Design Thinking: metodologia, ferramentas e reflexões

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Equilíbrio entre o raciocínio associativo, que alavanca a inovação, e o pensamento analítico, que reduz os riscos. Assim é apresentada a proposta do design thinking no livro “Design thinking & thinking design – metodologia, ferramentas e reflexões sobre o tema”, de Adriana Melo e Ricardo Abelheira. A obra apresenta as raízes do design no mundo, e descreve como surgiu o design thinking. “As ferramentas de ideação disponíveis na literatura são muitas”, afirmam os autores. “O tipo de desafio (gráfico, produto, comunicação, interface, experiência navegação, serviço…) vai naturalmente apontar apontar qual técnica de ideação aplicar”.

O livro destaca algumas diferenças do mundo corporativo na atualidade: “antes as empresas agiam reativamente aos cenários e eram avessas ao risco. Hoje precisam de intraempreendedores que antecipem necessidades ou oportunidades”. Apresentando resultados de pesquisas e paradigmas gestacionais de algumas empresas, os autores questionam: “Qual é o conjunto de conhecimentos necessários para o novo mundo?”.

Os autores também apresentam técnicas para “vender”  o design thinking para equipes, e ressaltam: “O empresário está realmente interessado no resultado que os investimentos em design podem gerar e descobrir de que forma a aplicação do design thinking vai canalizar a inovação, aumentando a competitividade”.

Texto escrito por Silvana Schultze para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

O poder dos quietos

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Um mundo que não pára de falar, e onde sobressaem aqueles que falam bem, principalmente em público. Como sobressair em meio a essa multidão?  “Mude a forma como você vê o mundo. Mude a forma como você se vê. Desvende o segredo dos introvertidos”. Assim é a apresentado o livro O poder dos quietos – como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar. A autora, Susan Cain, é apresentada como uma autêntica introvertida, o que talvez lhe confira sabedoria para analisar como a extroversão tornou-se o ideal cultural, e como extrovertidos e introvertidos pensam.

Dividido em quatro partes, o livro apresenta ainda um capítulo dedicado à educação de crianças quietas. É nesta seção que a autora apresenta sua teoria da típica má combinação entre pais e filhos, na qual pais extrovertidos tentam modificar a natureza de seus filhos quietos, na esperança de prepará-los para melhor enfrentar a vida. “Os pais precisam se distanciar de suas próprias preferências e ver como o mundo é aos olhos de seus filhos quietos”, defende Susan.

A autora discorre ainda sobre as imposições da indústria da propaganda sobre os padrões de comportamento, sobretudo das mulheres, aborda a diferença entre timidez e introversão e chama a atenção para o quanto pessoas introvertidas podem ser boas na resolução de problemas complexos.

Texto escrito por Silvana Schultze, para o blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Do explícito ao implícito: revisão e reescrita de Virgínia Woolf

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“Certa tarde, no começo de outubro, quando o tráfego se tornava agitado, , um homem alto veio a passos largos pela beira da calçada, levando uma dama pelo braço”, é trecho da obra The Voyage Out, de Virginia Woolf, um dos livros da autora analisados pela pesquisadora Maria A. Galbiati. Em seu livro “Do explícito ao implícito: o processo de revisão e reescrita em Melymbrosia The Voyage Out, de Virgínia Woolf”, Maria investiga a origem de Melymbrosia, romance de formação escrito em um contexto Pré-Guerra Mundial, no qual se destaca a viagem da personagem principal à América do Sul.

Segundo Thomas Bonnici, autor do texto de apresentação da obra, “no espaço entre MelymbrosiaThe Voyage Out, nasce a escrita de James Joyce, William Faulkner e Clarice Lispector”. A autora chama a atenção para marcas temporais e sobre as sensações expressas pelos personagens, como o tédio de Helen Ambrose durante sua viagem, e para a caracterização dos personagens e de seus papeis sociais. “Rachel Vinrace mostra-se próxima ao perfil da jovem mulher, educada conforme costumes do século XIX”.

Peter James Harris, autor do prefácio de “Do explícito ao implícito”, relembra que a composição de The Voyage Out foi um processo sofrido para Virginia Woolf, “marcado por diversas crises de insanidade mental, cujo percurso deixou um rastro de rascunhos e versões inacabadas, entre os quais  Melymbrosia, completado em 1912, mas nunca publicado durante a vida de Virginia Woolf”.

A influência do espiritismo em obra de Henry James

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“Os Inocentes”, escrito em 1898 por Henry James e também conhecido por “A volta do parafuso” já deu origem a filme de cinema, estrelado por Deborah Kerr, e ópera, em cartaz recentemente, durante curta temporada, em São Paulo, capital. Aparentemente simples, o segredo do sucesso da história certamente está no elemento “sobrenatural”, que pelas mãos habilidosas do escritor norte-americano e naturalizado inglês transformou-se em mais uma possibilidade de explorar o caráter dos personagens. O escritor foi influenciado, na criação dessa história, pelas crenças de seu irmão no espiritismo. Não fica claro, entretanto, qual é sua interpretação dos fatos que ele próprio inventou. Longe de ser uma falha, este é um dos elementos-chave da história, pois permite ao leitor a agradável tarefa de tirar suas próprias conclusões.

Na história, uma jovem é contratada para cuidar de um menino e uma menina órfãos, irmãos que não têm o menor convívio com o tio, único parente vivo de ambos. Ela logo percebe que o garoto foi expulso da escola, e embora o motivo esteja obscuro na carta escrita pelo diretor, pode estar relacionado aos supostos fantasmas que transitam pela casa. A jovem passa a ver os falecidos antigos funcionários da casa, embora a antiga empregada da casa, que a colocou a par da estranha história, e mesmo acreditando na história a ponto de ter medo, não os veja.

Receosa de que a presença dos fantasmas possa ser uma má influência para as crianças, a jovem insiste para que ambos admitam ver as aparições. Em sua mente, essa é a única forma de enfrentar o problema para resolvê-lo sem necessidade de incomodar o tio das crianças, a quem ela prometeu jamais importunar como condição para ser contratada.

As crianças negam ver os fantasmas, com diferentes reações: o menino com certa dose de sarcasmo, e a menina ficando doente e se recusando a voltar a ver a jovem cuidadora. Essas reações, principalmente os comentários dúbios do garoto, colocam o leitor em dúvida tanto em relação à saúde mental da jovem quanto em relação ao caráter das duas crianças.

Somente o leitor com alguma convicção no espiritismo, entretanto, interpretará a história conforme a doutrina: os fantasmas existem, sim, e são espíritos malignos que influenciam negativamente os dois irmãos.

Independentemente da crença de cada um, a abordagem de Henry James é excepcional no sentido de que não faz falta, em nenhum momento da história, um motivo concreto tanto para as atitudes das crianças quanto para as dos fantasmas e as da jovem. Todos seriam movidos por seu caráter, ou falta deste.

Para os crentes no espiritismo, é o caráter firme que leva a jovem a vencer os próprios medos, inclusive o de perder o emprego que precisa, para resgatar as crianças, ainda com caráter em consolidação, da influência dos espíritos, que carregaram para o mundo do pós-morte seus caráteres funestos, permanecendo cruéis a ponto de transitarem na dimensão dos vivos com as piores intenções.

E para aqueles que não acreditam ou questionam o espiritismo, há pureza do estilo de Henry James neste livro suficiente para algumas horas de boa leitura.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog meunomenai.com

Bibliotecas dos CEUs precisam romper barreiras para ampliar público, defende pesquisadora da USP

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Moradora da periferia paulistana, a bibliotecária Charlene Kathlen de Lemos imaginava que bastaria uma biblioteca chegar a uma região mais extrema e pobre para que os moradores imediatamente passassem a frequentá-la. Não foi o que ela observou, entretanto, durante a pesquisa que deu origem à sua dissertação de mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP.

A pesquisa “Bibliotecas dos Centros Educacionais Unificados (CEUs): a construção de uma cultura comum” conclui que as bibliotecas dos CEUs permitiram que a leitura alcançasse locais onde antes não chegava, mas ainda precisam romper algumas barreiras e preconceitos para ampliar seu público.

Observando que para que os moradores se apropriassem dos livros e demais equipamentos culturais oferecidos pelas bibliotecas não bastava oferecer-lhes o acesso, a pesquisadora passou a refletir sobre o papel do bibliotecário nessas instituições específicas. Concluiu que, ali, os profissionais tiveram seus papéis ampliados, passando a pensar em atividades de ações culturais que não ignorassem os problemas sociais da comunidade, ao mesmo tempo em que a biblioteca servisse de espaço de reflexão e discussão para esses problemas.

Charlene Kathlen descreve que, se o público de uma determinada biblioteca era formado por crianças ainda não alfabetizadas, por exemplo, os bibliotecários usavam estratégias como brincar com multiblocos de brinquedos para que elas pudessem reproduzir a sua casa ou a casa onde gostariam de morar. Assim, o espaço da biblioteca era ocupado, e gradativamente a leitura, mesmo que ainda em sua forma oral, entrava no dia-a-dia da população.

A utilização da biblioteca em momentos de crise na comunidade também foi analisada pela pesquisadora. “Em um CEU localizado nas proximidades de uma favela, os pais enviavam as crianças para a biblioteca para protegê-las caso houvessem desabamentos de barracos nas épocas de chuvas”, ressalta.

A pesquisadora conclui que é ilusório acreditar que a biblioteca do CEU será a grande redentora dos excluídos. “Contudo, se a biblioteca não for esse espaço público democrático, garantindo a liberdade de informação e de cultura, integrada a realidade da cidade, ela estará fadada ao esvaziamento”.

Conheça o trabalho completo no link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-10012013-184342/pt-br.php

Proteção da propriedade intelectual e o livro digital

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A maneira como a indústria editorial aloca recursos revela suas estratégias para apropriação de lucro. Com base nessa premissa, a pesquisa “O livro digital no mundo editorial e a evolução histórica do copyright e das estratégias de apropriação de lucro”, investiga os efeitos positivos e negativos da proteção da propriedade intelectual.

A investigação abrange estes efeitos sobre o bem-estar social e sobre os mecanismos contratuais e estratégias empregados pelos agentes econômicos em relação ao delineamento jurídico copyright.

Defendida por Lemilson José Cavalcanti de Almeida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a dissertação de mestrado apresenta ainda uma comparação das práticas brasileiras no setor com as dos Estados Unidos, Reino Unido e França. “Antes de almejar lucro, a indústria editorial busca acordar uma nova organização setorial para a criação e a distribuição de excedentes”, conclui o autor.Ele afirma ainda que essa nova organização vai impactar em uma nova forma de especialização e coordenação da produção.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Livro de Stephen Hawking traz aventura no espaço para crianças e adolescentes

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Uma história cheia de aventura e ação, com um belo ingrediente a mais: o mais recente conhecimento científico sobe o Universo, de forma simples e divertida. Um livro assim não seria possível se os autores não fossem o físico Stephen Hawking e sua filha, Lucy.

O livro “George e a caça ao tesouro cósmico” é o segundo escrito pela dupla, e narra as aventuras de George, Annie, Eric e Cosmos, o computador mais potente de toda a galáxia. Contribuíram ainda para o livro cientistas da França, Reino Unido e dos Estados Unidos.

Professor de matemática na Universidade de Cambridge, Stephen Hawking é considerado um dos mais brilhantes físicos teóricos desde Einstein. Sua filha Lucy é autora de dois romances e tem feito palestras para crianças no mundo inteiro sobre ciências e viagens espaciais, sendo premiada por sua contribuição para a popularização da ciência.

O livro traz ainda fotografias coloridas de planetas como Júpiter, Urano e do lançamento do primeiro vôo espacial norte-americano tripulado, entre outras. Traz também um Guia Prático do Universo, onde os autores respondem perguntas como “Por que viajar para o espaço?” e “Por que gastar tanto dinheiro com pesquisas espaciais?”.