Idosos e doenças cardiovasculares: o papel da alimentação

Qual a influência dos hábitos alimentares de idosos na prevenção de doenças cardiovasculares? Interessados na resposta, os pesquisadores Sabrina Dalbosco Gadenz e Luís Antônio Benvegnú investigaram os hábitos de 212 idosos hipertensos. “As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte e incapacidade em idosos”, destacam.

Os resultados estão no estudo “Hábitos alimentares na prevenção de doenças cardiovasculares e fatores associados em idosos hipertensos”, e sugerem os idosos hipertensos estão encontrando dificuldade para adotar hábitos alimentares saudáveis. “Os hábitos alimentares saudáveis dos idosos hipertensos avaliados estão aquém daqueles preconizados”, afirmam os pesquisadores, apontando que no Brasil tem-se observado que a dieta vigente apresenta maior participação de alimentos com excesso de calorias provenientes de açúcares livres e de gorduras saturadas e menor presença de frutas, legumes e verduras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a American Heart Association (AHA), ressalta o estudo, definiram estratégias para redução do risco de doenças cardiovasculares. “Entre elas, está a adoção de uma alimentação rica em frutas e vegetais, dando preferência aos grãos integrais, alimentos ricos em fibras, peixes, carnes magras e produtos lácteos com baixo teor de gordura”, afirmam os pesquisadores, destacando a importância de também diminuir a ingestão de açúcar e preferir alimentos com pouco sal.

Questões de hábito e o preço dos alimentos foram algumas das justificativas para que os idosos não seguissem a alimentação recomendada. Além disso, a maioria dos entrevistados não fazia pelo menos cinco refeições por dia, apesar de esta ser a recomendação do Manual do Idoso do Ministério da Saúde. “Fazer refeições de maneira irregular tem sido associado ao aumento de fatores de risco cardiovascular em idosos”, destacam os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Sistema Nacional de Educação e autonomia local


O Brasil não seguiu o caminho de organização do sistema nacional, e por isso foi ficando para trás ao invocar recorrentemente, em especial na discussão dos projetos da primeira e da atual Lei de Diretrizes e Bases, o argumento de que a adoção do regime federativo seria um fator impeditivo da instituição de um Sistema Nacional de Educação. É o que concluir o pesquisador Dermeval Saviani, autor do estudo “Vicissitudes e perspectivas do direito à educação no Brasil: abordagem histórica e situação atual”.

A organização do sistema nacional de ensino, segundo o pesquisador, foi a via adotada pelos principais países, a exemplo da Europa e também da Argentina, Chile e Uruguai, para assegurar o direito à educação às suas respectivas populações. “Na construção do Sistema Nacional de Educação e na efetivação do Plano Nacional de Educação, deve-se levar em conta o regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, conforme disposto na Constituição Federal, efetuando uma repartição das responsabilidades entre os entes federativos, todos voltados para o mesmo objetivo de assegurar o direito de cada brasileiro, provendo uma educação com o mesmo padrão de qualidade a toda a população”, defende.

O estudo alerta ainda que a formação de professores, a definição da carreira e as condições de exercício docente não podem ser confiados aos municípios. “A grande maioria dos municípios não preenche os requisitos para atuar nesse âmbito”, afirma. A responsabilidade principal dos municípios, destaca o autor, incidirá sobre a construção e conservação dos prédios escolares e de seus equipamentos, assim como sobre a inspeção de suas condições de funcionamento, e dos serviços de apoio como merenda escolar, transporte escolar, entre outros. “Efetivamente, são esses os aspectos em que os municípios têm experiência consolidada”.

Ao argumento de que esse tratamento dado aos municípios reduziria sua importância e o grau de sua autonomia, o autor responde que a diferença de graus de autonomia não significa redução de importância para as instâncias que detêm menor autonomia.

O estudo aponta ainda que co caso da educação, o discurso da autonomia local ou regional com as normas decorrentes teve efeitos bem diferentes do proclamado, o que pode ser constatado tanto no plano diacrônico, isto é, historicamente, como no plano sincrônico, ou seja, nas condições atuais. “Devemos caminhar resolutamente na via da construção de um verdadeiro Sistema Nacional de Educação, isto é, um conjunto unificado que articula todos os aspectos da educação no país inteiro, com normas comuns válidas para todo o território nacional e com procedimentos também comuns, visando a assegurar educação com o mesmo padrão de qualidade a toda a população do país”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302013000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Redes de apoio em autismo

Para pais de crianças autistas, os profissionais e serviços envolvidos no diagnóstico e no tratamento podem representar uma aliança importante ou uma fonte de estresse. Esses profissionais e serviços de saúde são os principais representantes da rede de apoio aos familiares, e portanto é fundamental que a família sinta-se amparada por eles. “Esta rede tende a ser considerada no relato dos pais como essencial na reestruturação familiar”, alertam as pesquisadoras Márcia Rejane Semensato e Cleonice Alves Bosa, autoras do estudo “Relatos de pais de crianças com autismo sobre a rede de apoio formal: aspectos da elaboração parental do diagnóstico”.

Por meio de entrevistas com pais que receberam o diagnóstico de autismo para seus filhos, as pesquisadoras observaram que o senso de desamparo em relação aos profissionais, no processo diagnóstico, foi ligado à crença dos pais de que suas preocupações iniciais não são “levadas a sério”, principalmente pelos pediatras, os primeiros procurados pelas famílias quando percebem algo diferente com o filho. Alguns relatam mencionam “pouco caso”, e outros, falta de informação. “Ninguém falava nada para a gente”, lembrou um dos pais entrevistados para o estudo.

A dificuldade de comunicação também foi relatada pelos entrevistados, inclusive em relação aos professores de seus filhos. “Os pais temem que os professores não considerem seus filhos alunos que tem motivos para estar lá”, destaca o estudo.

A duração da avaliação necessária para o diagnóstico foi considerada longa por esses pais, que por outro lado afirmaram terem entendido depois que esse tempo foi importante para a reestruturação familiar. “Os relatos indicaram que se o processo diagnóstico adquire um significado maior que uma resposta de ‘tem ou não autismo’, ele é favorável ao processo de bem-estar do casal e da família”, ressaltam as pesquisadoras.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/9687/pdf

Diretores de escolas estaduais e educadores: tensões e incoerências de discursos

Qual a função de um diretor de escola pública estadual? Refletindo sobre essa questão, as pesquisadoras Graziela Zambão Abdian; Maria Eliza Nogueira Oliveira e Graziela de Jesus, da UNESP de Marília (SP), fizeram revisão de literatura e entrevistas com gestores e equipes de docentes. “Os resultados da análise indicam contradições na percepção da Administração Escolar, tal como difusa nos diferentes âmbitos que, de certa forma, refletem-se nas concepções dos entrevistados”, destacam.

O estudo “Função do diretor na escola pública paulista: mudanças e permanências” foi baseado na hipótese, levantada pelas autoras, de que os profissionais da educação percebem a função do diretor e a vivenciam por meio das tensões estabelecidas entre a realidade da escola pública, a produção do conhecimento e as diretrizes da política educacional.

A literatura levantada aponta que, entre os anos 1960 e 1970, houve a predominância da Administração de Empresas como subsídio teórico da Administração Escolar; sendo o diretor o executivo na unidade escolar, líder no sentido de motivar o alcance de objetivos postos fora e acima de sua escola, e autoridade hierarquicamente constituída e responsável pelo progresso da empresa escolar. “Nos anos 1980, houve preocupação de descentrar o diretor no exercício de sua função, experimentando novos subsídios teóricos para a Administração Escolar que permitissem pensar sua própria natureza”, ressalta o estudo.

Já nos anos 1990, identifica-se a convivência de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, a predominância de coletâneas, abordagens que se aproximam da gestão empresarial e perspectivas afinadas com as ideias dos anos 1980. Nessa época, segundo as autoras, percebe-se inclusive em uma mesma abordagem aspectos que, evidentemente, parecem inconciliáveis. “É o caso da expressão liderança para uma gestão democrática”.

O estatuto aponta ainda que a partir dos anos 1990, principalmente nos anos 2000, quando os documentos legais deixaram de funcionar como Estatutos ou Normas, para se transformar em Decretos e Resoluções, a função do diretor como executivo da escola, responsável por seus resultados ficou evidente. “Neste momento, a definição da função é revestida de termos comumente utilizados na literatura sobre Administração empresarial e que atualmente se apresenta com certa frequência no campo da gestão educacional”.

Segundo o estudo, os profissionais da educação entrevistados deixam transparecer esta tensão, mesmo que não o façam de forma consciente. “Considera-se tensão, porque, de um lado, há conquistas teóricas e legais que indicam possibilidades de vivências democráticas; de outro, porque a Administração/gestão escolar não conseguiu teoricamente contrapor-se aos ditames empresariais”.

A publicação de documentos legais que definem pormenorizadamente as competências, habilidades e atribuições do diretor de escola também cobram-lhe o compromisso de concretizá-las, em busca de resultados fixos externamente às escolas, alerta o estudo. “No registro e documentação das diferentes execuções discursivas dos entrevistados, pôde-se observar que transitam por termos que, tal como por eles articulados, beiram à incoerência, à incompatibilidade. Trata-se de um ir e vir de ideias de o diretor poder, mas não poder ao mesmo tempo; de existir, de fato, participação, mas tomada na noção de poder falar e ser ouvido, e não no sentido de participar efetivamente da tomada de decisão”, aponta o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-62362013000300015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Intervenção nutricional produz mudança positiva e duradoura


Comer ou se alimentar. Mais do que significar a mesma coisa, usar um ou outro termo quando se fala sobre a própria alimentação pode indicar as escolha nutricionais de uma pessoa. A diferença fica evidente na fala de um homem de 46 anos, participante de um estudo sobre intervenção nutricional educativa, ao afirmar que quando come, em vez de se alimentar, opta por “coisas erradas”.

O estudo “Avaliação da efetividade na mudança de hábitos com intervenção nutricional em grupo” observou que a intervenção foi positiva na mudança dos hábitos alimentares do grupo, que apresentava sobrepeso. “A análise qualitativa mostrou que a mudança do comportamento alimentar pela conscientização parece ser o ponto fundamental para uma modificação nutricional mais efetiva”, destacam os autores Bruna Franzoni; Lena Azeredo de Lima; Luciana Castoldi e Maria da Graça Alves Labrêa.

Os participantes afirmaram ainda que, após a intervenção, passaram a prestar atenção no rótulo dos alimentos, que muitos não faziam antes. Outros adquiriram o hábito de bebe água com regularidade. “O padrão alimentar inadequado, a inatividade física, o tabagismo e o consumo de álcool representam um complexo de fatores de risco para doenças e agravos não transmissíveis”, alertam os pesquisadores, que defendem a implantação da promoção de práticas alimentares saudáveis na rotina dos serviços do Sistema Único de Saúde.

O estudo destaca ainda que os resultados positivos da intervenção nutricional aparentemente continua surtindo efeito mesmo após o seu final. “Além disso, foram observados mais relatos de mudanças positivas de hábitos na segunda entrevista, mostrando que parece ser necessário um espaço de tempo para que as alterações de comportamento possam ser processadas”, observam.Da mesma forma ocorreu com a perda de peso, já que foi demonstrado no estudo que esta precisa de tempo para a sua efetivação.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200031&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Moradia de pessoas com Transtornos mentais graves


A criação de um lar, mais do que um abrigo, é ao mesmo tempo condição e conseqüência da inserção social de pessoas com transtornos mentais graves. Cumprir essa tarefa, entretanto, é complexo. “A demanda por moradias de pessoas com transtorno mental grave é uma implicação fundamental da mudança do modelo de assistência em saúde mental no Brasil, e é uma questão de grande importância, pois o tipo de moradia influencia diretamente na inserção, integração e manutenção dessas pessoas no meio social”, explicam os pesquisadores Juarez Pereira Furtado, Augustin de Tugny, Ana Paula Baltazar; Silke Kapp, Cláudia Maria Generoso, Florianita Coelho Braga Campos, Andréa Maris Campos Guerra e Eunice Nakamura.

Autores do estudo “Modos de morar de pessoas com transtorno mental grave no Brasil: uma avaliação interdisciplinar”, os pesquisadores observaram que as pessoas com transtornos mentais graves que moram de maneiras diferentes fornecem elementos importantes para o planejamento de futuros modos de apoio à moradia dessa clientela. “Por meio deles, pudemos identificar tanto barreiras quanto oportunidades para a inserção social, oferecidas pelo cotidiano na cidade”.

O estudo destaca ainda que um suporte atento e flexível, extramuros, pode ser decisivo para a manutenção de suas moradias e uma inserção ao menos funcional no espaço urbano. “O que parece estar em jogo é a complexa articulação de estrutura, suporte e acompanhamento na medida certa para garantir, mais do que um abrigo/moradia, a constituição de um lar/habitação, sendo este último ao mesmo tempo condição e consequência da inserção social”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200024&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Mulheres e mastectomia: Yoga para diminuir estresse e dor


O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum na população feminina, sendo um dos mais temidos pelas mulheres. “As mulheres que se submetem ao tratamento de câncer de mama passam por grande sofrimento”, ressaltam os pesquisadores Marina Lima Daleprane Bernardi, Maria Helena Costa Amorim, Eliana Zandonade, Danilo Forghieri Santaellae Juliana de Assis Novais Barbosa, destacando que os cuidados às mulheres acometidas pelo câncer de mama não devem se esgotar em procedimentos cirúrgicos, quimio e radioterápicos, e devem ser permanentes. “O estado de tensão decorrente de toda essa situação vivida pelas mulheres mastectomizadas é referido por muitas pacientes como fator de enfraquecimento ao combate da doença e favorecedor tanto de sua recorrência, quanto de sua progressão”.

Em função disso, os pesquisadores decidiram investigar os benefícios da prática de yoga no processo de recuperação de mulheres que passaram por mastectomia. “A recuperação teria como objetivo tratar ou atenuar as incapacidades causadas pela doença ou pelos efeitos colaterais do tratamento com o objetivo de promover sua reintegração social e qualidade de vida”, ressaltam os autores do estudo “Efeitos da intervenção Hatha-Yoga nos níveis de estresse e ansiedade em mulheres mastectomizadas”.

A prática de yoga foi escolhida pela possibilidade de reunir o bem-estar psicossocial ao espiritual, além do trabalho com o próprio corpo. “O Hatha-Yoga é uma vertente do Yoga que busca desenvolver o potencial do corpo estabelecendo sua integração com a mente, atenuando, desta forma, problemas físicos e emocionais”, explicam os autores, destacando que é a ramificação do Yoga mais difundida no Ocidente. O sistema dessa ramificação é composto por posturas corporais, controle da respiração, inibição sensorial, concentração e meditação, além de diversas técnicas de limpeza orgânica.

A prática foi descrita por mulheres participantes do estudo com frases como uma experiência ótima, que trouxe calma e alívio da dor. “A prática de yoga tem me mostrado que praticando-a vencemos as limitações que impomos ao nosso corpo”, afirmou uma dessas mulheres. Para outra, “praticar yoga é como tomar anestesia, deixa o corpo sem dor e sem querer despertá-lo”.

Com base nesses resultados, o estudo concluir que “o Hatha-Yoga funciona como ferramenta que auxilia a mulher no enfrentamento do câncer de mama à medida que promove o seu autoconhecimento, a melhora de sua autoestima e o gerenciamento de sua ansiedade e estresse, assim como a favorece suas relações externas”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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