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Fisioterapia

Autismo: relatório aponta 27 tipos de terapias


Uma revisão de mais de 29 mil estudos científicos identificou 27 tipos de terapias com evidência de benefícios para crianças, jovens e adultos com autismo. O resultado foi publicado no relatório “Práticas baseadas em evidências para crianças, jovens e adultos com transtornos do Espectro do Autismo”, elaborado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Profissional (PNCD) em Transtornos do Espectro do Autismo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Entre as terapias descritas, estão a Terapia Cognitiva Comportamental e a construção de histórias sociais. O novo relatório, que teve a edição anterior publicada em 2008, também aponta a força das novas tecnologias no suporte das terapias, sobretudo o uso de vídeos e de tablets.

Os pesquisadores destacam que a eficácia de terapias pode reduzir os custos familiares, e destacam a necessidade de mais estudos que vão além dos primeiros anos escolares. “Isso é particularmente importante para ajudar as pessoas a alcançar o máximo de independência e qualidade de vida”, ressaltam.

O relatório completo (no original em inglês) pode ser conhecido gratuitamente pelo link: http://autismpdc.fpg.unc.edu/sites/autismpdc.fpg.unc.edu/files/2014-EBP-Report.pdf

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Transtornos alimentares afetam ossatura de adolescentes, aumentando risco de fraturas

A adolescência é o período crítico na vida de mulheres jovens para aquisição mineral óssea e obtenção do pico de massa óssea. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e transtorno alimentar não especificado, os quadros psiquiátricos que afetam principalmente adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo feminino, causam déficits importantes na massa óssea.

O alerta é dos pesquisadores Mariana Moraes Xavier da Silva, Durval Damiani e Louise Cominato, autores do estudo “Avaliação da densidade mineral óssea em adolescentes do sexo feminino com transtorno alimentar”.

O estudo ressalta ainda que a anorexia nervosa (AN) e o transtorno alimentar não especificado (TANE) são os transtornos alimentares mais frequentes na adolescência. A anorexia nervosa caracteriza-se pela restrição da ingestão alimentar com importante perda de peso, recusa em manter peso mínimo adequado para idade e altura, medo intenso em ganhar peso, distúrbio da imagem corporal e amenorréia (ausência de menstruação).

O transtorno alimentar não especificado pode ser caracterizado pelos seguintes critérios: existem todos os sinais e sintomas de anorexia, porém a paciente apresenta ciclos menstruais regulares. Também há perda de peso significante, apesar de a paciente manter índice de massa corporal (IMC) normal.

A anorexia nervosa é responsável por anormalidades na mineralização óssea, que são bem conhecidas e descritas em mulheres adultas, porém menos documentadas em adolescentes. A diminuição da densidade mineral óssea aumenta o risco de fraturas. “Mulheres jovens anoréxicas podem nunca atingir um pico adequado de massa óssea”, ressaltam os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302013000700005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Fisioterapia aliada a toxina botulínica melhora qualidade de vida de pacientes com distonia cervical


O tratamento com toxina botulínica costuma ser indicado para casos de distonia cervical (torcicolo). As contribuições do tratamento multidisciplinar, entretanto, são admitidas, conforme a pesquisadora Mariana Araújo Ribeiro Queiroz.

Autora do estudo “Tratamento da distonia cervical com fisioterapia: estudo de 20 casos”, avaliou o efeito da associação da toxina botulínica a um protocolo de fisioterapia na gravidade da distonia cervical, incapacidade e dor, além do efeito dessa associação na qualidade de vida dos pacientes. “Foi proposto um novo modelo de tratamento para pacientes com distonia cervical que seriam submetidos a um protocolo fisioterapêutico, baseado em três principais abordagens: aprendizagem motora, cinesioterapia e estimulação elétrica funcional na musculatura antagonista ao padrão distônico”, explica a pesquisadora, que defendeu dissertação de mestrado na Faculdade de Medicina da USP.

Os resultados dos tratamentos na qualidade de vida foram avaliados conforme aspectos físicos e emocionais. Em relação aos aspectos físicos, o grupo de pacientes que recebeu tratamento aliado à fisioterapia apresentou melhora significativa em três subdomínios: capacidade funcional, limitação por aspectos físicos e dor. Houve também diferença nos resultados apresentados por pacientes tratados apenas com toxina em relação aos que receberam o tratamento conjunto nos subdomínios limitação por aspectos físicos e dor. Em relação aos aspectos emocionais, o grupo que recebeu tratamento conjunto apresentou melhora significativa nos subdomínios vitalidade, aspectos sociais e saúde mental.

A pesquisadora afirma que novas pesquisas são necessárias para confirmar eseus achados e solidificar a reabilitação neurológica como um tratamento eficaz no manejo da distonia cervical.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-03072012-091938/pt-br.php

Fisioterapia e Doença de Parkinson: homens e mulheres apresentam mais força e equilíbrio

Qual a influência do fortalecimento muscular na qualidade de vida de pessoas com Doença de Parkinson?  A resposta é uma boa notícia: melhoria na força e no equilíbrio do doente, resultado em melhor qualidade de vida. “Quanto melhor o equilíbrio, melhor a qualidade de vida desses indivíduos”, afirmas os pesquisadores Flavia Cristina Bertoldi, José Adolfo Menezes Garcia Silva e Flávia Roberta Faganello-Navega. Autores da pesquisa “Influência do fortalecimento muscular no equilíbrio e qualidade de vida em indivíduos com doença de Parkinson”, os pesquisadores analisaram um grupo de nove homens e mulheres com Doença de Parkinson. “A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e afeta principalmente pessoas a partir da quinta década de vida, com aumento exponencial em idosos entre 65 e 90 anos”, destaca o estudo, ressaltando que a doença reduz a força muscular e provoca instabilidade postural, o que aumenta o risco de quedas. Tais comprometimentos, alerta o estudo, geram prejuízos na qualidade de vida, limitam a independência funcional e causam isolamento ou pouca participação na vida social. “O tratamento fisioterapêutico se torna indispensável desde a fase inicial da doença, uma vez que minimiza e retarda sua evolução, assim como busca proporcionar ao paciente melhor qualidade de vida e funcionalidade”. Todos os voluntários do estudo tiveram freqüência maior do que 75% das sessões de fisioterapia. O programa de atividade física foi realizado duas vezes por semana, por 12 semanas, com sessões de uma hora de duração, em um local próprio para prática de atividade física. Para cada um dos grupos musculares, foram realizadas três séries de dez repetições. Os exercícios foram realizados em cadeia cinética aberta com o uso de aparelhos de mecanoterapia, como Flexores e extensores do joelho, abdutores e adutores do quadril, entre outros. “O programa de treinamento proposto se mostrou eficiente, já que foi capaz de aumentar a força em todos os grupos musculares trabalhados”, concluem os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-29502013000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Fisioterapia aquática: redução da dor e melhoria do sono em bebês prematuros


Bebês prematuros, nascidos antes de 36 semanas de gestação, forma colocados no meio líquido, para avaliar os efeitos da fisioterapia aquática na dor e no ciclo de sono e vigília. Foram acompanhados 12 bebês, e as pesquisadoras Carine Vignochi, Patrícia P. Teixeira e Silvana S. Nader observaram que, após as sessões de fisioterapia, os estados de sono variaram entre sono leve com olhos fechados e algum movimento corporal. “Antes da fisioterapia, os recém-nascidos apresentaram comportamentos que variaram entre totalmente acordados, com movimentos corporais vigorosos e choro”, destacam.

Autoras da pesquisa “Efeitos da fisioterapia aquática na dor e no estado de sono e vigília de recém-nascidos pré-termo estáveis internados em unidade de terapia intensiva neonatal”, os pesquisadores submeteram os bebês prematuros a sessões de fisioterapia com dez minutos de duração cada. Durante as sessões, foram realizados movimentos que estimulam as posturas flexoras e a organização postural.

Diante dos resultados, as pesquisadores afirmam que a fisioterapia aquática, quando bem indicada, pode ser utilizada como um método não farmacológico para o alívio de dor e para a melhora da qualidade e do tempo de sono profundo, contribuindo com os princípios multidisciplinares de humanização em UTI Neonatal. “A dor é uma experiência sensorial, e abordagens farmacológicas e não farmacológicas podem ser utilizadas, sendo que as pesquisas sobre o tratamento da dor enfatizam o uso simultâneo de ambas”, explicam as pesquisadoras. “As intervenções não farmacológicas, como abordagens táteis, massagens, sucção não nutritiva e banhos de imersão objetivam, principalmente, prevenir a intensificação de um processo doloroso, a desorganização do neonato, o estresse e a agitação, ou seja, minimizar as repercussões da dor”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para ler o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552010000300013&lng=pt&nrm=iso

Educação Física Adaptada: melhora na amplitude articular de pacientes com paralisia cerebral e diminuição da indicação de cirurgia

 

A Educação Física adaptada não tem fins curativos e sim preventivos, e seus benefícios para alunos com paralisia cerebral espástica foram avaliados no estudo “A melhora da amplitude articular e/ou manutenção dos movimentos em pessoas portadoras de paralisia cerebral espástica através da educação física adaptada”.

Os autores, Aline Miranda Strapasson, Sandra Mara De Faria Carvalho Martins e Romeu Schutz, observaram durante quatro meses pacientes que participaram das aulas adapatadas. O objetivo era, entre outros, observadas as mudanças na amplitude articular dos alunos e em sua auto-estima.

A Educação Física Adaptada, conclui o estudo, transforma o paciente com Paralisia Cerebral em uma pessoa mais saudável e com melhores e maiores perspectivas de vida. “É importante frisar que as posições mantidas pelas pessoas espásticas podem acarretar retrações musculotendíneas que vão aumentar a dificuldade motora voluntária, tornando necessário a correção cirúrgica”, alertam os pesquisadores. A Educação Física Adaptada pode contribuir para evitar que isso aconteça.

Devido aos diferentes quadros clínicos, os pesquisadores sugerem que cada professor adapte as atividades de acordo com as possibilidades e capacidades de seus alunos, separando turmas homogêneas com no máximo quatro pessoas. “Apesar desse trabalho mostrar resultados em longo prazo, pôde-se constatar uma melhoria na execução das atividades de recreação propostas, através da atitude postural ativa durante as aulas realizadas pelos alunos.”, afirmam os autores do estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/5132/3157

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