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Vida de cachorro: antropólogo analisa obesidade entre animais domésticos


Qual a relação da obesidade de animais domésticos com a obesidade de um modo geral? “Animais de estimação gordos costumavam ser, para muitas pessoas, engraçados e adoráveis”, afirma o antropólogo Don Kulick, da Universidade de Chicago. Ainda que muitas pessoas continuem associar animaizinhos gordos, especialmente gatos, a beleza e encanto, cada vez mais as pessoas dão-se conta que a obesidade entre animais domésticos é um problema sério. Analisando estatísticas e a maneira como a mídia retrata o fato, o pesquisador discute as maneiras pelas quais a obesidade ultrapassou a fronteira das espécies, no artigo “Animais gordos e a dissolução da fronteira entre as espécies”.

O autor do estudo aponta ainda sinais de comportamento para os quais os donos são instruídos a ficar atentos: se o cachorro costuma parecer cansado e preguiçoso, ou se fica para trás em caminhadas, por exemplo. Se o cão arfa constantemente, precisa de ajuda para entrar no carro, resiste a brincar e late sem se levantar, também é preciso atenção. “Donos de animais de estimação também podem acessar o site de qualquer companhia de alimentos para animais de estimação, no qual invariavelmente encontrarão quadros com instruções, como tradutores de mimos”, ressalta o pesquisador. Os tradutores de mimos, explica o autor, informam que um biscoito pequeno para um cachorro de 9kg, por exemplo, equivale a um hambúrguer para um humano.

O pesquisador chama atenção ainda para a mudança de sentido da expressão “vida de cachorro”: se antes indicava privação, hoje muitas vezes é sinônimo de mimos. “A obesidade de animais de estimação desenvolveu-se ao se deslocarem os animais de estimação do quintal para o quarto, ao começarem a comer melhor que muitos humanos”, destaca, mencionando livros de culinária com receitas indicadas para animais de estimação que levam até melaço.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132009000200006&lng=pt&nrm=iso

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Ensinando crianças autistas a interagir com cães

Conviver com um cão pode ajudar autistas a desenvolverem independência e senso de responsabilidade. É importante, entretanto, que o autista aprenda a se comportar na presença do cachorro, evitando estranhamentos de ambas as partes. É provável que o autista tenha reações semelhantes às de qualquer criança na presença de cães, e queira apertar o animal, mexer em seu focinho, orelhas e boca ou então puxar seu rabo. Isso pode assustar ou deixar o cão bravo, que, para defender-se, pode rosnar ou até ameaçar morder.

O primeiro passo, portanto, é ensinar ao autista que ele deve manter a calma diante do cachorro, mostrando e dizendo claramente o que ele não deve fazer para que o animal não se sinta ameaçado. Antes mesmo de o autista entrar em contato direto com o cão, é importante repetir algumas vezes que não se deve correr atrás do animal se esta ainda não for uma brincadeira corriqueira. Sempre que se depararem com um cão, os pais podem aproveitar para explicar que os cães não gostam de ser abraçados e se assustam quando alguém fala alto com eles.

Explicar as conseqüências de um comportamento errado com cachorros, como mordidas, também é essencial, assim como explicar o porquê dessa reação do animal. O mesmo vale para os cuidados que o cachorro receberá – como alimentação, colocar guias para passeio, banhos e escovação – e dos quais o autista poderá participar, conforme sua própria vontade e o temperamento do animal.

Ensinar que não se deve mexer no animal enquanto ele estiver comendo ou dormindo, por mais dócil que ele seja, pode evitar surpresas desagradáveis, assim como mostrar ao autista os sinais que o animal envia quando está bravo ou quer ficar sossegado, e a melhor maneira de acariciar o animal, suavemente.

Isso tudo pode ser feito com a ajuda de um animal de pelúcia, ou, conforme a disposição da família, com teatrinhos e ilustrações. Com alguns cuidados, o autista pode ganhar um grande amigo, que o acompanhará fielmente por muitos anos, como só os cães são capazes.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Comunicação cão-homem: pesquisadora investiga intenção do animal por trás dos sinais

Canis familiaris: nome científico para cão doméstico. Quem tem ou já teve um sabe o quanto eles são capazes de se comunicarem com os donos. Mais do que isso, parecem nos compreender antes mesmo do que muitas pessoas com quem tentamos expressar nossos sentimentos em palavras. Histórias a respeito de cães que percebem quando seus donos estão tristes, oferecendo carinho, são inúmeras.

Os cães também se comunicam com seus donos quando desejam ou precisam de algo: eu mesma tive uma cadela de estimação que chacoalhava as chaves enfiadas na fechadura da porta do apartamento quando queria dar uma voltinha para “ir ao banheiro”.

Disposta a analisar a comunicação dos cães com seus donos, a  pesquisadora Carine Savalli Redigolo levantou uma questão sobre a produção de sinais pelos cães para se comunicar com o ser humano: “os cães são capazes de se comunicar usando sinais direcionados a algum item de interesse no ambiente e com intenção de manipular seus tutores de tal forma a recebê-lo?”.

O interesse de Carine levou à tese de doutorado “Comunicação funcionalmente referencial e intencional nos cães (Canis familiaris)”, defendida no Instituto de Psicologia da USP. “Como intencionalidade não é possível de mensurar, alguns critérios operacionais podem ser considerados como requisitos para qualificar um sinal comunicativo como funcionalmente referencial e intencional”, explica a autora do estudo.

Carine Savalli Redigolo descreve esses requisitos: o sinal deve ser usado socialmente (para ser, antes de mais nada, considerado um sinal comunicativo) e influenciado pela direção da atenção visual do receptor. “Além disso, o emissor do sinal deve apresentar alternância de olhares entre o receptor e o objeto ou evento a ser comunicado e comportamentos de chamar a atenção”. Por fim, o emissor deve persistir e elaborar a comunicação quando a primeira tentativa de manipular o receptor falhar.

A pesquisadora encontrou evidências de que os cães usam comportamentos, especialmente a alternância de olhares entre o tutor e comida, como sinais comunicativos de uma maneira funcionalmente referencial e intencional. “Esse estudo não permite separar se os comportamentos adaptativos dos cães baseiam-se em mecanismos simples ou em uma teoria da mente do seu tutor”, ressalta. “Ainda assim, ele mostra nos cães propriedades dos comportamentos comunicativos similares aos dos pongídeos (família de macacos formada por orangotangos, gorilas e chimpanzés) que vivem em cativeiro”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para ler o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-16072013-122824/pt-br.php

Equoterapia melhora controle cervical em criança com paralisia cerebral, destaca estudo de caso

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O tratamento fisioterápico baseado no trote de cavalos – a equoterapia – aplicado a uma criança de dois anos com paralisia cerebral demonstrou grande eficiência no ganho do controle cervical e de tronco. A conclusão é resultado do estudo de caso “Influência da equoterapia no controle cervical e de tronco em uma criança com paralisia cerebral”, dos pesquisadores Alessandra Gregório e Eddy Krueger.

A equoterapia é um método fisioterápico que se baseia na utilização do trote do cavalo como meio de tratamento em pacientes com sequelas sensoriais e motoras decorrentes de distúrbios neurológicos. “A socialização com o fisioterapeuta e o condutor auxilia no aspecto de inclusão social”, ressaltam os pesquisadores.

Com diagnóstico médico de tetraparesia espástica, a criança estudada foi avaliada antes e após o término das sessões de equoterapia, utilizando a escala de Gross Motor Function Measure (GMFM). A equoterapia foi desenvolvida durante dez sessões de trinta minutos, utilizando montarias distintas. A criança frequenta a escola para alunos especiais APAE, e durante o tratamento com a equoterapia não recebeu intervenção de outras terapias, como fisioterapia convencional.

A avaliação considerou 88 itens, divididos em cinco dimensões: A, deitar e rolar; B, sentar; C, engatinhar e ajoelhar; D, em pé; e E, correndo e pulando. As duas primeiras dimensões foram utilizadas no estudo, e as análises demonstraram o aumento de 19,5% e 7,7% para as dimensões A e B da escala GMFM, respectivamente. “No aspecto psicológico e social o responsável relata que a criança, após a equoterapia, está interagindo com as pessoas, além de ter aumentado o tempo de concentração desenvolvendo de forma eficiente a realização de atividades como acariciar os cabelos e tentar segurar a mamadeira”, destaca o estudo.

Conheça o trabalho completo no site: http://www.uniandrade.br/revistauniandrade/index.php/revistauniandrade/article/view/64/47

 

Vacinação contra raiva focada em cachorros pode aumentar abandono de gatos, alerta estudo

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Número de pessoas com gatos de estimação aumenta, mas campanhas de vacinação ainda estão focadas em cachorros

O estilo de vida moderno, com muito tempo perdido no trânsito e moradias cada vez menores, vem  causando o aumento no número de pessoas que optam por adotar um gato como animal de estimação.

As autoridades, entretanto, parecem não ter se dado conta disso, e as campanhas de vacinação contra raiva continuam centrada em cachorros. Normalmente realizadas a céu aberto, com grande presença de cães, o modelo dessas campanhas inibe a adesão de pessoas que queiram vacinar seus gatos.

O pesquisador Gelson Genaro, autor do estudo “Gato doméstico: futuro desafio para controle da raiva em áreas urbanas?”, afirma que, em breve, esse modelo de vacinação antirrábica deverá ser revisto. “As características etológicas do felino doméstico deverão ser consideradas para se estabelecer estratégias mais adequadas para que se vacine o número de animais recomendado”, recomenda.

O objetivo da pesquisa de Gelson Genaro foi estimular o debate a respeito da presente e, possivelmente, da futura relevância crescente do gato doméstico, no que se refere à saúde pública, com ênfase para a raiva (animal/urbana). “A literatura científica que trata do papel específico do gato em relação às zoonoses ainda é reduzida”, alerta ele.

Segundo o estudo, a raiva é, ainda hoje, grave problema de zoonose, entretanto, sua importância é relativa, segundo o local estudado, observando-se situações diametralmente opostas como: encontra-se erradicada em alguns países e em outros (por exemplo, na Índia) há situação preocupante ainda registrada, e vários países do Continente Sul-Americano vivem situação preocupante.

O pesquisador chama atenção ainda para o crescente abandono e pouco cuidado que a população humana dedica a seus animais domésticos, em particular nas cidades brasileiras. Ele menciona estudos que apontam que apenas 1/3 dos gatos passam sua vida com o mesmo dono, e um dos motivos é o abandono. “Esses números são especialmente preocupantes se considerar isso uma tendência que pode ser reproduzida também em nosso país”, conclui o autor.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-736X2010000200015&lng=pt&nrm=iso

Adoção de cães é tema de mestrado na USP

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Ao contrário do que muita gente pensa, o sucesso de uma adoção de cão pode estar mais relacionada às experiências anteriores do adotante com animais de estimação do que com as características físicas e comportamentais do cão adotado.

Essa é uma das conclusões da pesquisadora Lígia Issbemer Panachão, autora da dissertação de mestrado “Acompanhamento de adoções de cães realizadas em centros de zoonoses do Estado de São Paulo”, defendida na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da Universidade de São Paulo (USP).

Com o objetivo de analisar a relação entre as características dos cães residentes em centros de controle de zoonoses à espera de adoção e o tempo de permanência destes cães nos centros, a pesquisadora observou 165 cães.

A seleção foi feita aleatoriamente em centros de zoonoses dos municípios de São Paulo, capital, e Guarulhos, no Estado de São Paulo. As características físicas e comportamentais destes cães, utilizada por Lígia Issbemer Panachão na análise, forma determinadas pela observação direta dos animais, pela consulta de prontuários e por meio de testes comportamentais e questionários respondidos por funcionários dos centros.

Analisando os resultados da pesquisa, Lígia Issbemer Panachão concluiu que o tempo de permanência dos animais nos centros não está relacionado às características levantadas de cada animal. “Esse resultado indica que tanto o score total do questionário (dado que identifica as características dos animais analisados) como o tempo de permanência nos centros de controle de zoonoses podem estar relacionados a outros fatores, como a experiência prévia das pessoas que adotam”, afirma a pesquisadora.

Fonte: Universidade de São Paulo.

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