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Caso de polícia? Análise do sistema educacional brasileiro


É chocante assistir a professores serem brutalmente atacados pela polícia em manifestações públicas que exigem nada mais que condições dignas para seu trabalho. Mais chocante ainda é observar a repetição dessa brutalidade, mesmo diante do consenso de que a profissão de professor é desvalorizada a ponto de muitos recearem que, se o governo brasileiro não modificar profundamente o sistema, haverá escassez gritante de professores.

Por que, afinal, não se consegue articular discursos coerentes que conduzam à melhoria do sistema de ensino brasileiro, satisfazendo todas as partes envolvidas nesse sistema? Será uma utopia um sistema de ensino onde professores sentem-se valorizados e pessoalmente realizados pelos resultados de seu trabalho e pela sua remuneração, ao mesmo tempo em que alunos terminam seus ciclos de estudos cientes de que receberam uma formação sólida que os preparou para as próximas etapas?

Interessado nas possibilidades e nos limites da construção de um Estado de direitos, assim como do fortalecimento da esfera pública, o pesquisador Miguel G. Arroyo aprofundou-se nos referenciais teóricos com que tem sido analisada a construção do sistema de educação. “Ao atrelar a construção de um sistema de educação à cooperação entre os entes federados, que possibilidades e limites coloca a garantia do direito de todos à educação?”, questiona o pesquisador.

Essa e outras questões estão presentes no estudo “Reinventar a política – reinventar o sistema de educação”. O autor ressalta: “Depois de algumas décadas de tentar a contra-hegemonia pelo pensamento crítico, pela conscientização por currículos anti-hegemônicos, idealizados como semeadores do dissenso, o que experimentamos é que a paz nos campos, nas vilas, nos conglomerados, nas ruas e até nas escolas não passa por acentuar um sistema educacional que faça o jogo de consenso integrador”.

Consenso e dissenso são analisados no estudo, que argumenta: “Como garantir igualdade de direitos em um padrão de poder no qual o poder dos entes federados é tão assimétrico?”. O pesquisador destaca ainda que, “quando se opta por privilegiar processos de um mínimo sobreviver, não há lugar nem para o jogo do consenso nem do dissenso”.

A partir do questão “Educar para o consenso ou suprimir o dissenso?”, o autor argumenta que “o discurso sobre a necessidade de um sistema articulado, de qualidade, tem destacado a necessidade de socializar os trabalhadores e os cidadãos para o consenso na cultura nacional, nos valores da ordem”. Segundo ele, “não por acaso a questão operária foi uma questão de polícia, como as questões agrária, da paz nas favelas e nos conglomerados continuam uma questão de polícia, de repressão e de extermínio”.

Por quanto tempo ainda a questão da educação será no Brasil caso de polícia?

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302013000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Mulheres no poder: pesquisa aponta satisfação, desafios e motivações para empreendedorismo feminino

O melhor investimento para transformar a sociedade é investir nas mulheres. Com essas palavras, a pesquisadora Eva G. Jonathan encerra seu estudo “Mulheres empreendedoras: o desafio da escolha do empreendedorismo e o exercício do poder”. A frase, na verdade, faz parte de um dos depoimentos colhidos pela pesquisadora, que analisou 149 empreendedoras do Rio de Janeiro. Destas, 116 possuíam empreendimentos em segmentos variados da economia, 16 eram empreendedoras de alta tecnologia (Tecnologia de Informação e Biotecnologia) e 17 eram líderes de empreendimentos sociais sem fins lucrativos.

A pesquisa analisou as respostas a partir de dois aspectos: o desafio enfrentado por mulheres que escolhem o empreendedorismo como forma de se inserir na esfera pública do trabalho, e a forma de conduzir seus empreendimentos. “A análise de como as mulheres contemporâneas lidam com a multiplicidade de papéis sugere a relevância que conferem ao ato de fazer escolhas sem pressões ou cobranças. Uma necessidade a ser reconhecida pela sociedade como um todo”, destaca a autora do estudo.

Desejo de auto-realização e necessidade de criar uma forma de se inserir no mercado de trabalho são apontados pelo estudo como principais motivações para mulheres empreendedoras. “O empreendimento próprio emerge como algo desafiador, prazeroso, no qual podem imprimir seus próprios valores e formas de ser/agir e que permite exercer sua capacidade de decisão”.

Alguns depoimentos do estudo ressaltam a análise da pesquisadora, como o da entrevistada de 43 anos, empreendedora na área de serviços: “Eu não queria mais trabalhar para ninguém, eu queria ter um negocinho que fosse pequenininho, mas que fosse meu, que tivesse […] o meu jeito, que eu tava cansada de receber ordens […]”.

A busca de independência e/ou estabilidade financeira também aparece como um motivo de peso, assim como as mudanças na vida privada – separação conjugal, mudança de cidade, crescimento dos filhos – ou profissional das empreendedoras. “Quando saí da empresa […] eu estava em uma faixa etária que era considerada velha […], então, eu tive que abrir o meu próprio negócio, porque ninguém aceita uma mulher com quarenta e poucos anos […]”, conta uma empreendedora de 56 anos, da área de comércio. “Fiquei completamente fora do mercado de trabalho, porque me formei […], não fiz nada […], fiquei desesperada […]”, afirma outra, de 42 anos, também da área de comércio

Os dados encontrados pela pesquisadora indicam ainda que a experiência de ser empreendedora acarreta, principalmente, uma vivência de bem-estar subjetivo, sendo intensos os sentimentos de satisfação pessoal e de autorrealização experimentados. “O exercício de criatividade, a liberdade de ação, a identificação com aquilo que faz, as conquistas diárias, entre outros aspectos, alimentam tais sentimentos e promovem auto-estima, contribuindo para a construção de uma auto-imagem de vencedora”, destaca o estudo.

O estudo aponta ainda outro lado do empreendedorismo feminino: as entrevistadas percebem certos desgastes e custos, tais como ter pouco tempo para si e para a família, possuir uma pesada carga horária de trabalho e ter o lazer prejudicado. Aparentemente, não é motivo para desânimo ou arrependimentos. “Ênfase maior é dada (pelas empreendedoras entrevistadas) aos benefícios do envolvimento e da atuação em diversas áreas, destacando-se o orgulho pelas realizações, o respeito próprio, as conquistas diárias no trabalho, além da boa relação com filhos, familiares, funcionários e outros parceiros do trabalho”, ressalta a pesquisadora.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-56652011000100005&lng=pt&nrm=iso

Falta de mão de obra especializada e exclusão digital prejudicam projetos de Telefonoaudiologia


Os pontos fortes de projetos na área de Telefonoaudiologia estão concentrados na competência administrativa, enquanto os pontos fracos estão identificados na competência de sustentabilidade, necessitando de ações específicas para diminuir os efeitos negativos durante a execução destes projetos pelos seus responsáveis. Estas são as conclusões do estudo “Aplicação de instrumento administrativo para orientação das pesquisas em Telefonoaudiologia na Faculdade de Odontologia de Bauru”, do pesquisador Paulo Marcos Zanferrari. “A importância da Telessaúde no âmbito da medicina propagou-se de forma exponencial, demonstrando capacidade de maximizar resultados, sendo utilizada rapidamente na área de Fonoaudiologia, podendo ser denominada de Telefonoaudiologia”, explica o pesquisador.

Docentes responsáveis por 32 projetos desenvolvidos no Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, SP, na área de Telessaúde, foram entrevistados pelo pesquisador para sua dissertação de mestrado, defendida na Faculdade de Odontologia da USP Bauru.

O objetivo do trabalho era desenvolver um instrumento para criar linhas de orientação das pesquisas dos projetos, além de identificar os pontos fortes e fracos dos projetos analisados e suas possíveis causas. “A pesquisa mostrou que o domínio dos pontos fortes e pontos fracos dos projetos, associados a especialização do capital humano, a maximização do tempo e a atualização dos recursos digitais são insumos importantes para ampliar os benefícios dos projetos de Telessaúde, rumo à vantagem competitiva organizacional”, ressalta o autor.

Foram identificados como pontos fortes a missão do projeto, a qualidade das informações, os canais de comunicação e os benefícios proporcionados aos usuários, tendo como principais causas a utilização de multimeios específicos, a educação continuada, a quantidade de informações disponibilizadas e o comprometimento do capital humano. Em relação aos fatores negativos, os resultados indicam a ausência de especialização da mão de obra em determinadas etapas do projeto, a falta de atualização de hardware e software, a exclusão digital dos usuários e a obsolescência do projeto. “As principais causas desses pontos fracos estão concentradas na dificuldade de suporte técnico, profissionais para divulgação e treinamento, estratégias de marketing e a manutenção dos projetos desenvolvidos”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-14082013-103242/pt-br.php

Programas de Qualidade de Vida no Trabalho: pesquisador aponta acidentes, doenças e mortes no trabalho como conseqüências da alienação


Programas de Qualidade de Vida do Trabalhador, segundo o pesquisador José Newton Garcia de Araújo, fazem parte de estratégias de manipulação-sedução do trabalhador. Autor da pesquisa “Qualidade de vida no trabalho: controle e escondimento do mal-estar do trabalhado”, o pesquisador analisa os programas de qualidade de vida sob a luz do capitalismo, revendo análises de Marx sobre o sistema de trocas que faz da alienação a essência do trabalho. “Tal modo de produção continua sendo uma fonte permanente de acidentes, doenças e mortes no trabalho, fazendo milhões de vítimas, anualmente, em todo o planeta”, destaca o estudo.

De acordo com o pesquisador, as relações entre capital e trabalho se traduzem em um conflito inconciliável, que os ideólogos da gestão de recursos humanos tentam, no entanto, ‘desconhecer’ ou ocultar. “As sucessivas inovações tecnológicas estão orientadas para a redução e posterior eliminação do homem, nos processos de produção, embora isso só seja parcialmente possível”.

O autor questiona ainda algumas categorias de qualidade de vida no trabalho. “Não passam de um rol de itens bem-intencionados e vazios, pois negados, via de regra, pela realidade cotidiana do trabalho, nos mais diversos modelos de empresas, sejam elas públicas ou privadas, nacionais ou multinacionais, grandes, médias ou microempresas”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1981-77462009000300011&script=sci_abstract&tlng=pt

Proatividade, ética e educação continuada: pesquisa aponta características desejadas de profissionais da informação


Catalogação e classificação de conhecimento foi por muito tempo o foco tanto da formação quanto da atuação dos profissionais da área de informação. Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, a dinamização do mercado de trabalho e a globalização das empresas, estas funções ampliaram-se, abrindo novas frentes de trabalho inclusive em meios de comunicação. Para atender à nova demanda, entretanto, os cursos superiores e os próprios profissionais precisaram adaptar-se. Os pesquisadores Edileuda Soares Diniz, André Pena e Leandro Damaceno Gonçalves apontam para a necessidade do profissional da informação apresentar-se como um indivíduo pró-ativo e que saiba agir com ética no ambiente de trabalho. “Existe espaço para o profissional da informação atuar em empresas do porte do Jornal pesquisado, desde que invista na educação continuada”, destacam, referindo-se ao jornal que foi objeto do estudo “O perfil do profissional da informação demandado por uma empresa do ramo jornalístico”.

A partir de entrevistas com os empregadores do jornal, os autores do estudo constataram o interesse em contratar profissionais com o perfil do profissional bibliotecário. “Os argumentos abordados nesse trabalho revelaram que a informação é uma importante ferramenta para o sucesso e sobrevivência de qualquer empresa”, destacam.

O jornal em questão, de acordo com o estudo, realizou inúmeros investimentos em novas tecnologias e aperfeiçoamento dos profissionais presentes na equipe. “As exigências apontadas pelos participantes da pesquisa para contratar o profissional da informação para atuar no interior de sua empresa foi o perfil de um indivíduo inovador, dinâmico e, principalmente, pró-ativo e de atitudes éticas”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/745/pdf_51

Método da Escavação: contribuição para diminuir lacunas na formação acadêmica do profissional de Terapia Ocupacional


O Método da Escavação, em Terapia Ocupacional, foi desenvolvido com base na prática clínica e acadêmica, com o objetivo de contribuir para diminuir as lacunas na formação acadêmica do profissional de T.O. Essas lacunas, segundo as pesquisadoras Eliana Anjos Furtado e Maria Clara Bueno Fischer, ocorrem nas implicações técnicas e metodológicas da função de terapeuta ocupacional, na compreensão e assimilação do perfil profissional e no entendimento do papel da atividade humana como recurso terapêutico.

Autoras do estudo “Método da escavação em terapia ocupacional: um dispositivo dinâmico a três pólos?”, as pesquisadoras analisaram a experiência com o método em um grupo de alunos do Instituto Metodista de Porto Alegre (IPA), participantes do Grupo de Estudos sobre Atividade Humana (Geah).

O Método da Escavação originou-se da prática clínica e docente da pesquisadora Eliana Furtado em seus trinta anos de atividades. O Método foi experimentado pelo Geah e iniciou suas atividades no segundo semestre de 2005, e após avaliação positiva do colegiado do curso, foi instituído como atividade acadêmica curricular complementar entre 2006 e 2009.

O objetivo inicial do Método, segundo o estudo, era desenvolver uma atividade acadêmica que articulasse experimentação de atividade de ensino diferenciada e prática investigativa com os alunos. “A dinâmica do grupo promoveu o desenvolvimento da capacidade perceptiva e de observação dos alunos sobre a atividade humana”, destacam as autoras.

Após analisar os resultados da experiência, as pesquisadoras observaram que a vivência do método permitiu a confrontação e o entrecruzamento de saberes e valores entre o polo da experiência e o polo conceitual que compõem a terapia ocupacional. “Os discentes renormatizaram saberes e ressignificaram suas vidas cotidianas e experiências de trabalho, reafirmando o poder terapêutico e criador da atividade humana”, concluem.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462011000400009&lng=pt&nrm=iso

Estudo aponta que mulheres identificam demandas de mercado e estão empreendendo mais na indústria


As mulheres chegaram para ficar. Quem afirma é o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, tomando por base os resultados do estudo “As mulheres empreendedoras no Brasil”. A pesquisa aponta que, se no inicio da década de 2000 a maioria das mulheres empreendedoras apostava na prestação de serviços, hoje a presença de mulheres donas de seus próprios negócios está crescendo no setor industrial.

O estudo do Sebrae observou ainda que as mulheres empreendedoras apresentam maior grau de escolaridade, têm mais acesso a informações e ousam empreender em atividades antes predominantemente masculinas.“Elas não empreendem apenas para complementar a renda da família ou como passatempo. Abrem empresas por identificar uma demanda de mercado e estão se perpetuando como empresárias de sucesso, sem espaço para amadorismo”, afirma o presidente do Sebrae.

Além do crescimento de mulheres empreendedoras, a pesquisa apontou que seus negócios estão dando certo: em dez anos, a taxa de mulheres donas de negócios que são responsáveis pela maior renda da família subiu de 27% para 37%.

O estudo do Sebrae mostra ainda que as empresas comandadas por mulheres permanecem por mais tempo no mercado, o que é algo extremamente importante diante do número alto de empresas que fecham as portas nos primeiros dois anos de atividade.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Fonte:  Revista Exame.

Impacto das novas tecnologias no ensino superior em cinema e audiovisual: pesquisa analisa transformações e demandas do mercado de trabalho


Qual o impacto da tecnologia digital sobre o ensino superior de ensino e audiovisual? Disposta a estudar as transformações da área, a pesquisadora Luciana Rodrigues Silva analisou documentos de escolas de cinema nacionais e internacionais e entrevistou professores, alunos e profissionais já formados. “Verificamos que o número de escolas de cinema e audiovisual brasileiras cresceram em 250%, potencializado por políticas públicas para a educação, pelas facilidades trazidas pelas tecnologias emergentes e pela intensificação de interesse dos jovens que nasceram em meio a um universo saturado de imagens e sons”, ressalta a pesquisadora.

Autora da tese de doutorado “O cinema digital e seus impactos na formação em cinema e audiovisual”, defendida na Escola de Comunicações e Artes da USP, constatou, por meio das entrevistas, que professores de ensino superior da área consideram o envolvimento das novas gerações com o cinema superficial.

Ao mesmo tempo em que se familiarizam com as novas tecnologias muito cedo, falta-lhes aprofundamento na arte de contar uma história.  “Embora o básico de contar histórias pela representação da ações seja o mesmo desde os gregos antigos, tornando seu ensino ainda fundamental, o público mudou e a dramaturgia contemporânea configurou-se com os hipertextos, a interação, a hipermídia, aproximando-se cada vez mais dos jogos que, ao seu tempo, têm na linguagem cinematográfica a sua matriz”, descreve a pesquisadora.

A demanda do mercado de trabalho também foi abordada na tese. “Estimular o pensar no ensino da dramaturgia para grandes e pequenos conteúdos, filmes para diferentes mídias e janelas, e para jogos eletrônicos, não só é importante para a melhoria dos conteúdos audiovisuais como para a ocupação de postos de trabalho, pois já é uma demanda dos mercados”, conclui.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-10052013-162929/pt-br.php

Enfermeiros-gerentes: pesquisa aponta deficiências e facilitadores na formação acadêmica em enfermagem


A profissão de enfermeiro possui uma divisão do trabalho entre os diferentes membros de uma equipe. Dispostos a compreender a contribuição do ‘ser enfermeira’ no cotidiano de trabalho do ‘ser gerente’ no contexto hospitalar, os pesquisadores Ludmila Mourão Xavier-Gomes e Thiago Luis de Andrade Barbosa desenvolveram o estudo “Trabalho das enfermeiras-gerentes e a sua formação profissional”.

Por meio de entrevistas com enfermeiras de três instituições hospitalares, os pesquisadores constataram que a formação acadêmica de enfermagem conferiu às enfermeiras o conhecimento e as habilidades para o exercício profissional e para a adoção de uma visão administrativa. “A vivência do ‘ser enfermeira’ é descrita como facilitadora das funções gerenciais”, destaca o estudo.

Também se observaram deficiências na formação acadêmica relacionadas às funções administrativas. “Percebe-se que o ensino de graduação na enfermagem necessita ser reordenado, buscando a formação de profissionais que estejam em sintonia com as rápidas transformações da sociedade contemporânea”.

Em relação ao perfil das enfermeiras-gerentes pesquisadas, verificou-se que a maior parte (70%) era constituída de profissionais com até 40 anos, e 27% encontravam-se na faixa etária entre 41 e 50 anos. “Percebem-se, assim, profissionais jovens nos cargos de gerência”, afirmam os pesquisadores. Quanto ao perfil profissional, 33% concluíram o curso de graduação em instituições privadas e 67%, em universidades públicas. Em se tratando da formação acadêmica, 45% das gerentes possuíam entre seis e dez anos de formada; 33%, de um a cinco anos; e apenas 22%, mais de vinte anos de formada. Quanto à qualificação, todas realizaram cursos de pós-graduação lato sensu, sendo que 55% eram especialistas em administração hospitalar. Quanto ao tempo de cargo de gerente, 78% possuíam de um a três anos no cargo e apenas 22% tinham mais de cinco anos à época da coleta de dados para a pesquisa.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462011000300006&lng=pt&nrm=iso

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