Música como terapia no envelhecimento

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Devido aos avanços no conhecimento médico, a população de adultos mais velhos que lutam com problemas de envelhecimento, como a doença de Alzheimer (DA) e, a doença de Parkinson (DP), está crescendo. Há uma necessidade de intervenções terapêuticas para fornecer estratégias adaptativas para sustentar a qualidade de vida, diminuir o comprometimento neurológico e manter ou retardar o declínio cognitivo e o funcionamento devido a doenças neurológicas degenerativas. Intervenções musicais com adultos com deficiências cognitivas receberam maior atenção nos últimos anos, como o valor da audição de música personalizada no projeto iPod para o AD; a música como uma ferramenta para diminuir a agitação e a ansiedade na demência; e música para auxiliar na memória episódica; Estimulação Auditiva Rítmica como reabilitação para a DP; e recentemente o potencial de estimulação cerebral sensorial de 40 Hz com AD e PD. Essas abordagens indicam o escopo e a eficácia em expansão da musicoterapia e os mecanismos potenciais envolvidos. Um artigo explica modelo de quatro níveis de mecanismos de resposta musical que pode ajudar a compreender as abordagens e tratamentos atuais de musicoterapia e ajudar a direcionar pesquisas futuras.

Texto escrito por Silvana Schultze para o blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Permitida a reprodução desde que citada a fonte. Para conhecer o estudo original (em inglês), acesse https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30255022

Pesquisa “Mulheres, literatura e processo saúde-doença”: resultados preliminares

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Até o final de novembro de 2017, seis escritoras participaram da pesquisa: duas dedicam-se à literatura como atividade profissional principal, duas como atividade profissional paralela, e duas como hobby. Todas são originárias da região Sudeste, , onde cinco vivem até hoje, e uma delas, vive na Europa.

A escrita de quatro delas foi afetada por um câncer, tendo duas delas especificado como câncer de mama. Destas, uma referiu-se ao câncer que acometeu um irmão, uma ao câncer que acometeu um amigo de infância. As duas restantes foram afetadas por um mielosarcoma e por depressão.

Os sentimentos emergentes das descrições das participantes da pesquisa são criatividade, determinação e bom humor, e foram referidos desfechos consequentes da doença, entre os quais a dedicação a um blog e a escrita de livros, além de atitudes como maior seletividade na utilização do tempo e relações de troca altruísta com pessoas ou entidades que se dedicam ao tratamento de doenças, como Doutores da Alegria.

Para participar da pesquisa, acesse o formulário por aqui. A participação é anônima. Este formulário é parte da pesquisa intitulada “Mulheres, literatura e processo saúde-doença”, e tem como objetivo investigar os percursos narrativos, processos criativos e impacto da doença entre escritoras brasileiras. Idealizada e desenvolvida por mim, a pesquisa pretende contribuir para os campos da Medicina Narrativa, da Literatura Contemporânea e da Saúde Pública, ao analisar os processos de reinvenção identitária e re-significação resultantes da escrita com temática relacionada a processos saúde-doença. Sou pesquisadora associada ao Centro Internacional de Estudos Atopos, da ECA-USP, e doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da USP, além de membro do Grupo de Estudos GENAM, ligado à FFLCH-USP e à Faculdade de Medicina da USP. A participação na pesquisa é anônima e deverá resultar em artigos e apresentações em eventos, tais como o II Seminário de Comunicação e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, a ser realizado em março de 2018.
Quem pode participar: mulheres brasileiras que se dedicam à escrita, que tenham passado por episódio de doença, individualmente ou através de pessoa próxima, tendo este episódio se tornado objeto de sua escrita, direta ou indiretamente.

Silvana Schultze