TDAH subtipo desatento: protocolo oficial contra equívocos


Um protocolo oficial poderia ser uma saída para evitar equívocos diagnósticos ou interpretações de sintomas de outros transtornos que não o TDAH do subtipo desatento. É o que apontam as pesquisadoras Lilian Martins Larroca e Neide Micelli Domingos, autoras do estudo “TDAH – Investigação dos critérios para diagnóstico do subtipo predominantemente desatento”. De acordo com a pesquisa, as discrepâncias de diagnóstico e suposta falta de critério científico dos sintomas do transtorno alimentam o questionamento de uma corrente de pensamento que se opõe à sua existência.
O objetivo desta pesquisa foi identificar, através da literatura científica e entrevistas realizadas com três neuropediatras, os procedimentos médicos necessários para o diagnóstico seguro do TDAH – subtipo desatento e verificar se esses procedimentos foram aplicados ao diagnóstico de alunos de um colégio particular no interior de São Paulo. “O encaminhamento para avaliações multiprofissionais depende dos critérios seguidos por cada médico e não segue uma diretriz”, observaram as autoras.
Os resultados demonstraram ainda que nenhum dos diagnósticos da amostra seguiu todos os procedimentos apontados, mostrando a necessidade de estabelecer um protocolo amplo, que agregue a participação de outros profissionais (fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos etc.), e que garanta a precisão diagnóstica, além de descartar possibilidades e investigar fatores concorrentes para dificuldades apresentadas pela criança desatenta.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572012000100012&lng=pt&nrm=iso

Gestos e símbolos dão voz a pacientes com Paralisia Cerebral


A clínica fonoaudiológica como um espaço para a escuta do corpo de portadores de paralisia cerebral é a base do estudo “O diagnóstico fonoaudiológico na paralisia cerebral: o sujeito entre a fala e a escuta”, que acompanhou a adolescente Sabrina para estabelecer o diagnóstico diferencial próprio ao campo fonoaudiológico. “A condição básica para a interpretação (do corpo falante) está na dependência do compromisso do fonoaudiólogo com uma escuta balizada por uma teoria psicanalítica e de linguagem que conceba o discurso como perpassado por múltiplos sentidos”, ressalta o trabalho.
As autoras, Giuliana Bonucci Castellano e Regina Maria Ayres de Camargo Freire, explicam que na clínica fonoaudiológica comprometida com a subjetividade e a linguagem de portadores de Paralisia Cerebral, a interação dialógica pode ser atravessada por uma fala ininteligível ou mesmo por sua falta. Elas observaram, durante a análise das transcrições das situações ocorridas na clínica com a adolescente, que a garota e a fonoaudióloga ultrapassam as possíveis referências dos símbolos pictográficos, entrelaçados por traços corporais e sucessões sonoras, ao tomá-los como significantes, passíveis de interpretação.
O estudo conclui que, embora os portadores de Paralisia Cerebral apresentem sintomas graves no corpo e a impossibilidade de fala articulada, não estão fora do campo da fala e da linguagem. São falantes, e seus gestos e símbolos gráficos ganham voz pela escuta e interpretação do Outro na relação dialógica instaurada na cena clínica fonoaudiológica.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982014000100008&lng=pt&nrm=iso

Autismo e professores: teleducação para difusão de conhecimento

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A classificação e definição dos Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), a legislação brasileira educacional e o papel da escola e do professor na vida da criança são temas de interesse de professores que participaram de estudo na rede de ensino municipal de Bauru, interior de São Paulo.
As pesquisadoras Natalia Caroline Favoretto e Dionísia Aparecida Cusin Lamônica, autoras do estudo “Conhecimentos e necessidades dos professores em relação aos transtornos do espectro autístico”, defendem que a teleducação é um caminho para atender a essas necessidades. “As aulas devem abordar assuntos destacados pelas respostas do questionário de verificação, sendo eles, definição e classificação dos TEA, legislação educacional, papel da escola e do professor na vida da criança, caracterização das alterações de comportamento, socialização e comunicação no indivíduo com TEA, desenvolvimento normal de linguagem e desenvolvimento de linguagem nos TEA e, principalmente de estratégias educacionais que favoreçam o aprendizado do aluno com TEA”, afirma o estudo.
A pesquisa faz parte de um projeto que pretende, por meio da teleducação, prover informações aos professores do ensino infantil visando à inclusão de crianças com Transtornos do Espectro Autístico (TEA) na rede regular de ensino. A partir das respostas dos professores a um questionário, foram organizados conteúdos programáticos para elaboração um curso de difusão de conhecimentos que será desenvolvido em uma próxima etapa. “Os resultados evidenciaram que a inclusão escolar está em processo de crescimento, porém com professores carentes por informações”.
O estudo também proporcionou uma maior integração entre a comunidade fonoaudiológica e pedagógica, e para as pesquisadoras essa integração favorece a elaboração do conteúdo do curso.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382014000100008&lng=pt&nrm=iso

Radar da Primeira Infância: portal traz informações sobre crianças até seis anos

Pais, mães e profissionais de diversas áreas interessados em notícias de conteúdo confiável sobre assuntos da primeira infância têm agora um canal que pode ser acessado gratuitamente, pela internet.

O portal Radar da Primeira Infância reúne informações sobre pesquisas científicas realizadas por universidades, centros de pesquisa e entidades sobre o período de vida da criança até os seis anos de idade. É possível fazer uma pesquisa específica, filtrar por assunto ou selecionar todos os artigos de uma mesma fonte, e também enviar perguntas à equipe do site.

O conteúdo do site é previamente selecionado, validado e classificado por uma equipe, o que, segundo os organizadores, garante a qualidade do material e poupa tempo do internauta. Temas como amamentação, educação, prematuridade, introdução alimentar, entre outros, estão relacionados.

O internauta pode O portal foi lançado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV) em parceria com o Instituto Alfa e Beto (IAB), e é apoiado pela Fundação Bernard Van Leer.

O portal pode ser acessado pelo link www.radardaprimeirainfancia.org.br/
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Vivências de mães de crianças autistas

Mães de crianças autistas descreveram suas experiências como cheias de sentimentos que vão da fé à solidão. Além disso, o cotidiano do filho passa a ser vivido pela mãe, e por isso a mãe também merece cuidados. Essas são algumas das análises do estudo “Vivências maternas na realidade de ter um filho autista: uma compreensão pela enfermagem”, que entrevistou mães entre 30 e 64 anos.

As autoras do estudo, Claudete Ferreira de Souza Monteiro, Diana Oliveira Neves de Melo Batista, Edileuza Gonçalves de Carvalho Moraes, Tarcyana de Sousa Magalhães, Benevina Maria Vilar Teixeira Nunes e Maria Eliete Batista Moura, acreditam que o estudo traz uma nova reflexão para o relacionamento que deve existir entre a equipe de enfermagem e mães de filhos autistas.

O estudo destaca ainda a necessidade de oferta de cuidado às mães, prevenindo o adoecimento psíquico e contribuindo para que elas possam cuidar do filho e também se cuidarem. “A enfermagem deve compreender que o sofrimento que acompanha as mães de autistas pode estar camuflado por aparente abnegação e valor”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000300009&lng=pt&nrm=iso

Relação pai e filho com deficiência física: pesquisa busca informações sobre responsabilidades e sentimentos

Interessado na relação entre pais e filhos com deficiência física, o pesquisador Miguel Cláudio Moriel Chacon buscou informações da relação pai-filho deficiente físico quanto ao espaço, responsabilidades e sentimentos que o pai tem na relação parental. Os resultados, baseados nas respostas de pais entre 31 e 66 anos, estão no estudo “Aspectos relacionais, familiares e sociais da relação pai-filho com deficiência física”. “Há diferenças no tempo de percepção dos pais sobre a deficiência”, afirma o autor, observando ainda que a informação sobre a deficiência geralmente chega pelo médico.

O pesquisador destaca que, quando a deficiência não possui alto grau de visibilidade e comprometimento, só será percebida com o tempo. “O choque da descoberta e comportamentos de rejeição são sentimentos prevalecentes nos pais”. A maioria dos pais participantes da pesquisa aponta diferenças de papéis na criação e considera que cabe exclusivamente a eles prover a família, enquanto o papel da mãe, para esses pais, seria acompanhar o filho.

O estudo aponta ainda que esses pais sentem que dividem com as mães as responsabilidades pelo cuidado, na maioria das vezes não se sentem acusados em se distanciar, e procuram acompanhar os tratamentos. Além disso, destaca a pesquisa, os filhos com deficiência física são tão apegados a eles quanto aos demais familiares. “A maioria assume o sentimento de medo de gerar outros filhos com deficiência”, afirma o estudo. Entre os pais que possuem mais que um filho, a maioria reconhece a existência de tratamento diferenciado ao filho com deficiência física. “Os pais sentem como as mães, mas manifestam-se diferentemente”, conclui o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000300007&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Alunos com necessidades especiais: desinteresse e insegurança

Projetos que exigem a comunicação entre uma escola regular e um centro de educação especial ainda não executados de acordo com as características de cada aluno. Caso a articulação entre elas seja eficiente, as capacidades dos alunos com deficiência podem ser potencializadas.

Esse descompasso ficou evidente no estudo de caso de uma escola em São Carlos, interior de São Paulo. As pesquisadoras Bárbara Martins de Lima Delpretto e Bianca Campos Carlos dos Santos, autoras do estudo “Um contexto em transformação político- pedagógico: a articulação entre uma escola regular e um centro de atendimento educacional especializado”, partiram do pressuposto de que as instituições regulares e centros de AEE-atendimento educacional especializado atuam na oferta obrigatória de serviços e recursos voltados para os alunos com deficiência, e por isso ambas devem trabalhar juntas de forma a favorecer o processo de escolarização desses alunos.

Analisando as respostas ao questionário desenvolvido para esta pesquisa, as autoras observaram uma carência de recursos estimulantes. “Muitas das atividades aplicadas ainda estão ‘engessadas’ a uma proposta que se limita no uso de materiais diferenciados ao ambiente escolar e que geram, segundo relatos, um desinteresse por parte do aluno com necessidades especiais”. O motivo do desinteresse dos alunos com necessidades especiais, ressaltam as pesquisadoras, é que essas atividades têm sido aplicadas da mesma forma pela escola regular e pela instituição de educação especial, e não de forma complementar.

A pesquisa apontou ainda insegurança entre os professores em relação aos alunos com necessidades especiais. “Muitos docentes ainda se sentem inseguros em uma intervenção conjunta diante das especificidades dessa articulação, assim como das necessidades educacionais dos alunos em questão”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/4595/pdf