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Meio Ambiente

Aluno da rede estadual vence Prêmio Jovem Cientista 2013

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e acontece desde o ano 1981. Este ano, o tema foi “Água – desafios da sociedade”., e o vencedor, o estudante Edvan Nascimento Pereira, da 2ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Ernestina Pereira Maia, localizada no município de Moju, no Pará.

Seu projeto, “Carvão do Caroço de Açaí (Euterpe oleracea) ativados quimicamente com hidróxido de sódio (NaOH) e sua eficiência no tratamento de água para o consumo”, foi baseado em pesquisa que revelou um índice de 64% de moradores da região que afirmam ter contraído algum tipo de doença pela ingestão de água não tratada. O carvão resultante do caroço de açaí desempenha papel de filtro,  contribuindo para a prevenção de inúmeras doenças e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida da população local.

Com esse projeto, Edvan já participou de várias feiras de ciências e conquistou prêmios como o da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (FEBRACE) e Ciência Jovem, que acontece em Recife. “Isso é uma demostração que a escola pública está produzindo bons frutos na área de ciência e tecnologia. Grande parte desses projetos são desenvolvidos em parceria com as secretaria estaduais de Educação e os clubes de ciências”, enfatizou Licurgo Brito, secretário adjunto de Ensino da Seduc.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: FEBRACE

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Sistema Municipal de Meio Ambiente ainda não é concreto no Brasil, afirmam pesquisadores


Dos mais de cinco mil Municípios brasileiros, poucos foram os que tomaram caminhos sustentáveis e consolidados de gestão ambiental. É o que aponta o estudo “O Sistema Municipal de Meio Ambiente no Brasil: avanços e desafios”. Os autores, Rafael Doñate Ávila e Tadeu Fabrício, analisaram os avanços do SISMUMA, sigla do Sistema, e concluíram que são inúmeras as dificuldades que os Municípios encontram na implantação e manutenção de seu Sistema Municipal de Meio Ambiente. “A governança para a descentralização da gestão ambiental no Brasil ainda não é uma ideia concreta em boa parte dos municípios brasileiros”, destaca o estudo.

Os pesquisadores ressaltam, porém, que a disseminação dos SISMUMA nos Municípios brasileiros contribui com a produção de modelos alternativos de políticas centradas no enfrentamento dos déficits e desigualdades socioambientais, e apoiadas na inclusão de novos atores nos processos de decisão. “Este Sistema é uma estrutura político-administrativa que em última instância visa a inserção do componente ambiental no processo de tomada de decisão local, por meio da formulação, implementação e avaliação de políticas ambientais e integração com outras políticas, considerando a realidade e potencialidade de cada região, em conformidade com os princípios de desenvolvimento sustentável”, descrevem.

O estudo conclui ainda que um governo comprometido com o desenvolvimento sustentável possui menores riscos de ter seus projetos rejeitados e proporciona uma maior integração entre os seus diversos órgãos. 

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-12902012000700004&script=sci_arttext

Mapeamento de quintais residenciais com vegetação: pesquisa aponta método para auxiliar no planejamento urbano

Morar em uma casa é um sonho de muitos que moram em apartamento. Quase sempre, faz parte do sonho um belo jardim, mesmo que pequeno, mas suficiente para uma muda de jabuticabeira ou pitangueira. Alguns chegam a realizar esse sonho, mas quando se deparam com o trabalho que a manutenção do jardim exigem, não são poucos os que decidem substituir grama e plantas por um prático revestimento cerâmico, aumentando a impermeabilização dos centros urbanos. Mas afinal, cultivar alguns poucos metros quadrados de verde faz diferença diante do mar de um verdadeiro mar de concreto? O biólogo Caio Hamamura decidiu contribuir para esse debate.

Ciente de que o mapeamento da vegetação urbana tem se restringido às áreas públicas ou à área total, o biólogo testou diversos métodos para tentar mapear as áreas de quintais permeáveis. A pesquisa foi conduzida na Escola Superior de Agricultura da USP de Piracicaba, com o objetivo de desenvolver uma técnica que pudesse auxiliar o planejamento urbano e a investigação da contribuição dessas áreas para a vegetação urbana. “Os quintais privados ou domésticos têm características muito distintas das áreas públicas, pois por ser de domínio privado variam muito conforme as necessidades e os recursos de cada proprietário”, destaca.

O autor afirma que o mapeamento dessas áreas, além de representar boa parte do uso do solo urbano, pode apresentar uma ferramenta importante para análise da ecologia urbana devido à grande variabilidade de hábitat. “Conhecer qual a contribuição dos quintais privados para a vegetação total da área urbana pode fornecer bases para o planejamento urbano e para políticas públicas para essas áreas”, conclui.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Fonte: Universidade de São Paulo.

 

Jornalismo ambiental de qualidade é característica do profissional, e não do grupo editorial, aponta tese

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A grande imprensa recorre a diversas fontes para cobrir matérias sobre o meio ambiente? Essa é uma das perguntas que nortearam a pesquisa “A cobertura jornalística sobre poluição do solo por resíduos: uma análise da produção dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo da Rio-92 a 2007”. A autora, Maria Daniela de Araujo Vianna, defendeu sua tese de doutorado na unidade de Ciência Ambiental da USP, e concluiu que a maior parte das coberturas feitas pelos dois jornais no período de 15 anos traz uma abordagem desconexa, pontual e alarmista sobre o tema. “Embora o volume de textos sobre meio ambiente seja maior na atualidade do que no passado e exista maior número de reportagens contextualizadas, isso ainda é a exceção, e não a regra nas redações”, afirma.

A autora destaca ainda que as matérias mostraram-se presas a uma visão reducionista da realidade, buscando emoldurar histórias e encaixar nelas papéis de vilões e mocinhos, justiceiros e vítimas. “A qualidade está mais associada a iniciativas individuais de profissionais do que a decisões institucionais de grupos de comunicação”.

Cientistas e jornalistas entrevistados para o estudo refletiram sobre caminhos possíveis para a cobertura jornalística sobre meio ambiente, e apontaram, entre outras coisas, a aproximação e o melhor entendimento entre jornalistas e cientistas como fatores importantes para a qualificação do debate ambiental mediado pela imprensa no Brasil.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Limitação do consumo consciente

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Qual a constituição ideológica do consumo consciente? A partir dessa pergunta, a pesquisadora Mônica Yoshizato Bierwagen  desenvolveu sua dissertação de mestrado “A ideologização do consumo consciente: uma análise sobre soberania do consumidor e liberdade de escolha”, na unidade de Ciência Ambiental da USP.

Segundo a pesquisadora, nos últimos anos, o chamado consumo consciente – um modo de consumir que leva em consideração as repercussões ambientais e sociais associadas à sua prática  – tem se difundido na sociedade como uma importante via de participação dos consumidores no enfrentamento da crise ambiental. “Substituir produtos convencionais por orgânicos ou certificados, separar o lixo, reduzir o desperdício de água, alimentos e energia elétrica, entre outras, são atitudes que começam a fazer parte do dia-a-dia dos consumidores, não apenas por comunicar às empresas preferências de consumo, mas, sobretudo, por exigir delas adequação a esses novos valores”, ressalta.

Mônica Yoshizato Bierwagen afirma ainda que, nesse cenário, produção mais limpa associada à oferta de produtos e serviços ecologicamente corretos seria não apenas um diferencial competitivo, mas uma condição necessária para a sobrevivência das empresas no mercado. “Apesar da necessidade de se estabelecer uma nova mentalidade de consumo que incorpore os problemas ambientais e sociais, o consumo consciente tem sido reconhecido como uma estratégia limitada, entre outros motivos, porque seria responsável pelo enfrentamento apenas dos efeitos, mas não das causas dos padrões insustentáveis de consumo: ao assumir implicitamente o consumo como troca econômica dentro de um cenário de mercado, não seria capaz de questionar o aspecto crucial da mudança nos padrões de consumo, ou seja, uma ordem sócio-político-econômica que tem no consumismo o elemento básico que define os hábitos e estilos de vida contemporâneos”, destaca.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Desafios do bacharel em gestão ambiental

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Privilegiar estratégias de ensino e de aprendizagem centradas no estudante de graduação em gestão ambiental e utilizar a realidade dos problemas ambientais como espaço formativo são as indicações do pesquisador Renato Pellegrini Morgado para os cursos de bacharelado.

Autor da dissertação de mestrado “A formação de bacharéis em gestão ambiental: complexidade os desafios socioambientais contemporâneos”, apresentada na Unidade de Ciência Ambiental da USP, Renato Pellegrini Morgado concluiu ainda que o curso de gestão ambiental oferecido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi o que mais se aproximou dessas características.

Com o objetivo de analisar os cursos de bacharelado da área e contribuir para a construção de diretrizes para essa formação, o pesquisador revisou bibliografias, analisou projetos pedagógicos e estruturas curriculares, além de entrevistar coordenadores de quatro cursos, oferecidos pela ESALQ/USP, EACH/USP, UNIPAMPA e a própria UFPR.

Segundo Renato Pellegrini Morgado, os cursos da ESALQ/SP e da UNIPAMPA foram os que mais se distanciaram das características apontadas no curso, enquanto o da EACH/USP ocupou uma posição intermediária.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Programa Carona Solidária para melhorar a qualidade do ar pode ser mais eficaz em empresas e universidades

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Questões socioculturais, receio de colocar em risco a própria segurança e o alto valor atribuído a automóveis superam a preocupação com o meio ambiente. Essa é uma das conclusões do estudo “Educação ambiental para promoção da saúde com trânsito solidário”.

A pesquisa foi realizada por Sandra Costa de Oliveira em seu mestrado na Faculdade de Saúde Pública da USP, com o objetivo de identificar os motivos que levam ou não as pessoas a participarem de Programa de Carona Solidária na cidade de São Paulo-SP.

Sandra Costa de Oliveira também pretendia verificar os conhecimentos, opiniões e percepções dos participantes da pesquisa sobre as relações entre a saúde e o meio ambiente, e em particular sobre o uso do automóvel e a poluição ambiental. Verificar em que medida essas percepções influenciam a decisão em participar de programas como o Carona Solidária também era uma das metas da pesquisadora.

Após entrevistar profissionais das áreas de saúde e meio ambiente, e aplicar questionários em funcionários de um hospital, Sandra Costa de Oliveira observou que todos os participantes da pesquisa demonstraram ter preocupação com a qualidade do meio ambiente, pensando nas futuras gerações.

A baixa adesão a programas como o Carona Solidária é explicada pela pesquisadora como resultado do medo de violência – os entrevistados afirmaram sentirem-se inseguros em compartilhar automóveis com desconhecidos. “Na opinião dos entrevistados, a implementação da Carona Solidária será mais efetiva se for realizada em empresas, escolas, universidades ou outras instituições onde as pessoas já se conhecem”, destaca Sandra Costa de Oliveira.

Outro fator apontado pela pesquisadora é a dificuldade dos entrevistados para estabelecer relação entre saúde e meio ambiente, mesmo quando reconhecem o valor da iniciativa de se compartilhar caronas.

Para provocar mudanças destas atitudes e nos valores socioculturais, Sandra Costa de Oliveira defende a educação como o melhor caminho. “Possuir um carro constitui-se ainda em um valor para uma parcela considerável da população entrevistada”, conclui.

Fonte: Universidade de São Paulo.

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