Idosos que votam, participar de atividades sociais e têm curso superior podem reduzir suas chances de quedas. Ao mesmo tempo, a confiança que idosos depositam em suas cidades é determinante em suas relações sociais e interações cotidianas, e podem ampliar sua vida urbana, oferecendo-lhes um envelhecimento ativo. É o que destaca o estudo “Fatores socioambientais associados à ocorrência de quedas em idosos”.

Segundo o estudo, quedas entre idosos geralmente são associadas a aspectos físicos e comportamentais, mas variáveis socioambientais também teriam participação. Os autores, Gustavo Nunes Pereira; Patricia Morsch; Diene Gomes Colvara Lopes; Margarete Diprat Trevisan; André Ribeiro; Joel Hirtz do Nascimento Navarro; Denielli da Silva Gonçalves Bós; Miriam Souza dos Santos Vianna; Ângelo José Gonçalves Bós, do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUC-RS, destacam que as quedas são os acidentes mais freqüentes entre idosos, podendo resultar em falecimento, e que o envelhecimento ocorre de forma mais rápida em países como o Brasil.

Os idosos que participaram do estudo foram agrupados por faixa etária (de 60 a 90 anos), e os pesquisadores investigaram fatores como gênero, escolaridade, se o idoso saiu de casa na última semana, percepção de locais públicos quanto à segurança, iluminação, presença de degraus e falta de bancos públicos, uso de órtese para locomoção, participação em atividades comunitárias (organizadas pela prefeitura, igreja, entre outros) e sociais (festas, shows, bailes e outros eventos festivos), conversa com amigos, participação em trabalho remunerado nos últimos seis meses e participação cívica do idoso (voto na última eleição).

O estudo destaca que, destes fatores, apenas as variáveis independentes chamadas de percepção de muitos degraus em locais públicos, frequência com queo idoso conversa com amigos e sua participação em trabalho remunerado não foram significativamente associadas com quedas no último ano.

Idosos do sexo masculino apresentaram uma proteção de 21% para ocorrência de quedas, e os idosos com nível superior apresentaram uma proteção de 50% para o desfecho quando comparados com aqueles apenas alfabetizados. Idosos necessitados de acessórios de auxílio para marcha apresentaram cerca de 4 vezes mais chance de sofrer queda.

Os idosos que participavam de atividades sociais tiveram proteção de 20% para quedas, e os que votaram nas últimas eleições apresentaram uma chance 36% menor de cair.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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