Depressão, ansiedade e parto

Resultado de imagem para partum

Uma amostra sistemática de 950 mulheres grávidas foi recrutada em três maternidades da Turquia. Os participantes completaram avaliações de depressão, ansiedade, PTSS e apoio social na gravidez, 4-6 semanas e 6 meses pós-parto. O medo do parto foi avaliado na gravidez e 4-6 semanas após o nascimento. “Identificar os fatores que precipitam e manter os sintomas de estresse pós-traumático após o nascimento é importante para informar a prática clínica e de pesquisa”, informam os pesquisadores, autores do artigo “Fatores associados aos sintomas de estresse pós-traumático (PTSS) 4-6 semanas e 6 meses após o nascimento: estudo longitudinal baseado na população”, publicado em junho de 2017.

Leia mais em Meunomenai sobre Saúde

Os resultados apontam que o estresse seis meses após o parto foi associado com ansiedade e PTSS na gravidez, complicações durante o nascimento, satisfação com os profissionais de saúde, medo do parto 4-6 semanas após o nascimento, PTSS e depressão 4-6 semanas após o nascimento, apoio social 4 -6 semanas após o nascimento, eventos traumáticos após o nascimento, necessidade de ajuda psicológica e apoio social 6 meses após o nascimento. Este estudo baseia-se na amostragem de hospitais públicos, por isso pode não representar mulheres tratadas em hospitais privados. O estudo conclui que fatores de risco associados podem ajudar a identificar as mulheres em risco de PTSS após o nascimento e a informar a intervenção direcionada precoce.

Para conhecer o estudo, acesse o link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28654849

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Câncer de mama e informação

Resultado de imagem para breast cancer

Embora o aumento da pesquisa se centre em exames de câncer de mama, pouco se sabe sobre a prevenção do câncer de mama com consciência de redução de risco para diferenças étnicas entre mulheres na faculdade. O estudo “Conhecimento, crenças e fontes de informação de mulheres não-hispânicas e hispânicas na prevenção de câncer de mama para foco na redução de risco” examinou o conhecimento, as crenças e as fontes de informação de câncer de mama entre mulheres não-hispânicas e hispânicas.

As fontes de informação mais comuns relatadas pelas participantes foram Internet (75%), revistas (69%), provedor (76%) e amigos (61%). Menos fontes comuns foram rádio (44%), jornais (34%) e mães (36%). As mulheres universitárias não-hispânicas com história familiar de câncer de mama tinham maior probabilidade de receber informações de provedores, amigos e mães. Aquelas com história de câncer de mama foram mais propensas a receber informações de suas mães. A educação para a prevenção do câncer de mama para as mulheres da faculdade é necessária para incluir a redução de risco para mudanças de comportamento de saúde modificáveis ​​como um novo foco. Os profissionais de saúde podem se dirigir a mulheres da faculdade com mais fontes de informação, incluindo Internet ou aplicativos, conclui o estudo.

Texto de Silvana Schultze, para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Para conhecer o estudo, acesse o link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24989348

O poder dos quietos

Resultado de imagem para shy

Um mundo que não pára de falar, e onde sobressaem aqueles que falam bem, principalmente em público. Como sobressair em meio a essa multidão?  “Mude a forma como você vê o mundo. Mude a forma como você se vê. Desvende o segredo dos introvertidos”. Assim é a apresentado o livro O poder dos quietos – como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar. A autora, Susan Cain, é apresentada como uma autêntica introvertida, o que talvez lhe confira sabedoria para analisar como a extroversão tornou-se o ideal cultural, e como extrovertidos e introvertidos pensam.

Dividido em quatro partes, o livro apresenta ainda um capítulo dedicado à educação de crianças quietas. É nesta seção que a autora apresenta sua teoria da típica má combinação entre pais e filhos, na qual pais extrovertidos tentam modificar a natureza de seus filhos quietos, na esperança de prepará-los para melhor enfrentar a vida. “Os pais precisam se distanciar de suas próprias preferências e ver como o mundo é aos olhos de seus filhos quietos”, defende Susan.

A autora discorre ainda sobre as imposições da indústria da propaganda sobre os padrões de comportamento, sobretudo das mulheres, aborda a diferença entre timidez e introversão e chama a atenção para o quanto pessoas introvertidas podem ser boas na resolução de problemas complexos.

Texto escrito por Silvana Schultze, para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Do explícito ao implícito: revisão e reescrita de Virgínia Woolf

Resultado de imagem para Virginia Woolf

“Certa tarde, no começo de outubro, quando o tráfego se tornava agitado, , um homem alto veio a passos largos pela beira da calçada, levando uma dama pelo braço”, é trecho da obra The Voyage Out, de Virginia Woolf, um dos livros da autora analisados pela pesquisadora Maria A. Galbiati. Em seu livro “Do explícito ao implícito: o processo de revisão e reescrita em Melymbrosia The Voyage Out, de Virgínia Woolf”, Maria investiga a origem de Melymbrosia, romance de formação escrito em um contexto Pré-Guerra Mundial, no qual se destaca a viagem da personagem principal à América do Sul.

Segundo Thomas Bonnici, autor do texto de apresentação da obra, “no espaço entre MelymbrosiaThe Voyage Out, nasce a escrita de James Joyce, William Faulkner e Clarice Lispector”. A autora chama a atenção para marcas temporais e sobre as sensações expressas pelos personagens, como o tédio de Helen Ambrose durante sua viagem, e para a caracterização dos personagens e de seus papeis sociais. “Rachel Vinrace mostra-se próxima ao perfil da jovem mulher, educada conforme costumes do século XIX”.

Peter James Harris, autor do prefácio de “Do explícito ao implícito”, relembra que a composição de The Voyage Out foi um processo sofrido para Virginia Woolf, “marcado por diversas crises de insanidade mental, cujo percurso deixou um rastro de rascunhos e versões inacabadas, entre os quais  Melymbrosia, completado em 1912, mas nunca publicado durante a vida de Virginia Woolf”.

Mulheres dos anos dourados

Resultado de imagem para anos dourados

“Jornal das moças critica as mulheres que se importam em demasia com os cuidados pessoais, chamando-as de frívolas. Claudia, por sua vez, como valoriza o consumo tanto quanto as virtudes morais, não faz esse tipo de censura; nessa revista, cuidados com a beleza e a aparência nunca são demais”. Com essas palavras, Carla Bassanezi Pinsky analisa, através de publicações voltadas ao público feminino, os tempos em que casar era indispensável, traições masculinas eram perdoadas em nome da harmonia conjugal e bons eletrodomésticos deveriam compensar a monotomia. Publicado pela Editora Contexto, 396 páginas, 2014, o livro traz na contracapa uma pergunta: será que as coisas mudaram tanto assim?

A autora trata as noções de masculino e feminino como conceitos históricos. “As concepções relacionadas à diferença sexual tanto são produto das relações sociais quanto produzem e atuam na construção dessas relações”, descreve Carla. O livro reflete ainda sobre os papeis desempenhados e atribuídos às mulheres dentro de um relacionamento ao longo do tempo: mulheres solteiras, desquitadas, que traem, que são traídas, que são amantes.

Em sua análise das publicações consideradas femininas, ela relembra a figura de Carmen da Silva, que por muitos anos foi editora da revista Claudia e foi pioneira em suas opiniões sobre criação de filhos, por exemplo, defendendo a liberdade de diálogo inclusive sobre sexo.

Estresse entre mães de pessoas com autismo

null

Um estudo com 30 mães de pessoas com autismo mostrou que 70% delas apresentavam altos níveis de estresse. As mães, que tinham entre 30 e 56 anos de idade, quando consultadas sobre os comportamentos dos filhos com os quais se julgavam mais eficazes para lidar, apontaram os movimentos estereotipados dos filhos, o grande tempo gasto em uma atividade particular e a insistência para que as coisas sejam feitas de uma determinada maneira. “O estresse psicológico constitui-se em um processo no qual o indivíduo percebe e reage a situações consideradas por ele como desafiadoras, que excedem seus limites e ameaçam o seu bem-estar”, descrevem os pesquisadores Carlo Schmidt e Cleonice Bosa, autores do estudo “Estresse e auto-eficácia em mães de pessoas com autismo”.
A auto-eficácia é descrita no estudo como o julgamento do sujeito sobre sua habilidade para desempenhar com sucesso um padrão específico de comportamento. “A natureza crônica do autismo tende a acarretar dificuldades importantes no que tange à realização de tarefas comuns, próprias da fase de desenvolvimento dessas pessoas”, explicam os autores.
Carlo Schmidt e Cleonice Bosa ressaltam ainda que a compreensão da relação entre autismo e estresse familiar não pode ser baseada em relações lineares entre possíveis causas e efeitos. As explicações sobre como esses dois fatores estão relacionados, defendem os pesquisadores, devem levar em conta diversos outros fatores envolvidos no processo de adaptação da família a uma condição crônica, como o autismo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:
http://seer.psicologia.ufrj.br/index.php/abp/article/view/88/101

Vivências de mães de crianças autistas

Mães de crianças autistas descreveram suas experiências como cheias de sentimentos que vão da fé à solidão. Além disso, o cotidiano do filho passa a ser vivido pela mãe, e por isso a mãe também merece cuidados. Essas são algumas das análises do estudo “Vivências maternas na realidade de ter um filho autista: uma compreensão pela enfermagem”, que entrevistou mães entre 30 e 64 anos.

As autoras do estudo, Claudete Ferreira de Souza Monteiro, Diana Oliveira Neves de Melo Batista, Edileuza Gonçalves de Carvalho Moraes, Tarcyana de Sousa Magalhães, Benevina Maria Vilar Teixeira Nunes e Maria Eliete Batista Moura, acreditam que o estudo traz uma nova reflexão para o relacionamento que deve existir entre a equipe de enfermagem e mães de filhos autistas.

O estudo destaca ainda a necessidade de oferta de cuidado às mães, prevenindo o adoecimento psíquico e contribuindo para que elas possam cuidar do filho e também se cuidarem. “A enfermagem deve compreender que o sofrimento que acompanha as mães de autistas pode estar camuflado por aparente abnegação e valor”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000300009&lng=pt&nrm=iso