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Março 2015

Diferenças e semelhanças entre superdotação e Asperger

nullQuais as diferenças e semelhanças entre pessoas com altas habilidades/superdotação e com Síndrome de Asperger? Interessadas em conhecer o que já havia sido publicado sobre isso em periódicos científicos na área de educação, duas pesquisadoras consultaram artigos publicados entre 2000 e 2011.
Nara Joyce Wellausen Vieira e Karolina Waechter Simon observaram que as necessidades educacionais dos chamados superdotados e aluno com Asperger são diferentes. “A Educação Especial possui um público-alvo de alunos, que segundo a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2008), se delimita na educação dos alunos com deficiências, transtornos global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação”, explicam as autoras do estudo “Diferenças e semelhanças na dupla necessidade educacional especial: altas habilidades/superdotação x Síndrome de Asperger”.
As pesquisadoras descrevem outra temática da área das altas habilidades/ superdotação: a dupla necessidade especial, que ocorre quando os sujeitos possuem habilidades em determinada área e apresentam outra necessidade educacional. O número pequeno de publicações com essa temática chamou a atenção das autoras. “A visão tradicional de inteligência que se tinha no início do século passado impossibilitava o entendimento de que uma pessoa com Altas Habilidades/ Superdotação tivesse outra necessidade educacional especial associada”.
O estudo ressalta que essa visão fazia com que as deficiências fossem colocadas num extremo oposto à superdotação, o que só modificado com pesquisas de Joseph Renzulli, a partir de 2004, e de Gardner, a partir de 2000. A partir deles, foi possível perceber a existência da dupla necessidade educacional especial.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/5266/3823

Teoria da Mente e interação de bebês com pessoas ao seu redor

nullEm torno do final do primeiro ano de vida, as interações dos bebês com as pessoas ao seu redor mudam radicalmente. Antes disso, as interações são em essência marcadas por intercâmbios face-a-face. Por volta dos 9-12 meses de idade, os bebês começam a olhar na direção do gesto de olhar ou de apontar de um adulto, e também começam a mostrar objetos para as outras pessoas verem.
A explicação é dada pelas pesquisadoras Camila Soares de Abreu, Cláudia Cardoso-Martins e Poliana Gonçalves Babosa, autoras do estudo “A Relação entre a Atenção Compartilhada e a Teoria da Mente: Um Estudo Longitudinal”.
Interessadas em avaliar a relação entre a habilidade de a criança compartilhar sua atenção com a atenção de outras pessoas e o desenvolvimento posterior da teoria da mente, as autoras acompanharam 28 crianças. “Os resultados sugerem que, desde o final do primeiro ano de vida, as crianças interpretam o gesto de olhar/apontar das pessoas ao seu redor como ações intencionais.
O estudo questiona a hipótese de que a habilidade de crianças de seguir o gesto de olhar ou de apontar das outras pessoas é o resultado de uma aprendizagem condicionada. Durante a pesquisa, as autoras observaram que a maior parte dos comportamentos de iniciar a atenção compartilhada consistiu de respostas de alternar o olhar entre um brinquedo mecânico em movimento e o examinador, em um contexto em que este estava claramente engajado com a criança e o objeto de sua atenção. “Não é certo, portanto, que a criança estivesse tentando influenciar o estado atencional do examinador”, ressaltam as pesquisadoras.
A pesquisa também trouxe resultados inesperados, segundo elas. “Em oposição aos resultados encontrados para os comportamentos de responder à atenção compartilhada, não encontramos uma associação entre os comportamentos de iniciar atenção compartilhada e o desempenho nas tarefas de teoria da mente”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722014000200409&lng=pt&nrm=iso

Estresse entre mães de pessoas com autismo

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Um estudo com 30 mães de pessoas com autismo mostrou que 70% delas apresentavam altos níveis de estresse. As mães, que tinham entre 30 e 56 anos de idade, quando consultadas sobre os comportamentos dos filhos com os quais se julgavam mais eficazes para lidar, apontaram os movimentos estereotipados dos filhos, o grande tempo gasto em uma atividade particular e a insistência para que as coisas sejam feitas de uma determinada maneira. “O estresse psicológico constitui-se em um processo no qual o indivíduo percebe e reage a situações consideradas por ele como desafiadoras, que excedem seus limites e ameaçam o seu bem-estar”, descrevem os pesquisadores Carlo Schmidt e Cleonice Bosa, autores do estudo “Estresse e auto-eficácia em mães de pessoas com autismo”.
A auto-eficácia é descrita no estudo como o julgamento do sujeito sobre sua habilidade para desempenhar com sucesso um padrão específico de comportamento. “A natureza crônica do autismo tende a acarretar dificuldades importantes no que tange à realização de tarefas comuns, próprias da fase de desenvolvimento dessas pessoas”, explicam os autores.
Carlo Schmidt e Cleonice Bosa ressaltam ainda que a compreensão da relação entre autismo e estresse familiar não pode ser baseada em relações lineares entre possíveis causas e efeitos. As explicações sobre como esses dois fatores estão relacionados, defendem os pesquisadores, devem levar em conta diversos outros fatores envolvidos no processo de adaptação da família a uma condição crônica, como o autismo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:
http://seer.psicologia.ufrj.br/index.php/abp/article/view/88/101

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