Música como terapia no envelhecimento

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Devido aos avanços no conhecimento médico, a população de adultos mais velhos que lutam com problemas de envelhecimento, como a doença de Alzheimer (DA) e, a doença de Parkinson (DP), está crescendo. Há uma necessidade de intervenções terapêuticas para fornecer estratégias adaptativas para sustentar a qualidade de vida, diminuir o comprometimento neurológico e manter ou retardar o declínio cognitivo e o funcionamento devido a doenças neurológicas degenerativas. Intervenções musicais com adultos com deficiências cognitivas receberam maior atenção nos últimos anos, como o valor da audição de música personalizada no projeto iPod para o AD; a música como uma ferramenta para diminuir a agitação e a ansiedade na demência; e música para auxiliar na memória episódica; Estimulação Auditiva Rítmica como reabilitação para a DP; e recentemente o potencial de estimulação cerebral sensorial de 40 Hz com AD e PD. Essas abordagens indicam o escopo e a eficácia em expansão da musicoterapia e os mecanismos potenciais envolvidos. Um artigo explica modelo de quatro níveis de mecanismos de resposta musical que pode ajudar a compreender as abordagens e tratamentos atuais de musicoterapia e ajudar a direcionar pesquisas futuras.

Texto escrito por Silvana Schultze para o blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Permitida a reprodução desde que citada a fonte. Para conhecer o estudo original (em inglês), acesse https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30255022

A linguagem da música

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A partir da análise de composições musicais de crianças bilíngues, a pesquisadora Débora Sousa França Affonso investigou o papel de aulas de música podem desempenhar na formação da identidade cultural de alunos matriculados em escolas de educação bilíngue. A contribuição da música para o processo de aquisição de linguagem também foi estudada.

Observando que as escolas de Educação Infantil bilíngues privilegiam o método de imersão, enquanto nas de Ensino Fundamental a opção é pelo enriquecimento, Débora Sousa França Affonso concluiu que, em função do uso de símbolos e potencial de comunicação, assim como pelo fato de ser conhecida por todos os indivíduos, a música é uma forma de linguagem, passível de interpretação subjetiva.

A dissertação, intitulada “Música e bilinguismo: como a identidade cultural das crianças pode se evidenciar em suas composições musicais”, foi defendida na Escola de Comunicações e Artes da USP . O trabalho apresenta ainda sugestões de atividades de música, tanto em português como em inglês, oferecendo conteúdos de linguagem musical, apreciação, escuta, composição e improvisação.

Fonte: Universidade de São Paulo.