Trabalhando com livros

black pen on white book page
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Márcio Coelho é editor de aquisições da editora Alta Books, e concedeu essa simpática entrevista ao blog. Um prazer para quem ama livros e trabalha ou pretende trabalhar com eles!

Conte um pouco sobre sua trajetória profissional.

Sou graduado em Letras com pós-graduação em Administração pela EAESP-FGV. Trabalho com livros há vinte anos, começando como editor e chegando a diretor editorial, passando por várias editoras. Em 2015 abri minha própria editora. Hoje sou editor de aquisições da Alta Books, sou responsável por trazer autores nacionais com foco em comportamento, desenvolvimento humano e gestão.

Num mundo cada vez mais digital, qual o principal desafio de se trabalhar com livro físico?

O mundo fica cada vez mais digital, mas o livro físico só se fortalece, é só olhar a quantidade de clubes de assinatura de livros físicos que existem no Brasil e no mundo. A visão de quem  está de fora do mercado, é sempre de que o digital está entrando com tudo e o físico vai acabar, mas não passa nem perto disso. É importante estar nas duas frentes, mas um complementa o outro.

Quais as características que um profissional precisa ter ou desenvolver para atuar no mercado editorial?

Paciência, não ter medo de colocar a mão na massa, ter cabeça aberta para aprender sempre e estar muito antenado ao que acontece no mundo. Ser um leitor ávido é básico.

Fale um pouco sobre sua nova função, no que consiste e o que representa em sua carreira.

Minha nova função é mais estratégica e menos operacional, quase nada operacional, na verdade. Preciso criar um catálogo de autores “celebridades”, que trazem resultado financeiro e midiático para a editora. É uma abordagem relativamente nova em minha carreira porque, apesar de já ter feito algo parecido, eu não o responsável por esse papel.

One thought on “Trabalhando com livros

  1. paciência, não ter medo e mente aberta, são qualidades difíceis de encontrar, taxa de desemprego no Brasil, 11,8% da população economicamente ativa (12,6 milhões de pessoas), crise da livraria Cultura, Saraiva, e a dificuldade de acesso aos livros, preços, bibliotecas que não funcionam nos horários adequados aos trabalhadores, e ainda, as condições socioculturais da maioria da população brasileira (desigualdades), pois clubes de assinaturas físicas (é uma parcela ínfima da classe média), e as outras mídias, TV principalmente assumiram a formação, porém mais desumanas ou estou equivocado!?!

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