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Empreendedorismo

Mulheres no poder: pesquisa aponta satisfação, desafios e motivações para empreendedorismo feminino

O melhor investimento para transformar a sociedade é investir nas mulheres. Com essas palavras, a pesquisadora Eva G. Jonathan encerra seu estudo “Mulheres empreendedoras: o desafio da escolha do empreendedorismo e o exercício do poder”. A frase, na verdade, faz parte de um dos depoimentos colhidos pela pesquisadora, que analisou 149 empreendedoras do Rio de Janeiro. Destas, 116 possuíam empreendimentos em segmentos variados da economia, 16 eram empreendedoras de alta tecnologia (Tecnologia de Informação e Biotecnologia) e 17 eram líderes de empreendimentos sociais sem fins lucrativos.

A pesquisa analisou as respostas a partir de dois aspectos: o desafio enfrentado por mulheres que escolhem o empreendedorismo como forma de se inserir na esfera pública do trabalho, e a forma de conduzir seus empreendimentos. “A análise de como as mulheres contemporâneas lidam com a multiplicidade de papéis sugere a relevância que conferem ao ato de fazer escolhas sem pressões ou cobranças. Uma necessidade a ser reconhecida pela sociedade como um todo”, destaca a autora do estudo.

Desejo de auto-realização e necessidade de criar uma forma de se inserir no mercado de trabalho são apontados pelo estudo como principais motivações para mulheres empreendedoras. “O empreendimento próprio emerge como algo desafiador, prazeroso, no qual podem imprimir seus próprios valores e formas de ser/agir e que permite exercer sua capacidade de decisão”.

Alguns depoimentos do estudo ressaltam a análise da pesquisadora, como o da entrevistada de 43 anos, empreendedora na área de serviços: “Eu não queria mais trabalhar para ninguém, eu queria ter um negocinho que fosse pequenininho, mas que fosse meu, que tivesse […] o meu jeito, que eu tava cansada de receber ordens […]”.

A busca de independência e/ou estabilidade financeira também aparece como um motivo de peso, assim como as mudanças na vida privada – separação conjugal, mudança de cidade, crescimento dos filhos – ou profissional das empreendedoras. “Quando saí da empresa […] eu estava em uma faixa etária que era considerada velha […], então, eu tive que abrir o meu próprio negócio, porque ninguém aceita uma mulher com quarenta e poucos anos […]”, conta uma empreendedora de 56 anos, da área de comércio. “Fiquei completamente fora do mercado de trabalho, porque me formei […], não fiz nada […], fiquei desesperada […]”, afirma outra, de 42 anos, também da área de comércio

Os dados encontrados pela pesquisadora indicam ainda que a experiência de ser empreendedora acarreta, principalmente, uma vivência de bem-estar subjetivo, sendo intensos os sentimentos de satisfação pessoal e de autorrealização experimentados. “O exercício de criatividade, a liberdade de ação, a identificação com aquilo que faz, as conquistas diárias, entre outros aspectos, alimentam tais sentimentos e promovem auto-estima, contribuindo para a construção de uma auto-imagem de vencedora”, destaca o estudo.

O estudo aponta ainda outro lado do empreendedorismo feminino: as entrevistadas percebem certos desgastes e custos, tais como ter pouco tempo para si e para a família, possuir uma pesada carga horária de trabalho e ter o lazer prejudicado. Aparentemente, não é motivo para desânimo ou arrependimentos. “Ênfase maior é dada (pelas empreendedoras entrevistadas) aos benefícios do envolvimento e da atuação em diversas áreas, destacando-se o orgulho pelas realizações, o respeito próprio, as conquistas diárias no trabalho, além da boa relação com filhos, familiares, funcionários e outros parceiros do trabalho”, ressalta a pesquisadora.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-56652011000100005&lng=pt&nrm=iso

Estudo aponta que mulheres identificam demandas de mercado e estão empreendendo mais na indústria


As mulheres chegaram para ficar. Quem afirma é o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, tomando por base os resultados do estudo “As mulheres empreendedoras no Brasil”. A pesquisa aponta que, se no inicio da década de 2000 a maioria das mulheres empreendedoras apostava na prestação de serviços, hoje a presença de mulheres donas de seus próprios negócios está crescendo no setor industrial.

O estudo do Sebrae observou ainda que as mulheres empreendedoras apresentam maior grau de escolaridade, têm mais acesso a informações e ousam empreender em atividades antes predominantemente masculinas.“Elas não empreendem apenas para complementar a renda da família ou como passatempo. Abrem empresas por identificar uma demanda de mercado e estão se perpetuando como empresárias de sucesso, sem espaço para amadorismo”, afirma o presidente do Sebrae.

Além do crescimento de mulheres empreendedoras, a pesquisa apontou que seus negócios estão dando certo: em dez anos, a taxa de mulheres donas de negócios que são responsáveis pela maior renda da família subiu de 27% para 37%.

O estudo do Sebrae mostra ainda que as empresas comandadas por mulheres permanecem por mais tempo no mercado, o que é algo extremamente importante diante do número alto de empresas que fecham as portas nos primeiros dois anos de atividade.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Fonte:  Revista Exame.

Razão e sensibilidade no empreendedorismo feminino: estudo científico analisa histórias


Mulheres empreendedoras são fortemente marcadas pela abertura de suas empresas. Interessados no tema empreendedorismo feminino. “Ser mulher significa não ter opção de não assumir responsabilidades”, afirmou uma das participantes do estudo científico “Mulheres e suas histórias: razão, sensibilidade e subjetividade no empreendedorismo feminino”. A advogada de 44 anos afirma gostar de fazer várias coisas ao mesmo tempo, e vê na atividade empreendedora um canal para sua hiperatividade. É mãe, provedora do lar e empresária bem-sucedida, e tudo isso lhe dá sentimentos de realização e orgulho.

O estudo foi conduzido pelas pesquisadoras Jane Mendes Ferreira e Eloy Eros Silva Nogueira. “Os resultados indicam que a configuração subjetiva do empreendedorismo para as mulheres está apoiada em sentidos subjetivos associados às suas trajetórias, ao contexto atual e à cultura dentro da qual a atividade é desenvolvida”, destacam. “O empreendedorismo, nesta pesquisa, aparece como uma característica individual que começa a ser constituída na infância”.

A advogada entrevistada na pesquisa relata que exercia atividades profissionais desde cedo e não se referiu a nenhum tipo de proibição dos pais. “Ela teve filho fora do casamento, morou sozinha e hoje mantém união estável, coisas que pareciam impensáveis para mulheres da geração de Maria (outra das participantes da pesquisa), que nasceu e foi criada no interior do Paraná”, descreve o estudo.

As pesquisadoras afirma ainda que, apesar de ser um fenômeno criado na cultura, transmitido pelas diversas vias da subjetividade social e, portanto, sofrendo influência do sistema econômico adotado no Brasil, o empreendedorismo aparece como uma característica que é constituída na infância e pertence somente a um indivíduo. “Em outras palavras, apesar de que quando uma empresa é iniciada, em geral isso é feito com empenho de muitas pessoas, o empreendedorismo é visto como ação de um indivíduo que possui características específicas, que acaba por ser considerado o único responsável pelo sucesso nos negócios”, ressaltam.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552013000400002&lng=pt&nrm=iso

Oficinas de artesanato com mães de crianças com Distrofia Muscular: geração de renda para a família enquanto os filhos estão em tratamento

Semanalmente, um grupo de mães de crianças com Distrofia Muscular participa do Projeto Entrelaços, parceria da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM) com a USP. Enquanto os filhos estão em tratamento na Associação, as mães e cuidadores aprendem técnicas artesanais, teorias de arte, design e sustentabilidade.

A ABDIM oferece atendimento gratuito, e as oficinas têm oferecido melhoria na qualidade de vida tanto dos pacientes quanto das famílias. O objetivo é, no futuro, comercializar os produtos criados nas oficinas, para aumentar a renda das famílias assistidas pela ABDIM.

O nome do projeto e marca do projeto foram escolhidos em conjunto com as participantes, e a meta é confeccionar, como primeiro produto, uma bolsa. Para chegar ao modelo ideal, foram entrevistadas mais de 500 mulheres.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: ABDIM (www.abdim.org.br)

Empreendedor Individual não precisa pagar contribuição sindical


Profissionais que optaram pela categoria de Empreendedor Individual estão dispensados de recolher taxas sindicais. É comum, entretanto, que assim que abrem suas empresas, recebam boletos de cobrança de supostas associações comerciais. A rapidez com que estas cobranças chegam faz com que muitos não se informem a respeito e acabem pagando as tais taxas.

No caso do recebimento de algum destes boletos, basta jogá-lo fora, pois a cobrança é indevida. Vale lembrar que Microempreendedores Individuais (MEIs) também estão dispensados do recolhimento de qualquer taxa sindical.

O processo de formalização de Microempreeendedor  Individual também é gratuito. Quem faz a formalização em São Paulo deve ler com atenção quais são os documentos que deverão ser impressos antes de ir pessoalmente solicitar o desbloqueio da senha eletrônica. Caso todos os documentos exigidos não estejam impressos, o atendimento não será feito. Alguns comerciantes da região realizam serviços de cadastro eletrônico e impressão dos documentos, mas cobram para isso. Além de os valores serem por página e mais altos do que os praticados pelo mercado pelo serviço de impressão, o Microempreendedor Individual fica vulnerável ao informar seus dados cadastrais e senhas para desconhecidos.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Empreendedorismo feminino: estudo aponta aquecimento de mercado e conquista de poder pela mulher


No Brasil, assim como em diversos países do mundo, as mulheres têm mais dificuldade de inserção no mercado de trabalho com vínculo formalizado e de receber maiores salários, apesar de contarem com maior grau de escolarização. Esses são os apontamentos do estudo “Empreendedorismo feminino no Brasil: perspectivas”. A partir destas constatações, os pesquisadores Deilson Aparecida leite Freire, Leonor Natividade de Medeiros Campos, Rosany Corrêa e Henrique César Melo Ribeiro, autores do estudo, analisaram a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, de 2002 a 2010, além de outras pesquisas relacionadas ao assunto.

O empreendendorismo feminino, segundo os pesquisadores, é uma forma de as mulheres assumirem o poder no âmbito profissional, escapando da situação de subordinação e vulnerabilidade, além dos salários mais baixos em relação aos dos homens, mesmo quando desempenham as mesmas funções. “Se metade da população mundial, composta por mulheres, lançar-se em alguma atividade empreendedora, poderá ocorrer um maior aquecimento da economia nacional”, ressaltam.

Outro resultado desse novo contexto seria uma transformação nas relações entre homens e mulheres, defende o estudo. “Deve-se pensar em como a mulher é vista na sociedade como um todo”, explicam os pesquisadores.  “ Analisando-se os diferentes papéis que ela exerce –  mãe, mulher, filha, empresária, dentre outros – fica claro que o seu papel dentro da família exerce grandes reflexos na busca do seu empoderamento”.  Espera-se que a mulher vivencie sempre o papel de

As expectativas convencionais em torno da mulher também refletem em seu papel como empreendedora. “Espera-se que a mulher seja esposa e não de empreendedora”, afirma o estudo, destacando ainda a valorização das chamadas características masculinas. “As mulheres precisam repensar o seu espaço em uma sociedade paternalista e desigual”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://pe.izabelahendrix.edu.br/ojs/index.php/tec/article/view/300/317

Empreendedorismo: criando seu próprio emprego estável

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Não há dúvidas de que o modelo de emprego estável está mudando rapidamente no mundo todo, inclusive no Brasil. A geração de pais que agora acompanha a entrada ou saída de seus filhos na universidade foi obrigada a rever seus próprios conceitos na hora de orientá-los, pois não basta mais dizer: “Estude o máximo que puder para tirar notas altas e conseguir um bom emprego”.

Mesmo que alguns pais ainda insistam em dizer isso, dificilmente serão ouvidos. A percepção de “bom emprego” para a nova geração é muito diferente da de nossos pais, e certamente não se traduz em “emprego para a vida toda”. Os jovens chegam a ter calafrios diante da perspectiva de envelhecer e se aposentar num único emprego, e a expressão “muito tempo” passou a ser relativa: se para empregadores tradicionais – e mais antigos – “muito tempo” era coisa de décadas, para quem está entrando no mercado de trabalho agora pode significar coisa de meses.

Sim, isso mesmo. Se um jovem percebe, logo nas primeiras semanas – ou dias – que não gosta do trabalho, ele não hesitará em mudar. Salvo, é claro, as situações em que este jovem precisa desesperadamente deste emprego, seja para ajudar a sustentar sua família ou a si próprio. Mesmo estes, entretanto, certamente continuarão acompanhando de perto o mercado, à espera da primeira chance de partir para outra.

E muitas vezes o “partir para outra” resulta em abrir o próprio negócio. Nunca foi tão fácil empreender. Com as novas tecnologias, é possível montar um negócio próprio com custo baixíssimo, sem necessidade de espaço físico que não seja o da própria casa. A lei do Microempreendedor individual (MEI) facilitou o que até então era um dos maiores entraves para quem desejava abrir sua própria empresa – a burocracia – e entidades como o SEBRAE oferecem diversas opções de apoio e estímulo, tanto presencialmente quanto a distância, e gratuitamente.

Empreender, portanto, está deixando de ser uma ação desesperada de quem não encontra seu espaço dentro do mercado de trabalho convencional, para ser uma opção consciente e tranquila de profissionais em busca de realização pessoal, reconhecimento e retorno financeiro.

Silvana Schultze

Editora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Marketing e Deus: o apoio de organizações religiosas

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A Igreja pode favorecer formação de capital social e propiciar motivação econômica.  Essa é a constatação do estudo “”Segurando na mão de Deus”: organizações religiosas e apoio ao empreendedorismo”.

A pesquisa investiga mecanismos de apoio ao empreendedorismo proporcionados por organizações religiosas, por meio da análise de duas organizações, uma católica e outra evangélica. “Os resultados do trabalho indicam uma confluência entre os dois casos: o pertencimento às igrejas resulta na formação de capital social orientado para as várias dimensões econômicas e no reforço religioso à motivação econômica”, destaca o estudo. “As diferenças, contudo, encontram-se na representação religiosa do significado do sucesso econômico e na articulação e fechamento de suas respectivas redes sociais”.

Os professores autores da pesquisa, Mauricio Custódio Serafi, Ana Cristina Braga Martes e Carlos L. Rodriguez observaram ainda que, no caso da experiência neopentecostal, a ênfase recai mais diretamente sobre as vantagens do pertencimento à Igreja e suas redes. “Os recursos organizacionais aparecem revestidos por um discurso que apela para um novo tipo de chamado, secular, mas sacralizado: o direito de ser rico e feliz, que Deus a todos concede, desde que abençoados na Terra pela igreja e não mais como predestinados, como no caso do calvinismo”, ressaltam. “Nesse sentido, ser rico e feliz adquire um caráter quase coercitivo de um dever para com Deus, o que acaba por legitimar o papel ativo da Igreja diante dos negócios”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75902012000200008&lng=pt&nrm=iso

Lojas de conveniência e parceria em trade marketing: motivações, estrutura e atribuições

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Que motivações levariam o setor de lojas de conveniência a adotar o trade marketing? Integração entre as áreas de marketing e de vendas, o termo foi analisado no estudo “Trade marketing no setor de lojas de conveniência”. Os autores, Victor Manoel Cunha de Almeida, Leonardo Siano Penna, Gilberto Figueira da Silva e Flávia D’Albergaria Freitas, descrevem as motivações para a adoção do trade marketing no setor de lojas de conveniência, bem como suas atribuições e posição na estrutura organizacional.

Por meio do estudo de casos múltiplos de quatro redes de lojas de conveniência, além de cinco fabricantes indicados pelas redes pesquisadas, os autores constataram que a existência de uma área formal de trade marketing não é condição suficiente para garantir a colaboração entre os fabricantes e os varejistas de lojas de conveniência. “As ações de trade marketing são desenvolvidas e negociadas com o franqueador, todavia sua execução ocorre na instância do franqueado”, destacam. “Trata-se, portanto, de uma relação tripartite (tríade) composta por fabricante, franqueador das lojas de conveniência e seus franqueados”.

De acordo com os pesquisadores, fatores como a presença de sistema de informação de vendas, alta frequência semanal de compras e capilaridade de sua distribuição geográfica possibilitam à indústria vislumbrar a implementação de ações de trade marketing de escopo nacional, mais customizadas e mais criativas que no grande varejo. Ambiente de loja que agrega serviços e exposição diferenciada, menor sensibilidade do comprador aos preços e possibilidade de margens superiores também fazem parte de alguns dos fatores apontados no estudo. “A indústria ainda não se depara com elementos restritivos existentes no grande varejo, como a intensa presença das marcas próprias (que só aparecem timidamente nas lojas de conveniência) e as rígidas políticas contratuais de fornecimento”.

O estudo ressalta, porém, que apesar de as negociações das ações de trade marketing serem centralizadas junto ao franqueador, a logística, a execução e o controle das ações são fragmentados por toda a rede de franqueados. “Isso resulta, consequentemente, em diferença estrutural entre o trade marketing no grande varejo e nas redes de lojas de conveniência”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75902012000600006&lng=pt&nrm=iso

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