Marca-país Brasil: percepção de estrangeiros afeta turismo

Os Estados Unidos ocuparam, até recentemente, o segundo lugar entre os países que mais enviaram turistas ao Brasil. Esse número, entretanto, caiu gradualmente a cada ano. A explicação óbvia para a queda é a crise norte-americana. A pesquisadora Fabiana Gondim Mariutti, entretanto, resolveu analisar a questão à luz da consideração da marca-país Brasil. “A consideração da marca-país, como sendo a percepção da imagem e as associações da marca de uma nação – vista pelos estrangeiros, é um aspecto frequentemente presente, seja no panorama econômico, político, social, acadêmico, na moda, no esporte, no cinema e, finalmente no turismo”, explica.

Autora da dissertação de mestrado “Identidade de marca-país: comunicação da marca Brasil nos Estados Unidos da América”, defendida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Ribeirão Preto, Fabiana Gondim Mariutti defende que o Brasil necessita de estudos sobre seu próprio conceito de país de origem e, principalmente, o fortalecimento de sua identidade de marca.

A pesquisa concluiu que a Marca Brasil apresenta relações incompletas e divergências conceituais com a teoria, cujo conceito firma-se que a identidade da marca é a visão estratégica da marca. “Esse entendimento é distorcido teoricamente pela Embratur e não experimentado nas respostas dos entrevistados”, destaca a pesquisadora. “Portanto, a identidade central da marca Brasil que deveria ser a alma da marca corresponde parcialmente à desejada pela Embratur, trazendo apenas a diversidade como característica”. Além disso, aponta a pesquisa, a identidade expandida, cujos elementos dimensionais da identidade da marca são organizados em quatro perspectivas, não proporcionaram textura e integridade da marca Brasil. “Cada experiência com a Marca Brasil em contextos diversos proporciona associações com a reputação e a imagem do país”, ressalta o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde-04052012-113333/pt-br.php

Turismo e religião: pesquisadora propõe novo conceito para incorporar dinâmicas de poder

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Compreender a gestão do turismo em contextos que articulam cultura, religião e desenvolvimento territorial foi o ponto de partida do estudo “Turismo em territórios de grande densidade religiosa”, da pesquisadora Siegrid Guillaumon. “Entende-se que o turismo, em muitos casos, pode ser planejado de forma desvinculada da presença das culturas locais. Esse fato, além de não ser notado, supostamente, ocorreria devido a uma lacuna teórica e conceitual a ser suprida”, afirma a autora.

Observando esta lacuna, a pesquisadora elaborou um novo conceito  – turismo em territórios de grande densidade religiosa – para enfatizar relações de poder e interesses de grupos de preservação da identidade cultural no processo de planejamento do turismo. O novo conceito, de acordo com a autora, busca responder de maneira satisfatória à diversidade de religiões presentes e em interação nos territórios. “No caso do conceito de turismo religioso, o fato de implicar a necessária ligação entre a motivação para o deslocamento e o valor de sacralidade no território visitado, limita seu potencial explicativo”.

O estudo ressalta ainda que o conceito de turismo cultural é desconfortável porque, a partir da perspectiva de uma totalidade territorial, não existe a possibilidade do turismo não promover contato entre culturas. “O conceito de ‘turismo em territórios de grande densidade religiosa’ incorpora o reconhecimento das dinâmicas de poder presentes nos territórios como elementos que interferem na forma como se planeja o turismo”, descreve Siegrid Guillaumon.

Para conhecer o estudo completo, visite o site: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-92302012000400007&lng=pt&nrm=iso

O que fazer com as crianças nas férias

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Viajar é sempre a principal opção para as férias da garotada. Nem todos os pais, porém, têm férias na mesma época, ou recursos para isso. Afinal, os preços da alta temporada vão lá para cima…

Para quem fica em São Paulo, os parques são uma boa opção. Na zona oeste, o Parque Villa-Lobos tem 732 metros quadrados. Oferece ciclovia – é possível alugar bicicletas, triciclos e quadriciclos no próprio local, pagando em cartão – playground e bosque com espécies da Mata Atlântica. Também tem um belo orquidário, trilha suspensa para observar pássaros nas árvores, tabelas para jogar basquete, local próprio e fechado para literalmente “soltar os cachorros” (os que sabem se comportar, claro) e lanchonetes, dentro e fora do parque. Um belo piquenique cai muito bem (tem mesas com cobertura para isso) e as árvores estão cada vez mais frondosas.

Na zona norte, uma opção é o tradicional Horto Florestal. Ocupa área de 174 alqueires, .e conta com palco para eventos, área de piquenique, playground, pista de cooper, equipamentos de ginástica, bicas de água potável, lagos e o Museu Florestal. Abriga ainda o Palácio de Verão do Governo do Estado, além das sedes da Polícia Militar e Polícia Florestal do Estado. Com sorte (não precisa muita, não), as crianças podem ver espécie de macaco-prego, tucano, gambá, socó, garça, tico-tico, serelepe e martim pescador.

Na zona sul, o Parque Ecológico do Guarapiranga, oferece atividades de cunho cultural, ambiental e recreativo. Ocupa 7% dos 28 km no entorno da Represa do Guarapiranga. Conta com Brinquedoteca, Museu do Lixo e Programa de Educação Ambiental.

Na zona leste, o Parque do Carmo tem área superior a 15 milhões de metros quadrados. Seu bosque tem aproximadamente 6 mil árvores, entre cerejeiras e eucaliptos, oferece aos visitantes churrasqueiras, quiosques, lagos naturais e a possibilidade de observar diversas espécies de animais.

Na região central de São Paulo, o Parque da Luz é o parque mais antigo da cidade, e tem a grande vantagem de estar bem ao lado de uma estação de metrô (Luz). Além do belo jardim, que após a revitalização da região ganhou diversas esculturas, é possível fazer uma visita à Pinacoteca de São Paulo, logo ao lado.