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Pessoas em situação de sofrimento psíquico: projeto oferece oficinas de moda e de Teatro dos Oprimidos, entre outras


Crazy Fashion Day é um evento criado pelo Projeto Tear, serviço público de Saúde Mental que oferece oficinas de trabalho artesanal para pessoas em situação de sofrimento psíquico. Criado em 2003 em Guarulhos, São Paulo, o projeto é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Guarulhos, Associação Cornélia Vlieg e Laboratórios Pfizer.
Em maio de 2013 aconteceu o Primeiro Desfile de Moda do Crazy Fashion Day, no calçadão do centro de Guarulhos, onde foi apresentada a coleção de camisetas da Luta Antimanicomial 2014. E em 13 de dezembro do mesmo ano, aconteceu novo desfile, no Parque Mario Covas, na Avenida Paulista, com o tema “Pelos campos de Van Gogh”. Os trabalhos foram apresentados durante a Feira da Rede de Economia Solidária de São Paulo.
Em 2014, 120 usuários participaram das oficinas de Encadernação & Papelaria Artesanal, Marcenaria & Marchetaria, Serigrafia & Personalização, Tear & Costura, Velas & Sabonetes, Mosaico, Papel Reciclado Artesanal e Vitral que. Além de espaço de convivência, as oficinas proporcionam renda para os participantes, resultante da venda dos produtos e de bolsa-oficina. O projeto conta com loja aberta ao público, diariamente das 9h às 17h, em Guarulhos (Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 92), e também comercializa os produtos em feiras e bazares, fixos e itinerantes.
Além das oficinas de trabalho, o Projeto Tear oferece atividades complementares por meio de parcerias, como a do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, com o Programa Igual Diferente. Desde 2006, os participantes do projeto vem freqüentando cursos de desenho, fotografia, animação e escultura, entre outros. O objetivo é promover o desenvolvimento de uma linguagem pessoal artística dos participantes, ampliando seus canais de expressão e trocas sociais, contribuindo para sua inclusão social. Também são realizadas atividades esportivas e de Lian Gong, prática corporal terapêutica que une medicina preventiva e exercícios harmoniosos, com base em tradições milenares chinesas. Além de redução de ansiedade e depressão, a aplicação da técnica tem demonstrado, entre os participantes do Projeto, eficácia no tratamento de síndromes dolorosas nas articulações, tendões e disfunções dos órgãos internos, além de contribuir para a melhora da circulação sanguínea, equilíbrio da função do SNC (sistema nervoso central) e fortalecimento da constituição física e do sistema imunológico, bem como na elevação da auto-estima e na qualidade do sono.
Outra atividade desenvolvida no Projeto Tear é o Grupo de Teatro “Tecendo Cenas”, nascido em 2006, a partir do projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental, iniciativa do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério da Saúde – Coordenação de Saúde Mental e Secretaria de Saúde de Guarulhos. Por meio de técnica teatral criada pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, são oferecidos aos participantes espaços de reflexão e diálogo, entre si e com trabalhadores e familiares. A principal técnica de Teatro do Oprimido utilizada pelo grupo é o Teatro-Fórum, espetáculo baseado em fatos reais, no qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito de forma clara e objetiva, com o intuito de defender seus desejos e interesses. Neste confronto, o oprimido fracassa e o público é convidado pelo curinga (facilitador) a entrar em cena, substituir o oprimido e buscar alternativas para o problema encenado. Nas oficinas semanais no Projeto, além da criação de cenas, são trabalhados jogos e exercícios teatrais que visam a desmecanização do corpo e sentidos.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer mais sobre o Projeto Tear, acesse o link: http://www.projetotear.org.br/nosso_projeto.asp

O papel das redes sociais no combate ao racismo no Brasil

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Consciência da opressão histórico-política, orgulho do pertencimento a uma comunidade e sofrimento pelo preconceito foram os elementos que prevaleceram na fala dos membros da comunidade do Orkut intitulada Negros.

Criada em 2004, a comunidade foi objeto da dissertação de mestrado da pesquisadora Melissa Maria de Freitas Andrade, na Faculdade de Educação da USP. Com o objetivo de contribuição na identificação do papel das redes socais na construção de conhecimentos e ao desenvolvimento de iniciativas destinadas a combater o racismo no Brasil, a pesquisadora analisou os discursos sobre identidade negra em dois tópicos do fórum da comunidade voltados especificamente para a autodeclaração racial.

Segundo Melissa Maria de Freitas Andrade, a análise dos dados coletados mostrou que os discursos de identidade negra são construídos de modos diferenciados, mesmo que a comunidade invoque certa homogeneidade. “Além disso, foi possível constatar que as possibilidades de socialização da comunidade potencializam a construção coletiva de conhecimentos relativos à identidade do grupo”, ressalta.

Fonte: Universidade de São Paulo.

A linguagem da música

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A partir da análise de composições musicais de crianças bilíngues, a pesquisadora Débora Sousa França Affonso investigou o papel de aulas de música podem desempenhar na formação da identidade cultural de alunos matriculados em escolas de educação bilíngue. A contribuição da música para o processo de aquisição de linguagem também foi estudada.

Observando que as escolas de Educação Infantil bilíngues privilegiam o método de imersão, enquanto nas de Ensino Fundamental a opção é pelo enriquecimento, Débora Sousa França Affonso concluiu que, em função do uso de símbolos e potencial de comunicação, assim como pelo fato de ser conhecida por todos os indivíduos, a música é uma forma de linguagem, passível de interpretação subjetiva.

A dissertação, intitulada “Música e bilinguismo: como a identidade cultural das crianças pode se evidenciar em suas composições musicais”, foi defendida na Escola de Comunicações e Artes da USP . O trabalho apresenta ainda sugestões de atividades de música, tanto em português como em inglês, oferecendo conteúdos de linguagem musical, apreciação, escuta, composição e improvisação.

Fonte: Universidade de São Paulo.

O que pensam as crianças dos livros infantis

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Interessada na produção cultural infantil resultante do contato de crianças com livros infantis, a pedagoga e mestre em Educação Débora Perillo Samori resolveu investigar o assunto em sua dissertação de mestrado, na Universidade de São Paulo. O resultado é a dissertação “Infância e literatura infantil: o que pensam, dizem e fazem as crianças a partir da leitura de histórias? A produção de culturas infantis no 1º ano do Ensino Fundamental”.

Acompanhando um grupo de crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental em escola municipal de São Paulo, Débora Perillo Samori observou e registrou o cotidiano do grupo, além de realizar entrevistas coletivas com as crianças.

Ao analisar os dados, a pedagoga concluiu que as crianças relacionam a literatura diretamente com suas vidas, fazendo comparações entre histórias e até criando novas interpretações para as ilustrações dos livros. Também brincam com a linguagem, e tratam os livros como objetos culturais.

A pesquisadora concluiu ainda que a organização do espaço e da rotina para acesso aos livros infantis são feitas e controladas pelos adultos, o que pode limitar a livre iniciativa das crianças. Ainda assim, obseva Débora Perillo Samori, os livros passam a ser disputados pelas crianças, gerando situações de conflito e negociação. “As crianças criam estratégias de compartilhamento dos livros, vivem conflitos e criam seus próprios critérios de escolha, compreendendo melhor os papeis sociais vivenciados nestas situações”.

Mário de Andrade, inquieto e conectado

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Uma exposição dividida em módulos, com mais de 440 itens e cheia de gavetinhas que qualquer um – inclusive as inquietas crianças, para alívio dos pais sempre cheios de dedos – pode abrir e remexer à vontade. Assim é “Ocupação Mário de Andrade”, que será inaugurada para o público na próxima sexta-feira, dia 28 de junho, no Instituto Itaú Cultural.

Autor de “Macunaíma” e um dos idealizadores do Modernismo no Brasil, Mário de Andrade era também formado em canto e piano, e se empenhou para realizar concertos e apresentar ao grande público a música erudita de vanguarda. Com as limitações de sua época, inclusive técnicas, moveu mundos e fundos para conseguir esse feito. Utilizando todos os seus contatos – sim, Mário de Andrade já era uma pessoa conectada, antes mesmo do termo ser disseminado – conseguia discos emprestados para que as pessoas conhecessem compositores como Stravinski, uma das grandes novidades de meados da década de 1930. O Brasil não contava com orquestras aptas a executar as peças, e até mesmo o gramofone era raro. E assim nascia a Discoteca Oneida Alvarenga, existente até hoje no Centro Cultural São Paulo.

Funcionário público, sorriu e chorou ao exercer a função, lutando para difundir a literatura, sobretudo a infantil, não só na capital paulista, mas também pelo Estado. Visionário, concebeu parques infantis – os precursores do atual Centro Educacional Unificado (CEU) – nos quais as crianças em idade pré-escolar eram entretidas com atividades artísticas. Suas jardineiras, espécie de caminhão que levava livros e bibliotecários a espaços públicos da capital, levaram à criação de bibliotecas circulantes e especializadas.

Uma mente inquieta, brilhante, que até o dia 28 de julho poderá ser relembrada e homenageada, ao som da Pauliceia dos anos 1930, marcada pelo burburinho das pessoas, do telégrafo, do telefone e da máquina de escrever, como sua fiel Manuela, que conta com uma réplica na exposição.

Visite o site da exposição em http://www.itaucultural.org.br

Crianças e estrelas

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A atração que os astros e estrelas exercem sobre nossas crianças é grande, independentemente da idade, época e cidade ou país em que elas nasceram. De onde vem esse fascínio?

A astrônoma Sueli Viegas tem um palpite: “O céu exerce atração pela beleza de um dia ensolarado, pelo feitiço de uma tempestade ou pelo encanto de uma noite límpida e estrelada”.

Professora aposentada do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, doutora em Astrofísica pela Universidade de Paris VII e autora da coleção de livros paradidáticos O Jogo do Universo, Sueli Viegas acredita ainda que quando voltamos nossos olhos para o céu nossa curiosidade e imaginação são aguçadas, levando a questionamentos sobre duas perguntas básicas da humanidade: de onde veio o homem e como surgiu o Universo.

Defensora do ensino de noções de astronomia desde o Ensino Fundamental I, a astrônoma acredita que a multidisciplinariedade desta ciência é uma grande vantagem para os professores, que podem utilizar conceitos de física, química, matemática e biologia para explicar os fenômenos observados. “A formação de um cientista leva tempo, por isso é preciso incentivar o estudo de ciências desde tenra idade, usando a imaginação natural das crianças e satisfazendo sua curiosidade”, defende Sueli Viegas.

Com as férias em vista, uma excelente dica de passeio são os planetários. Para quem vive na capital ou no interior de São Paulo, ou em outros Estados, as opções são muitas. Visite o site da Associação Brasileira de Planetários e descubra qual é o mais perto de você http://planetarios.org.br/planetarios

Leia também a entrevista completa com a astrônoma Sueli Viegas no site http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/86/artigo219620-1.asp

Para estimular a curiosidade pela ciência

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Está no forno da TV PinGuim, produtora paulistana responsável pelo desenho animado Peixonauta, atualmente em exibição no canal pago Discobery Kids, um programa que promete revolucionar a abordagem da ciência.

Com a consultoria de Walmir Cardoso, especialista em física e astrofísica, o novo programa  estreia em 2014 e conta a história de uma garotinha curiosa sobre os fenômenos da natureza. O físico usou sua experiência como professor de colégios tradicionais de São Paulo para fugir do martírio que muitas vezes marca o ensino de matérias como física e química.

Walmir Cardoso afirma que o sistema de ensino dessas matérias adotado nas últimas décadas enfraqueceu a curiosidade natural que as crianças têm pelo que acontece à sua volta. “Até a experiência em laboratório, que deveria ser um território mais livre e surpreendente, virou uma coisa chata”, conclui o especialista e consultor.

Conheça mais sobre a produtora de Peixonauta no site http://www.tvpinguim.com.br

Leia a entrevista completa de Walmir Cardoso no site http://vejasp.abril.com.br/blogs/criancas-sao-paulo/

O que fazer com as crianças nas férias

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Viajar é sempre a principal opção para as férias da garotada. Nem todos os pais, porém, têm férias na mesma época, ou recursos para isso. Afinal, os preços da alta temporada vão lá para cima…

Para quem fica em São Paulo, os parques são uma boa opção. Na zona oeste, o Parque Villa-Lobos tem 732 metros quadrados. Oferece ciclovia – é possível alugar bicicletas, triciclos e quadriciclos no próprio local, pagando em cartão – playground e bosque com espécies da Mata Atlântica. Também tem um belo orquidário, trilha suspensa para observar pássaros nas árvores, tabelas para jogar basquete, local próprio e fechado para literalmente “soltar os cachorros” (os que sabem se comportar, claro) e lanchonetes, dentro e fora do parque. Um belo piquenique cai muito bem (tem mesas com cobertura para isso) e as árvores estão cada vez mais frondosas.

Na zona norte, uma opção é o tradicional Horto Florestal. Ocupa área de 174 alqueires, .e conta com palco para eventos, área de piquenique, playground, pista de cooper, equipamentos de ginástica, bicas de água potável, lagos e o Museu Florestal. Abriga ainda o Palácio de Verão do Governo do Estado, além das sedes da Polícia Militar e Polícia Florestal do Estado. Com sorte (não precisa muita, não), as crianças podem ver espécie de macaco-prego, tucano, gambá, socó, garça, tico-tico, serelepe e martim pescador.

Na zona sul, o Parque Ecológico do Guarapiranga, oferece atividades de cunho cultural, ambiental e recreativo. Ocupa 7% dos 28 km no entorno da Represa do Guarapiranga. Conta com Brinquedoteca, Museu do Lixo e Programa de Educação Ambiental.

Na zona leste, o Parque do Carmo tem área superior a 15 milhões de metros quadrados. Seu bosque tem aproximadamente 6 mil árvores, entre cerejeiras e eucaliptos, oferece aos visitantes churrasqueiras, quiosques, lagos naturais e a possibilidade de observar diversas espécies de animais.

Na região central de São Paulo, o Parque da Luz é o parque mais antigo da cidade, e tem a grande vantagem de estar bem ao lado de uma estação de metrô (Luz). Além do belo jardim, que após a revitalização da região ganhou diversas esculturas, é possível fazer uma visita à Pinacoteca de São Paulo, logo ao lado.

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