Pesquisa “Mulheres, literatura e processo saúde-doença”: resultados preliminares

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Até o final de novembro de 2017, seis escritoras participaram da pesquisa: duas dedicam-se à literatura como atividade profissional principal, duas como atividade profissional paralela, e duas como hobby. Todas são originárias da região Sudeste, , onde cinco vivem até hoje, e uma delas, vive na Europa.

A escrita de quatro delas foi afetada por um câncer, tendo duas delas especificado como câncer de mama. Destas, uma referiu-se ao câncer que acometeu um irmão, uma ao câncer que acometeu um amigo de infância. As duas restantes foram afetadas por um mielosarcoma e por depressão.

Os sentimentos emergentes das descrições das participantes da pesquisa são criatividade, determinação e bom humor, e foram referidos desfechos consequentes da doença, entre os quais a dedicação a um blog e a escrita de livros, além de atitudes como maior seletividade na utilização do tempo e relações de troca altruísta com pessoas ou entidades que se dedicam ao tratamento de doenças, como Doutores da Alegria.

Para participar da pesquisa, acesse o formulário por aqui. A participação é anônima. Este formulário é parte da pesquisa intitulada “Mulheres, literatura e processo saúde-doença”, e tem como objetivo investigar os percursos narrativos, processos criativos e impacto da doença entre escritoras brasileiras. Idealizada e desenvolvida por mim, a pesquisa pretende contribuir para os campos da Medicina Narrativa, da Literatura Contemporânea e da Saúde Pública, ao analisar os processos de reinvenção identitária e re-significação resultantes da escrita com temática relacionada a processos saúde-doença. Sou pesquisadora associada ao Centro Internacional de Estudos Atopos, da ECA-USP, e doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da USP, além de membro do Grupo de Estudos GENAM, ligado à FFLCH-USP e à Faculdade de Medicina da USP. A participação na pesquisa é anônima e deverá resultar em artigos e apresentações em eventos, tais como o II Seminário de Comunicação e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, a ser realizado em março de 2018.
Quem pode participar: mulheres brasileiras que se dedicam à escrita, que tenham passado por episódio de doença, individualmente ou através de pessoa próxima, tendo este episódio se tornado objeto de sua escrita, direta ou indiretamente.

Silvana Schultze

Depressão, ansiedade e parto

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Uma amostra sistemática de 950 mulheres grávidas foi recrutada em três maternidades da Turquia. Os participantes completaram avaliações de depressão, ansiedade, PTSS e apoio social na gravidez, 4-6 semanas e 6 meses pós-parto. O medo do parto foi avaliado na gravidez e 4-6 semanas após o nascimento. “Identificar os fatores que precipitam e manter os sintomas de estresse pós-traumático após o nascimento é importante para informar a prática clínica e de pesquisa”, informam os pesquisadores, autores do artigo “Fatores associados aos sintomas de estresse pós-traumático (PTSS) 4-6 semanas e 6 meses após o nascimento: estudo longitudinal baseado na população”, publicado em junho de 2017.

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Os resultados apontam que o estresse seis meses após o parto foi associado com ansiedade e PTSS na gravidez, complicações durante o nascimento, satisfação com os profissionais de saúde, medo do parto 4-6 semanas após o nascimento, PTSS e depressão 4-6 semanas após o nascimento, apoio social 4 -6 semanas após o nascimento, eventos traumáticos após o nascimento, necessidade de ajuda psicológica e apoio social 6 meses após o nascimento. Este estudo baseia-se na amostragem de hospitais públicos, por isso pode não representar mulheres tratadas em hospitais privados. O estudo conclui que fatores de risco associados podem ajudar a identificar as mulheres em risco de PTSS após o nascimento e a informar a intervenção direcionada precoce.

Para conhecer o estudo, acesse o link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28654849

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog Meunomenai. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Investigação genética e anomalias craniofaciais

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O Projeto “Investigação da Síndrome de Deleção 22q11.2 Utilizando Diferentes
Estratégias para Aplicação em Saúde” tem como objetivo identificar anormalidades no material genético de pessoas com suspeita de Síndrome de deleção 22q11.2.

O principal objetivo é identificar  Trata-se, portanto, de exame com caráter diagnóstico, que poderá contribuir para melhorar o conhecimento sobre essa doença. Outro objetivo é formar uma base de dados brasileira de pacientes com informações sobre características clínicas, causas, fatores de risco e história natural das anomalias craniofaciais. Esta Base de dados pertence ao Projeto Crânio-Face Brasil, coordenado pelo Departamento de Genética Médica da Universidade Estadual de Campinas e conta com a participação de outros centros e foi aprovada pelo CEP desta instituição com o CAAE 35316314.9.1001.5404 e pela CONEP
(14733).

Durante a consulta será preenchido um formulário com informações
sobre a história médica do participante e de sua família, gestação, parto, uso de medicamentos, desenvolvimento físico e mental, além de aspectos genéticos e clínicos. Também serão realizadas fotografias. Essas informações e fotografias
poderão ser coletadas e atualizadas a cada retorno para acompanhamento. O armazenamento dos dados é realizado em computadores na Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP.

O projeto é coordenado pela professora doutora Verla Lúcia Gil Lopes e é desenvolvido no Hospital de Clínicas da UNICAMP.

Quem quiser mais detalhes sobre o projeto, basta acessar o link: https://www.fcm.unicamp.br/fcm/sites/default/files/paganex/tale_del_22-unicamp_082015.pdf