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Fevereiro 2014

Alunos com necessidades especiais: desinteresse e insegurança

Projetos que exigem a comunicação entre uma escola regular e um centro de educação especial ainda não executados de acordo com as características de cada aluno. Caso a articulação entre elas seja eficiente, as capacidades dos alunos com deficiência podem ser potencializadas.

Esse descompasso ficou evidente no estudo de caso de uma escola em São Carlos, interior de São Paulo. As pesquisadoras Bárbara Martins de Lima Delpretto e Bianca Campos Carlos dos Santos, autoras do estudo “Um contexto em transformação político- pedagógico: a articulação entre uma escola regular e um centro de atendimento educacional especializado”, partiram do pressuposto de que as instituições regulares e centros de AEE-atendimento educacional especializado atuam na oferta obrigatória de serviços e recursos voltados para os alunos com deficiência, e por isso ambas devem trabalhar juntas de forma a favorecer o processo de escolarização desses alunos.

Analisando as respostas ao questionário desenvolvido para esta pesquisa, as autoras observaram uma carência de recursos estimulantes. “Muitas das atividades aplicadas ainda estão ‘engessadas’ a uma proposta que se limita no uso de materiais diferenciados ao ambiente escolar e que geram, segundo relatos, um desinteresse por parte do aluno com necessidades especiais”. O motivo do desinteresse dos alunos com necessidades especiais, ressaltam as pesquisadoras, é que essas atividades têm sido aplicadas da mesma forma pela escola regular e pela instituição de educação especial, e não de forma complementar.

A pesquisa apontou ainda insegurança entre os professores em relação aos alunos com necessidades especiais. “Muitos docentes ainda se sentem inseguros em uma intervenção conjunta diante das especificidades dessa articulação, assim como das necessidades educacionais dos alunos em questão”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/4595/pdf

Altas habilidades: o papel do professor

Quais os passos que um professor deve dar ao notar que um aluno de sua turma pode ter altas habilidades? Os professores conhecem a legislação específica, sabem como proceder? Uma pista para a resposta a essas perguntas pode ser encontrada no estudo “Altas habilidades: uma questão escolar”. Conduzido pelas pesquisadoras Célia Maria Paz Ferreira Barreto e Marsyl Bulkool Mettrau, o estudo foi realizado em uma escola federal de ensino, localizada no Rio de Janeiro, e tinha como objetivos gerais investigar as representações dos professores sobre as altas habilidades e a existência da indicação de alunos com esse perfil para atendimento.

Quando questionados sobre políticas públicas e amparo legal, apenas 63% dos respondentes possuíam informações sobre a existência do amparo legal para o atendimento específico dessa clientela. Dos 36 professores participantes da pesquisa, quatro haviam concluído curso superior, dois cursavam especialização, quatorze haviam concluído especialização, quatro cursavam o mestrado, sete já haviam concluído o mestrado, dois cursavam doutorado e três já haviam concluído o doutorado.

Para as pesquisadoras, o estudo aponta uma lacuna frente a questões que merecem mais esclarecimentos em estudo futuros. Uma delas é: por que os professores não formalizaram a indicação dos alunos dos quais acreditavam terem altas habilidades aos setores responsáveis?

A pesquisa apontou também que todos os professores desejam acesso à informações sobre o tema superdotação/altas habilidades, e apenas 19% acreditam saber lidar com esses alunos. Apesar disso, 89% reconheceram ser o professor o mais qualificado dos profissionais dentro da escola para indicar e lidar com alunos com altas habilidades.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000300005&lng=pt&nrm=iso

Terapia Ocupacional: benefícios para crianças com baixa visão


Crianças em idade pré-escolar com baixa visão podem ser beneficiadas por consultoria colaborativa em Terapia Ocupacional voltada para seus professores. Um estudo conduzido pelas pesquisadoras Tatiana Luísa Reis Gebraele Cláudia Maria Simões Martinez demonstrou aumento do repertório dos professores do Grupo Experimental nas atividades de higiene e alimentação de seus alunos com baixa visão. “As estratégias desenvolvidas e empregadas no PRÓ-AVD, como atividades práticas, feedbacks e a interação entre a pesquisadora e professoras foram decisivos para a adesão dos participantes e resultados obtidos na consultoria colaborativa”, destacam as pesquisadoras.

Os resultados foram apresentados no estudo “Consultoria colaborativa em terapia ocupacional para professores de crianças pré-escolares com baixa visão”, que teve como objetivo elaborar, implementar e avaliar um programa individualizado de consultoria colaborativa em Terapia Ocupacional para professores.

A meta, descreve o estudo, era aumentar o repertório de estratégias e recursos dos professores para promover a independência de crianças pré-escolares com baixa visão nas atividades de vida diária de higiene e alimentação, denominado PRÓ-AVD. “A elaboração do Programa envolveu o estudo prévio das habilidades da criança nas tarefas de autocuidado, e de sua capacidade visual, do repertório inicial do professor, e da dinâmica da díade Professor – Aluno durante a realização das AVDs”. A implementação do Programa ocorreu por meio de consultoria colaborativa em seis encontros semanais.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000100008&lng=pt&nrm=iso

Autismo: relatório aponta 27 tipos de terapias


Uma revisão de mais de 29 mil estudos científicos identificou 27 tipos de terapias com evidência de benefícios para crianças, jovens e adultos com autismo. O resultado foi publicado no relatório “Práticas baseadas em evidências para crianças, jovens e adultos com transtornos do Espectro do Autismo”, elaborado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Profissional (PNCD) em Transtornos do Espectro do Autismo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Entre as terapias descritas, estão a Terapia Cognitiva Comportamental e a construção de histórias sociais. O novo relatório, que teve a edição anterior publicada em 2008, também aponta a força das novas tecnologias no suporte das terapias, sobretudo o uso de vídeos e de tablets.

Os pesquisadores destacam que a eficácia de terapias pode reduzir os custos familiares, e destacam a necessidade de mais estudos que vão além dos primeiros anos escolares. “Isso é particularmente importante para ajudar as pessoas a alcançar o máximo de independência e qualidade de vida”, ressaltam.

O relatório completo (no original em inglês) pode ser conhecido gratuitamente pelo link: http://autismpdc.fpg.unc.edu/sites/autismpdc.fpg.unc.edu/files/2014-EBP-Report.pdf

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonoaudiologia e Síndrome de Prader-Willi: melhoria da mastigação e capacidade discursiva


Oficinas de Cozinha podem ser um recurso para terapia fonoaudiológica de pessoas com Síndrome de Prader-Willi, que apresentam dificuldades alimentares desde os primeiros meses de vida, além de dificuldades de linguagem. “Prader-Willi apresenta duas fases clínicas opostas”, descreve o estudo “Trabalho fonoaudiológico em oficina de cozinha em um caso de Prader-Willi”, que acompanhou uma criança de cinco anos com diagnósticos da Síndrome. “Na primeira fase, os principais sintomas são hipotonia neonatal, hipotermia, letargia, choro fraco, hiporreflexia e dificuldade na alimentação, devido ao reflexo de sucção fraco, continua o estudo, ressaltando que a hipotonia é central e não progressiva, apresentando melhoras entre o oitavo e décimo primeiro mês de vida.

Conforme o tônus muscular aumenta e a criança começa a ficar mais alerta, ela ganha mais apetite e inicia-se o segundo estágio da síndrome, que começa a partir do segundo ano de vida. “A criança apresenta apetite insaciável e não seletivo, resultando em ganho de peso e desenvolvimento progressivo da hiperfagia e obesidade”, destacam os pesquisadores Nathalia Zambottie Luiz Augusto de Paula Souza. Nesta fase, pessoas com a Síndrome de Prader-Willi também apresentam atrasos no desenvolvimento psicomotor e de linguagem, caracterizados por problemas de articulação na fala, habilidades morfossintáticas restritas e dificuldades pragmáticas e lexicais. “Esse quadro normalmente contribui para um déficit de aprendizado”, alertam. Outros sintomas também são desenvolvidos no segundo estágio, como sonolência e sensação de dor diminuída.

O estudo destaca que a Oficina de Cozinha, no trabalho fonoaudiológico com crianças pequenas, vem sendo utilizada por profissionais da área da saúde, com resultados satisfatórios no tratamento de vários casos clínicos. “É um dispositivo pertinente à elaboração da linguagem em crianças, uma vez que remonta cenas simbólicas e inaugurais da oralidade, entre outras: amamentação, sucção digital, balbucio e primeiros níveis de desenvolvimento da fala”.

No caso estudado, houve melhora no funcionamento miofuncional oral e de linguagem – organização da função mastigatória e ganho de autonomia na capacidade discursiva. “A criança, que apresenta marcas orgânicas advindas da Síndrome, usufruiu de potencialidades da Oficina de Cozinha”, concluem os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462013000100022&lng=pt&nrm=iso

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