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Março 2014

Vivências de mães de crianças autistas

Mães de crianças autistas descreveram suas experiências como cheias de sentimentos que vão da fé à solidão. Além disso, o cotidiano do filho passa a ser vivido pela mãe, e por isso a mãe também merece cuidados. Essas são algumas das análises do estudo “Vivências maternas na realidade de ter um filho autista: uma compreensão pela enfermagem”, que entrevistou mães entre 30 e 64 anos.

As autoras do estudo, Claudete Ferreira de Souza Monteiro, Diana Oliveira Neves de Melo Batista, Edileuza Gonçalves de Carvalho Moraes, Tarcyana de Sousa Magalhães, Benevina Maria Vilar Teixeira Nunes e Maria Eliete Batista Moura, acreditam que o estudo traz uma nova reflexão para o relacionamento que deve existir entre a equipe de enfermagem e mães de filhos autistas.

O estudo destaca ainda a necessidade de oferta de cuidado às mães, prevenindo o adoecimento psíquico e contribuindo para que elas possam cuidar do filho e também se cuidarem. “A enfermagem deve compreender que o sofrimento que acompanha as mães de autistas pode estar camuflado por aparente abnegação e valor”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000300009&lng=pt&nrm=iso

Relação pai e filho com deficiência física: pesquisa busca informações sobre responsabilidades e sentimentos

Interessado na relação entre pais e filhos com deficiência física, o pesquisador Miguel Cláudio Moriel Chacon buscou informações da relação pai-filho deficiente físico quanto ao espaço, responsabilidades e sentimentos que o pai tem na relação parental. Os resultados, baseados nas respostas de pais entre 31 e 66 anos, estão no estudo “Aspectos relacionais, familiares e sociais da relação pai-filho com deficiência física”. “Há diferenças no tempo de percepção dos pais sobre a deficiência”, afirma o autor, observando ainda que a informação sobre a deficiência geralmente chega pelo médico.

O pesquisador destaca que, quando a deficiência não possui alto grau de visibilidade e comprometimento, só será percebida com o tempo. “O choque da descoberta e comportamentos de rejeição são sentimentos prevalecentes nos pais”. A maioria dos pais participantes da pesquisa aponta diferenças de papéis na criação e considera que cabe exclusivamente a eles prover a família, enquanto o papel da mãe, para esses pais, seria acompanhar o filho.

O estudo aponta ainda que esses pais sentem que dividem com as mães as responsabilidades pelo cuidado, na maioria das vezes não se sentem acusados em se distanciar, e procuram acompanhar os tratamentos. Além disso, destaca a pesquisa, os filhos com deficiência física são tão apegados a eles quanto aos demais familiares. “A maioria assume o sentimento de medo de gerar outros filhos com deficiência”, afirma o estudo. Entre os pais que possuem mais que um filho, a maioria reconhece a existência de tratamento diferenciado ao filho com deficiência física. “Os pais sentem como as mães, mas manifestam-se diferentemente”, conclui o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000300007&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Dispraxia verbal: pesquisa analisa processos de substituição

Os processos de substituição que ocorrem na fala de pessoas com Dispraxia Verbal ocorrem, de modo geral, em palavras com mais de duas sílabas, em alvos líquidos e fricativos, dentro do pé-métrico do acento (em tônica e pós-tônica), em posição de onset simples medial e coda final. Essa é uma das análises do estudo “Processos de substituição e variabilidade articulatória na fala de sujeitos com dispraxia verbal”.

As pesquisadoras Inaê Costa Rechia, Ana Paula Ramos de Souza, Carolina Lisboa Mezzomo e Michele Paula Moro, autoras do estudo, analisaram a fala de crianças entre dois anos e meio e quatro anos e dois meses, com hipótese diagnóstica de Dispraxia Verbal. “A tonicidade foi estatisticamente significante para a ocorrência da variabilidade articulatória e substituições usuais, sendo que o processo apresentou maior probabilidade de ocorrência em sílaba tônica e pós-tônica (sílabas dentro do pé métrico do acento), respectivamente”, destaca o estudo.

As autoras apontam, entre as implicações clínicas do estudo, a necessidade de se considerar que a aquisição de segmentos não ocorrerá com ampla generalização entre estruturas silábicas e sílabas distintas nas palavras, pois o acento e o tipo de estrutura silábica, bem como a extensão da palavra, desempenham papel importante no processo de aquisição fonológica por sujeitos dispráxicos. “Assim, novos segmentos devem ser trabalhados, preferencialmente em palavras mono e dissílabas, se possível paroxítonas, com o segmento na sílaba tônica”, ressaltam.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342009000400020&lng=pt&nrm=iso

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