Qualificando a expressão oral

Foto Fernanda Pompeu (1)

Fernanda Pompeu – escritora e blogueira – é facilitadora da palavra e do texto. Mantém o blog Acelera Texto (www.aceleratexto.com.br) que trabalha conteúdos de gramática e estilística para destravar e inspirar a expressão verbal, particularmente nas mídias sociais. Fernanda concedeu esta entrevista ao blog Meunomenai, de minha autoria, onde fala sobre seu trabalho. Boa leitura!

Silvana Schultze, comunicadora, editora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Meunomenai: Com a intensificação do uso de mídias sociais digitais, cresce a necessidade do desenvolvimento de habilidades de comunicação em diversos formatos. O profissional hoje precisa expressar-se oralmente e através da escrita, criando conteúdo para as diversas redes sociais nas quais está inserido. Como prestadora de serviços nesta área, de que forma você auxilia as pessoas a desenvolverem essas habilidades?

Fernanda Pompeu: A principal habilidade com que eu trabalho é a expressão verbal – escrita e oral. Não importa se a pessoa está fazendo um post escrito, vídeo ou áudio, ela terá que usar a palavra. Meu trabalho é o esforço para tornar a comunicação verbal mais clara, precisa, concisa, comunicativa. As redes sociais trouxeram a maravilhosa oportunidade de “dar” um canal para todo mundo. Qualquer pessoa hoje, se quiser, pode ser uma mídia. Isso é inédito na história da humanidade. É evidente, também, que uma multidão produzindo amplifica os “defeitos” de comunicação. Mas no lugar de demonizar postadores e postadoras, quero contribuir para qualificar a expressão verbal.

Meunomenai: As novas gerações têm grande familiaridade com performances em redes sociais digitais. Algumas pessoas, entretanto, acreditam que essa tendência é acompanhada pela diminuição da capacidade de escrita. O que você pensa sobre o assunto, e como é essa relação entre seus clientes?

Fernanda Pompeu: Creio que incapacidade de escrita tem mais a ver com uma falha da escola do que com as redes sociais digitais. Faz tempo que há uma falha enorme no ensino da língua e da sua expressão. Quantos chegam aos 16, 17 anos escrevendo mal e porcamente? Muitos! E faz tempo. Daí a pessoa chega na internet e vai escrever como pode. Na verdade, eu creio que as mídias sociais acabam estimulando uma melhora nessa falha de base. Porque quem escreve, ou fala em um vídeo, quer “ser entendido”. Quer se comunicar. Quanto aos meus clientes, prefiro chamá-los de alunos, a principal motivação é a de destravar o texto e melhorar a comunicação. Não é uma tarefa fácil nem para eles e nem para mim. Mas é possível.

Meunomenai: Em sua opinião, quais as principais habilidades em comunicação que o profissional do século 21 deve desenvolver?

Fernanda Pompeu: A curiosidade e a capacidade de aprender a aprender.

 

Estrutura escolar afeta saúde de professores, conclui estudo

Síndrome de burnout, estafa mental… temas tão recorrentes entre professores

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O cotidiano escolar no Brasil pode ser insuportável para a maioria dos profissionais da educação. A conclusão é do historiador Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, autor da dissertação de mestrado “O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores”, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Durante quatro anos, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos a respeito do adoecimento de professores, e concluiu que não existem diferenças significativas entre os conceitos apresentadas nas pesquisas sobre o tema.

O pesquisador ressalva que sua intenção não é questionar os trabalhos desenvolvidos, e sim a escola como instituição. Aplicando o conceito de governamentalidade desenvolvido pelo filósofo francês Michel Foucault, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo defende que o adoecimento dos professores e sua posterior deserção profissional são resultados das condutas internas da instituição escolar.

Essa realidade, acredita o historiador, torna natural…

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Maternidade e carreira

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Unir carreira e maternidade em um mesmo estudo científico foi o objetivo dos autores do artigo Maternidade e Trabalho: Experiência de Mulheres com Carreiras Profissionais Consolidadas, publicado na edição 27 (janeiro a março de 2019) da revista Trends in Psychology, de Ribeirão Preto, SP. A partir de entrevistas com três mães, são apresentados trechos dos relatos, examinados à luz de teorias nos campos da psicologia, saúde familiar e feminismos, entre outros. “Evidenciou-se sentimento de sobrecarga pelo acúmulo de atividades, mesmo após o ingresso do bebê na creche e o retorno da mãe ao trabalho, o que corrobora a literatura sobre a temática”, conclui o estudo.

Três servidoras públicas federais participaram desse estudo, respondendo entrevistas. A análise de conteúdo qualitativa revelou que as experiências das participantes foram semelhantes em vários aspectos. As repercussões do trabalho na experiência da maternidade foram identificadas desde a gestação, considerando as preocupações frente às mudanças decorrentes da maternidade e à conciliação das demandas profissionais. Sentimentos de insegurança e ambivalência também se fizeram presentes quando do ingresso do bebê na creche e do retorno da mulher ao trabalho.

As entrevistas apresentam, entre outros tópicos, como essas mães se organizaram para receber os filhos. O estudo ressalta que desde a gestação foram identificados movimentos de adaptação, visando ao gerenciamento das demandas da maternidade e do trabalho, sendo que o apoio familiar, social e organizacional recebido pelas participantes contribuiu para esse gerenciamento. “[Durante a gravidez] comecei a dedicar alguns dias para me dedicar a ele também. Comecei a perceber que podia fazer as duas coisas, mas precisava ter algum tempo para ele, algo que não precisava ter antes (M2); Comecei a organizar minha vida de acordo com ele. Eu acho que por muito tempo ainda será assim. Tudo o que faço, como organizo meus horários, é feito de acordo com ele, certo? Até ele se tornar mais independente”, relatou uma das mães entrevistadas.

O artigo é de autoria dos pesquisadores Gabriela Dal Forno Martins, Cláudia Luiz Leal, Beatriz Schmidt e Cesar Augusto Piccinini. Para conhecer o artigo completo (em inglês), clique aqui.