Maternidade e carreira

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Unir carreira e maternidade em um mesmo estudo científico foi o objetivo dos autores do artigo Maternidade e Trabalho: Experiência de Mulheres com Carreiras Profissionais Consolidadas, publicado na edição 27 (janeiro a março de 2019) da revista Trends in Psychology, de Ribeirão Preto, SP. A partir de entrevistas com três mães, são apresentados trechos dos relatos, examinados à luz de teorias nos campos da psicologia, saúde familiar e feminismos, entre outros. “Evidenciou-se sentimento de sobrecarga pelo acúmulo de atividades, mesmo após o ingresso do bebê na creche e o retorno da mãe ao trabalho, o que corrobora a literatura sobre a temática”, conclui o estudo.

Três servidoras públicas federais participaram desse estudo, respondendo entrevistas. A análise de conteúdo qualitativa revelou que as experiências das participantes foram semelhantes em vários aspectos. As repercussões do trabalho na experiência da maternidade foram identificadas desde a gestação, considerando as preocupações frente às mudanças decorrentes da maternidade e à conciliação das demandas profissionais. Sentimentos de insegurança e ambivalência também se fizeram presentes quando do ingresso do bebê na creche e do retorno da mulher ao trabalho.

As entrevistas apresentam, entre outros tópicos, como essas mães se organizaram para receber os filhos. O estudo ressalta que desde a gestação foram identificados movimentos de adaptação, visando ao gerenciamento das demandas da maternidade e do trabalho, sendo que o apoio familiar, social e organizacional recebido pelas participantes contribuiu para esse gerenciamento. “[Durante a gravidez] comecei a dedicar alguns dias para me dedicar a ele também. Comecei a perceber que podia fazer as duas coisas, mas precisava ter algum tempo para ele, algo que não precisava ter antes (M2); Comecei a organizar minha vida de acordo com ele. Eu acho que por muito tempo ainda será assim. Tudo o que faço, como organizo meus horários, é feito de acordo com ele, certo? Até ele se tornar mais independente”, relatou uma das mães entrevistadas.

O artigo é de autoria dos pesquisadores Gabriela Dal Forno Martins, Cláudia Luiz Leal, Beatriz Schmidt e Cesar Augusto Piccinini. Para conhecer o artigo completo (em inglês), clique aqui.

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