Sistema PECS e autismo: comunicação por figuras

O sistema PECS, sigla do inglês Picture Exchange Communication System é frequentemente utilizado em indivíduos com autismo e/ou pouca fala funcional. É um sistema de comunicação por meio de trocas de figuras, e ocorre em seis fases: 1) Fazer pedidos através da troca de figuras pelos itens desejados; 2) Ir até a tábua de comunicação, apanhar uma figura, ir a um adulto e entregá-la em sua mão; 3) Discriminar entre as figuras; 4) Solicitar itens utilizando várias palavras em frases simples, fixadas na tábua de comunicação; 5) Responder à pergunta O que você quer e 6) Emitir comentários espontâneos.

A partir dessa descrição, as pesquisadoras Táhcita Medrado Mizael e Ana Lúcia Rossito Aiello fizeram uma revisão de estudos nacionais e internacionais que apresentavam resultados de intervenções com o PECS como instrumento de ensino de linguagem a indivíduos com autismo e dificuldades de fala. “Os estudos revisados mostraram que, em consonância com a literatura, o PECS parece ser efetivo no ensino da comunicação”, destacam as pesquisadoras.

Esses e outros resultados da revisão foram apresentadas no estudo “Revisão de estudos sobre o Picture Exchange Communication System (PECS) para o ensino de linguagem a indivíduos com autismo e outras dificuldades de fala”, de autoria de ambas.

Os estudos analisados apontam ainda que o uso do sistema PECS foi eficaz no ensino da comunicação funcional pelos participantes tanto com o uso gestual quanto vocal, aumentando o número de trocas de figuras de maneira independente e até diminuindo comportamentos inadequados. As pesquisadoras destacam ainda que o sistema usado nas pesquisas que geraram os estudos brasileiros foi uma adaptação do sistema PECS. “Essa adaptação parece gerar os mesmos resultados positivos que o PECS original, ou seja, ambas as modalidades parecem ser efetivas no ensino de linguagem, e não só para indivíduos com autismo, uma vez que quatro crianças com Paralisia Cerebral, um participante com Síndrome do X-Frágil e um adulto com Síndrome de Down também se beneficiaram do método”, ressaltam as pesquisadoras.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382013000400011&script=sci_arttext&tlng=pt

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