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Dicas de atividades para as crianças

Sistema SPC oferece comunicação alternativa para pessoas com autismo e paralisia cerebral, ajudando no desenvolvimento da linguagem

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O sistema chamado “Símbolos Pictográficos para a Comunicação (SPC)” foi desenvolvido pela fonoaudióloga americana Roxana Mayer-Johnson na década de 1980 e pode ajudar na comunicação e no desenvolvimento da fala de pessoas com autismo e paralisia cerebral, entre outras.

Percebendo que os jovens com determinadas deficiências a quem atendia precisavam de um sistema de comunicação alternativo om símbolos facilmente apreendidos, a fonoaudióloga criou série de desenhos em preto, sobre fundo branco, que correspondem diretamente ao seu significado, escrito na parte superior de cada desenho.

O sistema possui cerca de 11.000 símbolos, organizados em seis categorias, representadas por cores diferentes, e já foi traduzido para doze idiomas, entre eles o português. As categorias são: pessoas (inclusive pronomes pessoais), verbos, adjetivos, substantivos, diversos (cores, tempos, nomes, números e outras palavras abstratas) e sociais (cumprimentos, expressões de prazer ou repulsa, entre outras).

O sistema SPC foi baseado nas palavras e ações mais comuns usados na comunicação diária, e de uma maneira que fosse facilmente aprendido por pessoas de várias idades. Diversos programas semelhantes ao SPC foram desenvolvidos, entre eles o Picto-Selector, que pode ser conhecido no link: http://pictoselector.sclera.be/setup_complete.exe

O Modelo de enriquecimento escolar de Joseph Renzulli para crianças superdotadas

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Educador e estudioso da área de superdotação/altas habilidades, o norte-americano Joseph Renzulli desenvolveu o que ele chamou de Modelo de Enriquecimento Escolar, voltado para alunos com uma ou mais dessas características. habilidade acima da média, criatividade e envolvimento com a tarefa.

O modelo proposto por Renzulli é marcado por atividades dinâmicas, o incentivo à tomada de decisões pelo próprio aluno e o favorecimento de sua autonomia. O envolvimento da comunidade nas atividades escolares também é reforçado, pois o modelo sugere que os alunos utilizem sua rede de relacionamentos na realização das atividades, e também que algumas atividades de enriquecimento resultem em um produto com aplicação social.

As atividades de enriquecimento curricular proposto por Renzulli são de três tipos. O primeiro traz experiências e atividades exploratórias ou introdutórias destinadas a colocar o aluno em contato com uma grande variedade de áreas de conhecimento, e que geralmente não são contempladas pelo currículo escolar. As atividades do segundo tipo são relacionadas ao desenvolvimento de técnicas e métodos, habilidades mais específicas para conduzir as pesquisas de interesse do aluno.

No último tipo, as atividades investem na pesquisa de problemas reais para a produção de um novo conhecimento, serviço ou desempenho. Normalmente, as atividades desse tipo são personalizadas, podendo ser implementadas individualmente ou em pequenos grupos.

Estratégias de ensino para crianças com autismo

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A organização do ambiente de ensino é fundamental para que crianças com autismo permaneçam na atividade proposta e sintam-se motivadas a aprender. A desorganização do ambiente, assim como a falta de planejamento das atividades, podem causar agitação na criança, desviando seu foco.

Os locais onde a criança come, aprende e se diverte devem estar claramente sinalizados, e não é conveniente manter à sua vista excesso de materiais. Se for o momento de alimentação, por exemplo, a criança deve visualizar somente a comida, retirando-se de seu alcance jogos e evitando-se que assista à televisão.

Como todas as crianças, alunos com autismo também precisam de espaços para recreação, se possível em lugares amplos e abertos, uma vez que a maioria não gosta de lugares muito fechados.

A utilização de materiais visuais, como fotografias e ilustrações, também são úteis no processo de educação de crianças com autismo, pois elas possuem grande capacidade de armazenar imagens em seus cérebros. As imagens são úteis tanto para a aprendizagem quanto para o desenvolvimento da comunicação e para aumentar sua compreensão e regular seu comportamento social.

Ao ensinar à criança como cumprimentar as pessoas, por exemplo, é importante mostrar um cartaz ou fotografia de mãos se apertando. Ao anunciar a hora do recreio, o professor pode mostrar uma fotografia do parque da escola, e ao encerrar as atividades do dia, pode mostrar uma ilustração de casa, para indicar à criança que ela agora retornará ao seu lar.

Fonte: Desafiando el autismo.

Livro de Stephen Hawking traz aventura no espaço para crianças e adolescentes

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Uma história cheia de aventura e ação, com um belo ingrediente a mais: o mais recente conhecimento científico sobe o Universo, de forma simples e divertida. Um livro assim não seria possível se os autores não fossem o físico Stephen Hawking e sua filha, Lucy.

O livro “George e a caça ao tesouro cósmico” é o segundo escrito pela dupla, e narra as aventuras de George, Annie, Eric e Cosmos, o computador mais potente de toda a galáxia. Contribuíram ainda para o livro cientistas da França, Reino Unido e dos Estados Unidos.

Professor de matemática na Universidade de Cambridge, Stephen Hawking é considerado um dos mais brilhantes físicos teóricos desde Einstein. Sua filha Lucy é autora de dois romances e tem feito palestras para crianças no mundo inteiro sobre ciências e viagens espaciais, sendo premiada por sua contribuição para a popularização da ciência.

O livro traz ainda fotografias coloridas de planetas como Júpiter, Urano e do lançamento do primeiro vôo espacial norte-americano tripulado, entre outras. Traz também um Guia Prático do Universo, onde os autores respondem perguntas como “Por que viajar para o espaço?” e “Por que gastar tanto dinheiro com pesquisas espaciais?”.

A linguagem da música

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A partir da análise de composições musicais de crianças bilíngues, a pesquisadora Débora Sousa França Affonso investigou o papel de aulas de música podem desempenhar na formação da identidade cultural de alunos matriculados em escolas de educação bilíngue. A contribuição da música para o processo de aquisição de linguagem também foi estudada.

Observando que as escolas de Educação Infantil bilíngues privilegiam o método de imersão, enquanto nas de Ensino Fundamental a opção é pelo enriquecimento, Débora Sousa França Affonso concluiu que, em função do uso de símbolos e potencial de comunicação, assim como pelo fato de ser conhecida por todos os indivíduos, a música é uma forma de linguagem, passível de interpretação subjetiva.

A dissertação, intitulada “Música e bilinguismo: como a identidade cultural das crianças pode se evidenciar em suas composições musicais”, foi defendida na Escola de Comunicações e Artes da USP . O trabalho apresenta ainda sugestões de atividades de música, tanto em português como em inglês, oferecendo conteúdos de linguagem musical, apreciação, escuta, composição e improvisação.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Interesse de alunos do Ensino Fundamental por matemática aumenta após oficinas

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Alunos do Ensino Fundamental que participaram de oficinas dos jogos Kenken e Feche a Caixa mostraram-se mais interessados nas aulas de matemática e afirmaram que passaram a gostar mais da disciplina. Esse resultado foi observado pela psicóloga Talita Lima Queiroga, e descrito em seu trabalho “Jogos de raciocínio lógico-matemático em alunos da Escola Fundamental II”. A pesquisa foi realizada durante pós-graduação no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

Com o objetivo de estudar o raciocínio lógico-matemático em alunos de ensino fundamental, a psicóloga analisou os aspectos lógico-matemáticos dos jogos e observou como esse tipo de raciocínio se manifestava nos alunos, enquanto resolviam os desafios propostos. Além de verificar o desempenho dos alunos, a psicóloga analisou com os alunos lidam com os erros e acertos e argumentam suas respostas.

Criado em 2004 no Japão, o jogo Kenken é similar ao Sudoku: deve ser completado com números sem que eles se repitam em uma linha ou coluna. O tracejado mais escuro forma um bloco, onde a primeira casa contém um número e um sinal, representando, respectivamente, o resultado que deve ser obtido e a operação matemática que deve ser utilizada para chegar a tal resultado.

O Feche a Caixa, além de incluir raciocínio lógico e operações aritméticas, envolve também a sorte, pois as jogadas dependem de resultados de dados. O jogo tradicional é composto por nove caixas (ou casas) com números visíveis. O jogador lança dois dados e os resultados obtidos devem ser somados. Em seguida, abaixa-se a caixa, ou as caixas, correspondentes ao valor da soma dos dados. As caixas abaixadas permanecem assim até o fim da partida. Quando o total de pontos não permitir fechar mais nenhuma casa, o jogador somará os valores que continuam expostos e, quem atingir primeiro os 45 pontos, perde.

No Kenken, os alunos erraram pouco: em apenas 11,6% dos jogos entregues à pesquisadora apresentavam algum tipo de erro. O mesmo resultado foi observado quando os jogos foram passados como tarefa de casa. Entretanto, apenas 15,5% das jogadas foram resolvidas sem a necessidade de jogadas excedentes.

A porcentagem de erro no Feche a Caixa foi maior: 22%. “É interessante observar que, embora o Feche a Caixa exigisse operações matemáticas consideradas pelos alunos como mais simples, os erros de cálculo foram mais frequentes nesse jogo do que no Kenken”, destaca a psicóloga.

A pesquisadora realizou ainda torneios, e apesar de observar que a competição aumentou a motivação, concluiu que a ansiedade também foi maior, tornando os alunos mais suscetíveis a erros. “O errar faz parte da vida e, muitas vezes, pode resultar em uma aprendizagem”, afirma.

Talita Lima Queiroga destaca ainda que durante as oficinas ocorreu o chamado Ciclo Virtuoso, que segundo o professor da USP Lino de Macedo, orientador da pesquisa, consiste em jogar para aprender matemática. “Jogar para aprender matemática, aprender matemática para jogar melhor, jogar melhor para competir, competir para se aperfeiçoar, aperfeiçoar-se para tornar-se mais desenvolvido no jogo do conhecimento, no jogo da escola”, conclui a psicóloga.

Fonte: Universidade de São Paulo

O que pensam as crianças dos livros infantis

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Interessada na produção cultural infantil resultante do contato de crianças com livros infantis, a pedagoga e mestre em Educação Débora Perillo Samori resolveu investigar o assunto em sua dissertação de mestrado, na Universidade de São Paulo. O resultado é a dissertação “Infância e literatura infantil: o que pensam, dizem e fazem as crianças a partir da leitura de histórias? A produção de culturas infantis no 1º ano do Ensino Fundamental”.

Acompanhando um grupo de crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental em escola municipal de São Paulo, Débora Perillo Samori observou e registrou o cotidiano do grupo, além de realizar entrevistas coletivas com as crianças.

Ao analisar os dados, a pedagoga concluiu que as crianças relacionam a literatura diretamente com suas vidas, fazendo comparações entre histórias e até criando novas interpretações para as ilustrações dos livros. Também brincam com a linguagem, e tratam os livros como objetos culturais.

A pesquisadora concluiu ainda que a organização do espaço e da rotina para acesso aos livros infantis são feitas e controladas pelos adultos, o que pode limitar a livre iniciativa das crianças. Ainda assim, obseva Débora Perillo Samori, os livros passam a ser disputados pelas crianças, gerando situações de conflito e negociação. “As crianças criam estratégias de compartilhamento dos livros, vivem conflitos e criam seus próprios critérios de escolha, compreendendo melhor os papeis sociais vivenciados nestas situações”.

Mário de Andrade, inquieto e conectado

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Uma exposição dividida em módulos, com mais de 440 itens e cheia de gavetinhas que qualquer um – inclusive as inquietas crianças, para alívio dos pais sempre cheios de dedos – pode abrir e remexer à vontade. Assim é “Ocupação Mário de Andrade”, que será inaugurada para o público na próxima sexta-feira, dia 28 de junho, no Instituto Itaú Cultural.

Autor de “Macunaíma” e um dos idealizadores do Modernismo no Brasil, Mário de Andrade era também formado em canto e piano, e se empenhou para realizar concertos e apresentar ao grande público a música erudita de vanguarda. Com as limitações de sua época, inclusive técnicas, moveu mundos e fundos para conseguir esse feito. Utilizando todos os seus contatos – sim, Mário de Andrade já era uma pessoa conectada, antes mesmo do termo ser disseminado – conseguia discos emprestados para que as pessoas conhecessem compositores como Stravinski, uma das grandes novidades de meados da década de 1930. O Brasil não contava com orquestras aptas a executar as peças, e até mesmo o gramofone era raro. E assim nascia a Discoteca Oneida Alvarenga, existente até hoje no Centro Cultural São Paulo.

Funcionário público, sorriu e chorou ao exercer a função, lutando para difundir a literatura, sobretudo a infantil, não só na capital paulista, mas também pelo Estado. Visionário, concebeu parques infantis – os precursores do atual Centro Educacional Unificado (CEU) – nos quais as crianças em idade pré-escolar eram entretidas com atividades artísticas. Suas jardineiras, espécie de caminhão que levava livros e bibliotecários a espaços públicos da capital, levaram à criação de bibliotecas circulantes e especializadas.

Uma mente inquieta, brilhante, que até o dia 28 de julho poderá ser relembrada e homenageada, ao som da Pauliceia dos anos 1930, marcada pelo burburinho das pessoas, do telégrafo, do telefone e da máquina de escrever, como sua fiel Manuela, que conta com uma réplica na exposição.

Visite o site da exposição em http://www.itaucultural.org.br

Crianças e estrelas

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A atração que os astros e estrelas exercem sobre nossas crianças é grande, independentemente da idade, época e cidade ou país em que elas nasceram. De onde vem esse fascínio?

A astrônoma Sueli Viegas tem um palpite: “O céu exerce atração pela beleza de um dia ensolarado, pelo feitiço de uma tempestade ou pelo encanto de uma noite límpida e estrelada”.

Professora aposentada do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, doutora em Astrofísica pela Universidade de Paris VII e autora da coleção de livros paradidáticos O Jogo do Universo, Sueli Viegas acredita ainda que quando voltamos nossos olhos para o céu nossa curiosidade e imaginação são aguçadas, levando a questionamentos sobre duas perguntas básicas da humanidade: de onde veio o homem e como surgiu o Universo.

Defensora do ensino de noções de astronomia desde o Ensino Fundamental I, a astrônoma acredita que a multidisciplinariedade desta ciência é uma grande vantagem para os professores, que podem utilizar conceitos de física, química, matemática e biologia para explicar os fenômenos observados. “A formação de um cientista leva tempo, por isso é preciso incentivar o estudo de ciências desde tenra idade, usando a imaginação natural das crianças e satisfazendo sua curiosidade”, defende Sueli Viegas.

Com as férias em vista, uma excelente dica de passeio são os planetários. Para quem vive na capital ou no interior de São Paulo, ou em outros Estados, as opções são muitas. Visite o site da Associação Brasileira de Planetários e descubra qual é o mais perto de você http://planetarios.org.br/planetarios

Leia também a entrevista completa com a astrônoma Sueli Viegas no site http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/86/artigo219620-1.asp

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