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Mês

Novembro 2014

Higiene do sono na infância


Algumas medidas simples podem ser recomendadas por médicos a familiares para promover a higiene do sono de crianças, o que reflete em melhoria na qualidade de vida dos pais. É o que destaca o estudo “Educação em higiene do sono na infância: quais abordagens são efetivas? Uma revisão sistemática da literatura”, que avaliou as intervenções visando práticas de higiene do sono em crianças, sua aplicabilidade e efetividade na prática clínica, para que as mesmas possam ser utilizadas na orientação dos pais pelos pediatras e médicos de família.
As autoras, Camila S. E. Halal e Magda L. Nunes, apontam ainda que, apesar de a abordagem comportamental no manejo do sono na faixa etária pediátrica ser de simples execuçcão e adesão, existem poucos estudos na literatura que avaliaram sua efetividade. “É de fundamental importância os pediatras e médicos de família conhecerem estas abordagens, para que possam oferecer orientacções adequadas a seus pacientes”, defendem.
Entre as técnicas apontadas no estudo, estão rotinas positivas, checagem mínima com extinçcão sistemática e extinção gradativa ou remodelamento do sono, bem como diários do padrão de sono. “Todas as abordagens apresentaram resultados positivos”, destaca o trabalho, apontando ainda que a prevalência de distúrbios do sono é alta na infância, podendo acometer em torno de 30% das crianças até a idade escolar. “Uma criança com alterações crônicas do sono pode apresentar dificuldades na aprendizagem escolar e consolidação da memória dos conteúdos aprendidos, irritabilidade e alterações na modulação do humor, dificuldade em manter a atenção e alterações comportamentais, como agressividade, hiperatividade ou impulsividade”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572014000500449&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Crianças e consumo de frutas e verduras: influência dos primeiros anos de vida


Em países ricos e pobres, a maioria dos adultos não consume as cinco porções diárias de frutas e verduras recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse é um dos dados apontados pelas pesquisadoras Julia L. Valmórbida e Márcia R. Vitolo, autoras do estudo “Fatores nos primeiros anos de vida que influenciam o consumo de frutas e verduras entre crianças”.
O objetivo do estudo foi avaliar os fatores associados ao baixo consumo de frutas e verduras entre pré-escolares de famílias usuárias da rede básica de saúde de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os resultados mostraram alta prevalência de crianças que consumiram menos de uma porção de frutas e verduras ao dia, e sugerem que práticas alimentares precoces, escolaridade paterna e renda estão associadas a esse processo. “A alimentação nos primeiros anos de vida exerce papel fundamental no crescimento e desenvolvimento infantil, e a introdução adequada de alimentos sólidos é extremamente importante, pois pode afetar a aceitação dos alimentos no futuro”, destaca o estudo.
As autoras ressaltam ainda que as crianças em idade pré-escolar caracterizam-se por apresentarem maiores necessidades de micronutrientes quando comparadas com as necessidades energéticas. “Esse aspecto, somado às evidências que os pré-escolares estão consumindo dietas ricas em gordura saturada e açúcar e pobre em fibra alimentar, torna esse grupo etário vulnerável ao desenvolvimento de obesidade e deficiência de micronutrientes”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572014000500437&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Estudantes de Educação Física e vida saudável


Com o objetivo de investigar o que imaginam estudantes de Educação Física sobre o tema vida saudável, os pesquisadores Alex Fialho, Aline Vilarinho Montezi, Fabiana Follador e Ambrosio, e Tânia Maria José Aiello-Vaisberg conduziram o estudo “O imaginário coletivo de estudantes de educação física sobre vida saudável”.
A partir de entrevista coletiva com 27 alunos de curso de graduação em Educação Física, os pesquisadores observaram que o imaginário coletivo de estudantes de Educação Física sobre uma vida saudável é sustentado pelo campo “responsabilidade individual”,  que opera fortalecendo as responsabilidades individuais na busca pela saúde, em detrimento de compreensão que considera os aspectos sociais, históricos, econômicos e políticos da vida humana. “Nesse sentido, a aparente desconexão das condições concretas do viver indicam a crença em um homem dominado e determinado pelos elementos de seu psiquismo, vale dizer, pelos aspectos internos, muitas vezes inconscientes, constituintes de sua psique”, destaca o estudo.
Os resultados apontaram ainda que uma parcela significativa da comunidade científica enfatiza a importância de adotar a promoção da saúde de maneira ampliada, responsabilizando não somente o indivíduo, mas os profissionais da saúde e o Estado.  “Nesta linha, apontam que as problemáticas sanitárias – fatores que escapam ao controle individual, tais como a poluição do ar, das águas, ou as práticas de prevenção de moléstias infectocontagiosas – requerem politicas públicas sustentadas e consistentes”, ressaltam os autores.
O estudo aponta ainda a importância de se levar em conta a complexidade do tema, destacando que os hábitos de saúde têm raízes na história das civilizações e estão associados às relações culturais, educacionais, desenvolvimento econômico, político, estruturas sociais. “A simples mudança de comportamento não é suficiente para transformações profundas”, reforçam os pesquisadores.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892014000300626&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Acesso à energia e sistema climática: avanços técnicos e relações de poder


Quais as consequências das inovações que tornam inviáveis as modalidades convencionais de produção de energia no mundo contemporâneo? Esse é o questionamento do pesquisador  Ricardo Abramovay, Professor Titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo, membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e autor da obra  “Muito Além da Economia Verde e coautor de Lixo Zero: Gestão de Resíduos Sólidos para uma Sociedade mais Próspera”. A pergunta é feita no estudo “Inovações para que se democratize o acesso à energia, sem ampliar as emissões”, que aborda, entre outros pontos, a desigualdade entre os países na ocupação do espaço carbono.
Reconhecendo a importância de se reverter esta desigualdade, o pesquisador ressalta que o mais importante, entretanto, é criar condições para que os avanços recentes na capacidade de geração de energia elétrica de fontes renováveis e descentralizadas cheguem de maneira massiva aos países em desenvolvimento. “Fortalecer as economias fósseis e construir hidrelétricas nocivas a ecossistemas preciosos e frágeis é perenizar um caminho de acesso à energia que, globalmente, está sendo superado”, defende.
O autor acredita ainda que as condições técnicas dos píses deveriam dominar as discussões e as propostas para combater o aquecimento global. “Muito mais importante que garantir o direito aos países de renda baixa e média para que continuem contribuindo (e de forma crescente) à destruição do sistema climático, o grande desafio está em conseguir dotá-los das condições técnicas que lhes permitam entrar e avançar na revolução digital sem terem que passar pelo que de mais predatório caracterizou a primeira e a segunda revoluções industriais”.
O estudo destaca, por fim, que o maior obstáculo neste campo talvez não seja de natureza técnica ou financeira, mas sim esteja concentrado nos interesses em torno das formas convencionais de crescimento econômico, começando pelas formas tradicionais de oferta de energia. “Quanto mais se investe nas modalidades fósseis ou nas formas predatórias de hidroeletricidade, mais incontornável se torna a dependência de trajetória imposta por estas tecnologias, mesmo que sob formas renovadas, como é o caso das fontes não convencionais de obtenção de petróleo das quais o pré-sal brasileiro é um exemplo fundamental”, explica.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomeni.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2014000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Serviço Social: consultoria empresarial


Consultorias empresariais em Srviço Social, quando não substituem o trabalho dos assistentes sociais das empresas, podem conjugar as atribuições e competências profissionais, reafirmando o Código de Ética Profissional, Projeto Ético-Político do Serviço Social e a Lei de Regulamentação da Profissão, que definem a atividade de consultoria como uma competência profissional compartilhada com outras áreas. Essa é a recomendação de uma estratégia para fortalecimento da área de Serviço Social, feita pela pesquisdora Fernanda Caldas de Azevedo, autora do estudo “Consultoria empresarial de Serviço Social: expressões da precarização e da terceirização profissional”.
O trabalho é um desdobramento da dissertação de mestrado da autora, que teve como objeto de estudo a consultoria empresarial de Serviço Social, datada historicamente a partir do processo de reestruturação produtiva do capital. Esse processo, segundo a pesquisadora, amplia a precarização das relações de trabalho e redefine os espaços sócio-ocupacionais do assistente social nos quais a terceirização se faz presente. “Uma luta importante a ser assumida pela categoria profissional e entidades representativas seria a definição de estratégias de qualificação dos profissionais para atuar em empresas e lutar pela contratação direta de assistentes sociais, no sentido de enfrentar a ampliação das consultorias que encobrem a terceirização”, defende a autora.
O trabalho destaca ainda outro aspecto: trazer o debate das consultorias empresarias para os espaços coletivos da categoria profissional, socializando os desafios enfrentados e permitindo maior visibilidade desse espaço sócio-ocupacional para que o mesmo possa ser redefinido na perspectiva do projeto ético-politico, contando com a participação ativa das consultorias hoje existentes. “O incentivo de produção teórica relacionado ao fazer profissional nesse espaço é relevante para tornar visível o que se encontra oculto e analisá-lo de maneira a problematizá-lo coletivamente”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-66282014000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Tratamento fonoaudiológico e modificações faciais: percepções de clientes, terceiros e especialistas


Identificar possíveis modificações faciais em pacientes submetidos a tratamento estético fonoaudiológico foi um dos objetivos do estudo “Modificações faciais em clientes submetidos a tratamento estético fonoaudiológico da face em Clínica-Escola de Fonoaudiologia”, desenvolvido pelas pesquisadoras Hilda Gabriela Arantes de Arizola, Silvana Maria Brescovici, Susana Elena Delgado e Caroline Kurtz Ruschel. Além disso, as atoras verificaram se estas modificações foram percebidas pelo cliente, por terceiros e por fonoaudiólogos, e constataram o grau de satisfação do cliente com o resultado.
Os resultados apontaram que tadas perceberam modificações faciais (diminuição das rugas dos olhos e dos lábios, diminuição do sulco nasolabial, lábios mais definidos, pele mais viçosa e brilhante e suavização das marcas de expressão). Outras pessoas (terceiros) perceberam modificações como diminuição das olheiras e pele mais viçosa e brilhante.
As participantes da pesquisa submeteram-se a dez sessões de terapia, com exercícios estáticos e dinâmicos, e suas fotos pré e pós tratamento foram analisadas por fonoaudiólogos especialistas em motricidade orofacial, identificando presença ou ausência de modificações. “As participantes mostraram-se mais satisfeitas com o aspecto estético da face após a intervenção fonoaudiológica”, concluíram as pesquisadoras.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462012000600018&lng=pt&nrm=iso

SÍNDROME DE WILLIAMS- BEUREN: face característica


Síndrome é uma palavra que significa um conjunto de sinais clínicos, e a Síndrome de Williams – Beuren (SWB) é caracterizada pelo aumento do volume da região das pálpebras, nariz com ponta arrebitada e lábios grossos, além de personalidade amigável e uma alteração cardíaca conhecida como estenose valvar supra-aórtica (EVSA), entre outros.
Podem ocorrer ainda dificuldades de alimentação nos primeiros meses de vida, ausência de alguns dentes, voz rouca, aumento da sensibilidade ao som e aumento do nível de cálcio no sangue. Nem sempre a pessoa apresenta todos os sinais, e o diagnóstico deve ser feito por médico especialista.
O diagnóstico geralmente é feito por exame clínico, podendo ser confirmado por exame de sangue específico. Por ser especializado e de alto custo, este exame pode não estar disponível na maioria dos laboratórios.
Alguns cuidados gerais são importantes no caso de pessoas com a Síndrome, como a realização periódica de avaliações cardiovasculares, em função do risco de hipertensão. Também são recomendadas orientações médicas de áreas de reabilitação e pedagógicas. No primeiro ano de vida da criança, são importantes ainda a avaliação auditiva
Entre 13 e 18 anos, podem ocorrer problemas médicos como pressão alta, limitação da movimentação de algumas articulações do corpo, infecções urinárias e problemas gastrintestinais. Assim, recomenda-se avaliação de problemas gastrintestinais como diverticulite, diverticulose, pedras na vesícula, constipação crônica e realização de ultra-sonografia das vias urinárias a cada cinco anos.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Fonte: Planeta Educação
Para conhecer o texto completo, acesse o link: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1174#

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