Do explícito ao implícito: revisão e reescrita de Virgínia Woolf

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“Certa tarde, no começo de outubro, quando o tráfego se tornava agitado, , um homem alto veio a passos largos pela beira da calçada, levando uma dama pelo braço”, é trecho da obra The Voyage Out, de Virginia Woolf, um dos livros da autora analisados pela pesquisadora Maria A. Galbiati. Em seu livro “Do explícito ao implícito: o processo de revisão e reescrita em Melymbrosia The Voyage Out, de Virgínia Woolf”, Maria investiga a origem de Melymbrosia, romance de formação escrito em um contexto Pré-Guerra Mundial, no qual se destaca a viagem da personagem principal à América do Sul.

Segundo Thomas Bonnici, autor do texto de apresentação da obra, “no espaço entre MelymbrosiaThe Voyage Out, nasce a escrita de James Joyce, William Faulkner e Clarice Lispector”. A autora chama a atenção para marcas temporais e sobre as sensações expressas pelos personagens, como o tédio de Helen Ambrose durante sua viagem, e para a caracterização dos personagens e de seus papeis sociais. “Rachel Vinrace mostra-se próxima ao perfil da jovem mulher, educada conforme costumes do século XIX”.

Peter James Harris, autor do prefácio de “Do explícito ao implícito”, relembra que a composição de The Voyage Out foi um processo sofrido para Virginia Woolf, “marcado por diversas crises de insanidade mental, cujo percurso deixou um rastro de rascunhos e versões inacabadas, entre os quais  Melymbrosia, completado em 1912, mas nunca publicado durante a vida de Virginia Woolf”.

Relação entre uso de mídia na infância e transtornos psicológicos na adolescência

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Adolescentes usam mídias digitais por mais de cinco horas ao dia em média, e quase 50% desses adolescentes podem ser considerados viciados em internet. A maioria consome conteúdo violento. e o baixo nível socioeconômico e baixas competências sócio-emocionais, além de estilo educacional desfavorável e estresse psicológico da mãe são fatores de risco para o uso da mídia na adolescência. Esses dados são apresentados no artigo “Influência do consumo de mídia durante a primeira infância no uso de mídia e transtornos psicológicos na adolescência”, divulgado no início de outubro de 2017,  e que analisou os hábitos de consumo de mídia em crianças e adolescentes, a influência de diferentes fatores de risco da primeira infância sobre o uso da mídia na adolescência e os vínculos entre o consumo de mídia infantil e os distúrbios na adolescência.

Os autores, J. Grund e W. Schulz, destacam que existem muitos estudos sugerindo um vínculo entre alto consumo de mídia e transtornos psicológicos, fisiológicos e sociais, mas ao mesmo tempo há resultados inconsistentes, limitações metódicas e falta de estudos longitudinais. “Há uma necessidade de mais estudos longitudinais para obter uma melhor compreensão das conseqüências do consumo de mídia”, afirmam no artigo.

Os adolescentes com antecedentes de migração têm um maior risco de dependência de internet e jogos de computador. Por outro lado, a utilização geral da mídia na primeira infância tem apenas um baixo poder preditivo, isto é, não é capaz de gerar muitas previsões sobre os reflexos deste uso nos próximos anos de vida da criança. Os resultados do estudo indicam que as conexões entre o uso na infância e os transtornos psicológicos na adolescência parecem ser mais complexas do que até então pesquisadores científicos acreditavam. Participaram do estudo 249 famílias.

Para conhecer o estudo, acesse o link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28974188