O processo fonológico de dessonorização possui alta ocorrência em crianças com desvio fonológico, sendo mais prevalente para consoantes plosivas. É uma das conclusões das pesquisadoras Helena Bolli Mota, Aline Berticelli, Cintia da Conceição Costa, Fernanda Marafiga Wiethan e Roberta Michelon Melo. “A idade não influencia a ocorrência deste processo e a gravidade do desvio é um fator relevante para seu emprego, sendo mais prevalente nos graus mais graves”, destacam.

Esses e outros resultados foram apresentados no estudo “Ocorrência de dessonorização no desvio fonológico: relação com fonemas mais acometidos, gravidade do desvio e idade”. A pesquisa acompanhou 50 crianças, com média de idade de 6 anos e 5 meses, e coletou dados de fala por meio da Avaliação Fonológica da Criança.

As pesquisadoras observaram que, ao comparar seis fonemas, simultaneamente, não houve diferença quanto ao emprego da dessonorização. “Obteve-se diferença somente para /g/ x /v/, e /b/ x /v/”, ressaltam. Quanto à faixa etária, não houve diferença, e quanto à gravidade do desvio, foi possível constatar que houve diferença apenas para a variável dessonorização de /d/ e /ʒ/. 

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400011&lng=pt&nrm=iso