informações aos professores do ensino infantil visando à inclusão de crianças com Transtornos do Espectro Autístico (TEA) na rede regular de ensino. A partir das respostas dos professores a um questionário, foram organizados conteúdos programáticos para elaboração um curso de difusão de conhecimentos que será desenvolvido em uma próxima etapa. “Os resultados evidenciaram que a inclusão escolar está em processo de crescimento, porém com professores carentes por informações”.
O estudo também proporcionou uma maior integração entre a comunidade fonoaudiológica e pedagógica, e para as pesquisadoras essa integração favorece a elaboração do conteúdo do curso.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382014000100008&lng=pt&nrm=iso