Vivências de mães de crianças autistas

Mães de crianças autistas descreveram suas experiências como cheias de sentimentos que vão da fé à solidão. Além disso, o cotidiano do filho passa a ser vivido pela mãe, e por isso a mãe também merece cuidados. Essas são algumas das análises do estudo “Vivências maternas na realidade de ter um filho autista: uma compreensão pela enfermagem”, que entrevistou mães entre 30 e 64 anos.

As autoras do estudo, Claudete Ferreira de Souza Monteiro, Diana Oliveira Neves de Melo Batista, Edileuza Gonçalves de Carvalho Moraes, Tarcyana de Sousa Magalhães, Benevina Maria Vilar Teixeira Nunes e Maria Eliete Batista Moura, acreditam que o estudo traz uma nova reflexão para o relacionamento que deve existir entre a equipe de enfermagem e mães de filhos autistas.

O estudo destaca ainda a necessidade de oferta de cuidado às mães, prevenindo o adoecimento psíquico e contribuindo para que elas possam cuidar do filho e também se cuidarem. “A enfermagem deve compreender que o sofrimento que acompanha as mães de autistas pode estar camuflado por aparente abnegação e valor”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000300009&lng=pt&nrm=iso

Transtornos alimentares afetam ossatura de adolescentes, aumentando risco de fraturas

A adolescência é o período crítico na vida de mulheres jovens para aquisição mineral óssea e obtenção do pico de massa óssea. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e transtorno alimentar não especificado, os quadros psiquiátricos que afetam principalmente adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo feminino, causam déficits importantes na massa óssea.

O alerta é dos pesquisadores Mariana Moraes Xavier da Silva, Durval Damiani e Louise Cominato, autores do estudo “Avaliação da densidade mineral óssea em adolescentes do sexo feminino com transtorno alimentar”.

O estudo ressalta ainda que a anorexia nervosa (AN) e o transtorno alimentar não especificado (TANE) são os transtornos alimentares mais frequentes na adolescência. A anorexia nervosa caracteriza-se pela restrição da ingestão alimentar com importante perda de peso, recusa em manter peso mínimo adequado para idade e altura, medo intenso em ganhar peso, distúrbio da imagem corporal e amenorréia (ausência de menstruação).

O transtorno alimentar não especificado pode ser caracterizado pelos seguintes critérios: existem todos os sinais e sintomas de anorexia, porém a paciente apresenta ciclos menstruais regulares. Também há perda de peso significante, apesar de a paciente manter índice de massa corporal (IMC) normal.

A anorexia nervosa é responsável por anormalidades na mineralização óssea, que são bem conhecidas e descritas em mulheres adultas, porém menos documentadas em adolescentes. A diminuição da densidade mineral óssea aumenta o risco de fraturas. “Mulheres jovens anoréxicas podem nunca atingir um pico adequado de massa óssea”, ressaltam os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302013000700005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Enfermeiros-gerentes: pesquisa aponta deficiências e facilitadores na formação acadêmica em enfermagem


A profissão de enfermeiro possui uma divisão do trabalho entre os diferentes membros de uma equipe. Dispostos a compreender a contribuição do ‘ser enfermeira’ no cotidiano de trabalho do ‘ser gerente’ no contexto hospitalar, os pesquisadores Ludmila Mourão Xavier-Gomes e Thiago Luis de Andrade Barbosa desenvolveram o estudo “Trabalho das enfermeiras-gerentes e a sua formação profissional”.

Por meio de entrevistas com enfermeiras de três instituições hospitalares, os pesquisadores constataram que a formação acadêmica de enfermagem conferiu às enfermeiras o conhecimento e as habilidades para o exercício profissional e para a adoção de uma visão administrativa. “A vivência do ‘ser enfermeira’ é descrita como facilitadora das funções gerenciais”, destaca o estudo.

Também se observaram deficiências na formação acadêmica relacionadas às funções administrativas. “Percebe-se que o ensino de graduação na enfermagem necessita ser reordenado, buscando a formação de profissionais que estejam em sintonia com as rápidas transformações da sociedade contemporânea”.

Em relação ao perfil das enfermeiras-gerentes pesquisadas, verificou-se que a maior parte (70%) era constituída de profissionais com até 40 anos, e 27% encontravam-se na faixa etária entre 41 e 50 anos. “Percebem-se, assim, profissionais jovens nos cargos de gerência”, afirmam os pesquisadores. Quanto ao perfil profissional, 33% concluíram o curso de graduação em instituições privadas e 67%, em universidades públicas. Em se tratando da formação acadêmica, 45% das gerentes possuíam entre seis e dez anos de formada; 33%, de um a cinco anos; e apenas 22%, mais de vinte anos de formada. Quanto à qualificação, todas realizaram cursos de pós-graduação lato sensu, sendo que 55% eram especialistas em administração hospitalar. Quanto ao tempo de cargo de gerente, 78% possuíam de um a três anos no cargo e apenas 22% tinham mais de cinco anos à época da coleta de dados para a pesquisa.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462011000300006&lng=pt&nrm=iso