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Comunicação & Marketing

Proatividade, ética e educação continuada: pesquisa aponta características desejadas de profissionais da informação


Catalogação e classificação de conhecimento foi por muito tempo o foco tanto da formação quanto da atuação dos profissionais da área de informação. Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, a dinamização do mercado de trabalho e a globalização das empresas, estas funções ampliaram-se, abrindo novas frentes de trabalho inclusive em meios de comunicação. Para atender à nova demanda, entretanto, os cursos superiores e os próprios profissionais precisaram adaptar-se. Os pesquisadores Edileuda Soares Diniz, André Pena e Leandro Damaceno Gonçalves apontam para a necessidade do profissional da informação apresentar-se como um indivíduo pró-ativo e que saiba agir com ética no ambiente de trabalho. “Existe espaço para o profissional da informação atuar em empresas do porte do Jornal pesquisado, desde que invista na educação continuada”, destacam, referindo-se ao jornal que foi objeto do estudo “O perfil do profissional da informação demandado por uma empresa do ramo jornalístico”.

A partir de entrevistas com os empregadores do jornal, os autores do estudo constataram o interesse em contratar profissionais com o perfil do profissional bibliotecário. “Os argumentos abordados nesse trabalho revelaram que a informação é uma importante ferramenta para o sucesso e sobrevivência de qualquer empresa”, destacam.

O jornal em questão, de acordo com o estudo, realizou inúmeros investimentos em novas tecnologias e aperfeiçoamento dos profissionais presentes na equipe. “As exigências apontadas pelos participantes da pesquisa para contratar o profissional da informação para atuar no interior de sua empresa foi o perfil de um indivíduo inovador, dinâmico e, principalmente, pró-ativo e de atitudes éticas”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/745/pdf_51

Marca-país Brasil: percepção de estrangeiros afeta turismo

Os Estados Unidos ocuparam, até recentemente, o segundo lugar entre os países que mais enviaram turistas ao Brasil. Esse número, entretanto, caiu gradualmente a cada ano. A explicação óbvia para a queda é a crise norte-americana. A pesquisadora Fabiana Gondim Mariutti, entretanto, resolveu analisar a questão à luz da consideração da marca-país Brasil. “A consideração da marca-país, como sendo a percepção da imagem e as associações da marca de uma nação – vista pelos estrangeiros, é um aspecto frequentemente presente, seja no panorama econômico, político, social, acadêmico, na moda, no esporte, no cinema e, finalmente no turismo”, explica.

Autora da dissertação de mestrado “Identidade de marca-país: comunicação da marca Brasil nos Estados Unidos da América”, defendida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Ribeirão Preto, Fabiana Gondim Mariutti defende que o Brasil necessita de estudos sobre seu próprio conceito de país de origem e, principalmente, o fortalecimento de sua identidade de marca.

A pesquisa concluiu que a Marca Brasil apresenta relações incompletas e divergências conceituais com a teoria, cujo conceito firma-se que a identidade da marca é a visão estratégica da marca. “Esse entendimento é distorcido teoricamente pela Embratur e não experimentado nas respostas dos entrevistados”, destaca a pesquisadora. “Portanto, a identidade central da marca Brasil que deveria ser a alma da marca corresponde parcialmente à desejada pela Embratur, trazendo apenas a diversidade como característica”. Além disso, aponta a pesquisa, a identidade expandida, cujos elementos dimensionais da identidade da marca são organizados em quatro perspectivas, não proporcionaram textura e integridade da marca Brasil. “Cada experiência com a Marca Brasil em contextos diversos proporciona associações com a reputação e a imagem do país”, ressalta o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde-04052012-113333/pt-br.php

Jornalismo ambiental de qualidade é característica do profissional, e não do grupo editorial, aponta tese

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A grande imprensa recorre a diversas fontes para cobrir matérias sobre o meio ambiente? Essa é uma das perguntas que nortearam a pesquisa “A cobertura jornalística sobre poluição do solo por resíduos: uma análise da produção dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo da Rio-92 a 2007”. A autora, Maria Daniela de Araujo Vianna, defendeu sua tese de doutorado na unidade de Ciência Ambiental da USP, e concluiu que a maior parte das coberturas feitas pelos dois jornais no período de 15 anos traz uma abordagem desconexa, pontual e alarmista sobre o tema. “Embora o volume de textos sobre meio ambiente seja maior na atualidade do que no passado e exista maior número de reportagens contextualizadas, isso ainda é a exceção, e não a regra nas redações”, afirma.

A autora destaca ainda que as matérias mostraram-se presas a uma visão reducionista da realidade, buscando emoldurar histórias e encaixar nelas papéis de vilões e mocinhos, justiceiros e vítimas. “A qualidade está mais associada a iniciativas individuais de profissionais do que a decisões institucionais de grupos de comunicação”.

Cientistas e jornalistas entrevistados para o estudo refletiram sobre caminhos possíveis para a cobertura jornalística sobre meio ambiente, e apontaram, entre outras coisas, a aproximação e o melhor entendimento entre jornalistas e cientistas como fatores importantes para a qualificação do debate ambiental mediado pela imprensa no Brasil.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Propagandas usam técnicas sofisticadas para atingir crianças, que não identificam manipulação; pesquisadores defendem maior rigidez na regulamentação brasileira

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O crescimento do poder de consumo do brasileiro não passa despercebido pelas agências de publicidade. Convencer o público a comprar por meio de anúncios na televisão é uma das formas mais disseminadas de publicidade, mas a prática assume complexidade e se torna perigosa diante da frágil regulamentação brasileira a respeito do assunto. “No caso do público infantil, a mídia lança mão de estratégias voltadas não somente para as próprias crianças, como também para seus pais, responsáveis e cuidadores, isto é, em última instância, os que definem a escolha e aquisição dos produtos e serviços anunciados”, afirmam os autores do estudo “Publicidade infantil: uma análise de táticas persuasivas na TV aberta”.

Fabio Iglesias, Lucas Soares Caldas e Stela Maria Santos de Lemos, da Universidade de Brasília (UNB), ressaltam que em comparação com países europeus e da América do Norte, a legislação brasileira é limitada. “A frequência elevada de táticas de persuasão é uma evidência de exposição de crianças a táticas sutis, contra as quais não têm ainda muita capacidade de resistência em função de seu desenvolvimento cognitivo”, ressaltam.

O estudo avaliou 182 peças publicitárias veiculadas nos intervalos comerciais de um programa infantil de elevada audiência da televisão aberta, duas semanas antes do Dia das Crianças. A análise revelou como principais táticas dos anunciantes a definição de um critério de decisão pela criança, a simulação de consenso social, o contar de histórias e a modelagem social. Isso quer dizer que os anunciantes brasileiros que querem atingir o público infantil não têm pudores em usar discursos nas propagandas como “Peça já para o seu pai” e “Você não vai querer ficar de fora”.

Quem não se lembra da célebre e manipuladora propaganda de bicicleta onde as crianças eram induzidas a espalhar bilhetes pela casa para que os pais não se esquecessem de comprar a bicicleta, ou outras em que crianças pequenas aparecem batendo os pés e gritando “Eu quero! Eu quero!”?

Os pesquisadores observaram que a tática mais frequente foi a de definir o critério de decisão, que apareceu em quase todas as propagandas. “Os resultados indicaram uma grande diferença no uso de táticas de persuasão entre as empresas anunciantes, o que sugere que elaboram diferentes e sofisticadas estratégias para a promoção de seus produtos”, concluem. “Isso reflete a necessidade de avanços na regulação da publicidade voltada para crianças, devido à sutileza de algumas táticas e ao fato de ser praticamente impossível a criação de uma peça publicitária livre de algumas que se mostraram constantes”, defendem os autorem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822013000100015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Ciclo de vida de empreendimentos sociais é diferente, afirma estudo

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Instituições sem fins lucrativos, ONGs e outras modalidades de empreendimentos sociais apresentam um ciclo de vida diferente dos empreendimentos tradicionais, cujo foco é o lucro. A proposta de um ciclo de vida próprio para os empreendimentos sociais é feita pelos pesquisadores Alexandre Meira de Vasconcelos e Álvaro Guillermo Rojas Lezana, da Universidade Federal de Santa Catarina. “O modelo pode subsidiar a decisão dos gestores sobre o futuro da organização, bem como de financiadores públicos e privados, gestores de redes sociais, pesquisadores, consultores, administradores públicos, entre outrosstakeholders, e abre caminho para outros estudos sobre o tema”.

Autores do estudo “Modelo de ciclo de vida de empreendimentos sociais”, eles entrevistaram fundadores de dez empreendimentos sociais de Curitiba (PR) acerca da história de vida da organização. “A análise qualitativa dos dados identificou cinco etapas de evolução (Ação Social, Associação, Visibilidade Social, Rede Social e Representatividade Social) com, respectivamente, seis momentos de crise que determinam a passagem para uma etapa posterior (Desequilíbrio Social, Identidade, Foco, Controle, Responsabilização e Ética)”, ressalta o estudo.

Segundo o estudo, a partir dos anos 1990 a participação social em decisões antes da alçada exclusiva de governos ganhou relevância e se tornou quesito obrigatório no processo de construção e transformação da sociedade, inclusive com a alteração substancial do discurso político. “As organizações formais oriundas da participação social apresentam uma variedade de tipologias, formas de atuação e origens”, destacam.

Os pesquisadores afirma ainda que estudos futuros podem se dedicar a criar um instrumento para medir e avaliar em qual fase uma organização está atualmente e em que momento se moverá para o estágio subsequente. “Esse instrumento deverá minimizar a ambiguidade de termos característicos das fases e quantificá-los”, concluem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-76122012000400007&lng=pt&nrm=iso

Marketing e Deus: o apoio de organizações religiosas

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A Igreja pode favorecer formação de capital social e propiciar motivação econômica.  Essa é a constatação do estudo “”Segurando na mão de Deus”: organizações religiosas e apoio ao empreendedorismo”.

A pesquisa investiga mecanismos de apoio ao empreendedorismo proporcionados por organizações religiosas, por meio da análise de duas organizações, uma católica e outra evangélica. “Os resultados do trabalho indicam uma confluência entre os dois casos: o pertencimento às igrejas resulta na formação de capital social orientado para as várias dimensões econômicas e no reforço religioso à motivação econômica”, destaca o estudo. “As diferenças, contudo, encontram-se na representação religiosa do significado do sucesso econômico e na articulação e fechamento de suas respectivas redes sociais”.

Os professores autores da pesquisa, Mauricio Custódio Serafi, Ana Cristina Braga Martes e Carlos L. Rodriguez observaram ainda que, no caso da experiência neopentecostal, a ênfase recai mais diretamente sobre as vantagens do pertencimento à Igreja e suas redes. “Os recursos organizacionais aparecem revestidos por um discurso que apela para um novo tipo de chamado, secular, mas sacralizado: o direito de ser rico e feliz, que Deus a todos concede, desde que abençoados na Terra pela igreja e não mais como predestinados, como no caso do calvinismo”, ressaltam. “Nesse sentido, ser rico e feliz adquire um caráter quase coercitivo de um dever para com Deus, o que acaba por legitimar o papel ativo da Igreja diante dos negócios”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75902012000200008&lng=pt&nrm=iso

Lojas de conveniência e parceria em trade marketing: motivações, estrutura e atribuições

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Que motivações levariam o setor de lojas de conveniência a adotar o trade marketing? Integração entre as áreas de marketing e de vendas, o termo foi analisado no estudo “Trade marketing no setor de lojas de conveniência”. Os autores, Victor Manoel Cunha de Almeida, Leonardo Siano Penna, Gilberto Figueira da Silva e Flávia D’Albergaria Freitas, descrevem as motivações para a adoção do trade marketing no setor de lojas de conveniência, bem como suas atribuições e posição na estrutura organizacional.

Por meio do estudo de casos múltiplos de quatro redes de lojas de conveniência, além de cinco fabricantes indicados pelas redes pesquisadas, os autores constataram que a existência de uma área formal de trade marketing não é condição suficiente para garantir a colaboração entre os fabricantes e os varejistas de lojas de conveniência. “As ações de trade marketing são desenvolvidas e negociadas com o franqueador, todavia sua execução ocorre na instância do franqueado”, destacam. “Trata-se, portanto, de uma relação tripartite (tríade) composta por fabricante, franqueador das lojas de conveniência e seus franqueados”.

De acordo com os pesquisadores, fatores como a presença de sistema de informação de vendas, alta frequência semanal de compras e capilaridade de sua distribuição geográfica possibilitam à indústria vislumbrar a implementação de ações de trade marketing de escopo nacional, mais customizadas e mais criativas que no grande varejo. Ambiente de loja que agrega serviços e exposição diferenciada, menor sensibilidade do comprador aos preços e possibilidade de margens superiores também fazem parte de alguns dos fatores apontados no estudo. “A indústria ainda não se depara com elementos restritivos existentes no grande varejo, como a intensa presença das marcas próprias (que só aparecem timidamente nas lojas de conveniência) e as rígidas políticas contratuais de fornecimento”.

O estudo ressalta, porém, que apesar de as negociações das ações de trade marketing serem centralizadas junto ao franqueador, a logística, a execução e o controle das ações são fragmentados por toda a rede de franqueados. “Isso resulta, consequentemente, em diferença estrutural entre o trade marketing no grande varejo e nas redes de lojas de conveniência”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75902012000600006&lng=pt&nrm=iso

Proteção da propriedade intelectual e o livro digital

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A maneira como a indústria editorial aloca recursos revela suas estratégias para apropriação de lucro. Com base nessa premissa, a pesquisa “O livro digital no mundo editorial e a evolução histórica do copyright e das estratégias de apropriação de lucro”, investiga os efeitos positivos e negativos da proteção da propriedade intelectual.

A investigação abrange estes efeitos sobre o bem-estar social e sobre os mecanismos contratuais e estratégias empregados pelos agentes econômicos em relação ao delineamento jurídico copyright.

Defendida por Lemilson José Cavalcanti de Almeida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a dissertação de mestrado apresenta ainda uma comparação das práticas brasileiras no setor com as dos Estados Unidos, Reino Unido e França. “Antes de almejar lucro, a indústria editorial busca acordar uma nova organização setorial para a criação e a distribuição de excedentes”, conclui o autor.Ele afirma ainda que essa nova organização vai impactar em uma nova forma de especialização e coordenação da produção.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Mulheres de baixa renda consomem produtos de beleza como forma de compensação

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O uso de produtos de beleza pode ser uma forma de mulheres de baixa renda reduzirem pistas visuais de sua condição social, evitando situações constrangedoras ou mesmo humilhantes. Essa é uma das análises do estudo “Valores que motivam mulheres de baixa renda a comprar produtos de beleza”, dos pesquisadores Mariana Nazaré Livramento, Luis Fernando Hor-Meyll e Luís Alexandre Grubits de Paula Pessôa. “Mais do que um capricho, os produtos desempenhariam o papel de preservar a dignidade do indivíduo”, ressaltam eles, destacando que os relatos coletados para a pesquisa revelam forte percepção das entrevistadas de que sofrem discriminação social, inclusive em seu próprio ambiente.

O trabalho tem como objetivo identificar valores individuais que motivam mulheres de baixa renda, mesmo vivendo com severas limitações financeiras, a comprar produtos de beleza, e que poderiam, à primeira vista, ser considerados itens supérfluos. Os pesquisadores realizaram entrevistas com mulheres no Rio de Janeiro, e concluíram que a marca dos produtos selecionados para compra por essas mulheres surgiu como fator importante em suas escolhas, não para obter status, mas como garantia da qualidade dos produtos. “Este trabalho buscou ampliar o conhecimento sobre o comportamento de consumo dos grupos sociais na base da pirâmide, examinando questões ainda pouco exploradas, como valores de sua subcultura”, explicam.

O relato de uma das entrevistadas, faxineira, afirmando que após um dia de trabalho extenuante maquiar-se e cuidar dos cabelos era indispensável antes de retornar para casa, reforça a análise. Sentir-se mais bonita e cuidada era a forma que restava para reconquistar sua dignidade, nas próprias palavras da entrevistada.

Os pesquisadores destacam ainda que o valor percebido, entendido como o preço pago em relação à qualidade do produto, surgiu como importante fator de influência na decisão de compra de produtos de beleza. O preço, por sua vez, parece ser fator eliminatório, já que a compra de itens caros desequilibraria o orçamento familiar, comprometendo ainda mais a satisfação de necessidades básicas da família. “A qualidade percebida, entretanto, também parece ser crucial, já que, uma vez comprado o produto, seja ele barato ou caro, terá que ser totalmente utilizado, pois sua recompra seria proibitiva”.

Fonte: Revista de Administração Mackenzie.

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