Altas habilidades/superdotação: invisibilidade é resultado de estigma e falta de informação da sociedade e de docentes


O atendimento educacional especializado para alunos com altas habilidades/superdotação na Educação Básica é hoje uma realidade legalmente consolidada, que precisa ser implementada e surtir efeitos concretos nos encaminhamentos pedagógicos. Esta é a posição das pesquisadoras Susana Graciela Pérez Barrera Pérez e Soraia Napoleão Freitas. “Os alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) constituem uma parcela importante da população-alvo da Educação Especial, que ultrapassa os 2 milhões de matrículas na Educação Básica”, afirmam. Essa estimativa foi levantada para a elaboração do estudo “Encaminhamentos pedagógicos com alunos com Altas Habilidades/Superdotação na Educação Básica: o cenário Brasileiro”, de autoria de ambas.

O estudo analisa os aspectos que prejudicam a concretização do atendimento aos alunos com altas habilidades/superdotação – desinformação, representação cultural e falta de formação acadêmica e docente – que, segundo as autoras, são as causas da invisibilidade destes alunos. “A representação cultural deturpada leva a pensar que o aluno com AH/SD é uma pessoa rara, que não precisa de nada, que se autoeduca, que somente existe em classes privilegiadas, que só pode ser o aluno nota 10 na sala de aula e, principalmente, que não é um aluno com necessidades educacionais especiais, pois este termo é equivocadamente reservado aos alunos com deficiência”.

O estudo destaca ainda que a estigmatização de alunos com altas habilidades/superdotação faz com que eles não consigam sair de sua invisibilidade sistêmica, que se reflete nos censos escolares, que não recebem informações adequadas das escolas e, portanto, apresentam números insignificantes dentro das matrículas escolares. O estigma também reflete nos dispositivos legais, “que embora às vezes os contemplem, o fazem superficialmente, sem medidas específicas para eles”, e nos programas de atendimento de Educação Especial ou Educação Inclusiva, “que frequentemente esquecem dessa população”, segundo as autoras.

O estudo destaca ainda que, na maioria dos programas de formação acadêmica, especialmente nos cursos de Pedagogia e Educação, o tema altas habilidades, quando apresentado, “é de forma tão superficial que não permite uma compreensão adequada por parte dos futuros professores”. As autoras alertam ainda que, “nos cursos de Psicologia, Neurologia e Pediatria, cujos profissionais deveriam ter conhecimentos mínimos sobre o assunto, é extremamente raro encontrar o tema nos conteúdos curriculares e isso leva a que muitas pessoas com AH/SD sejam “diagnosticadas”, tratadas e inclusive medicadas por patologias como a transtorno de déficit de atenção com (ou sem) hiperatividade, depressão, bipolaridade, por exemplo”.

Para mudar esse quadro, as autoras ressaltam que a informação da sociedade como um todo e a formação dos docentes é um dos principais elementos que poderão apagar o nefasto prefixo “in” da palavra “invisibilidade”. “Nesse sentido, o desenvolvimento de campanhas de informação, como as que já ocorrem para as áreas da deficiência, permitiria que os mitos e as crenças populares relativas às PAH/SD fossem combatidos”, defendem.

A revisão das políticas públicas também é necessária. “Para que a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva possa concretizar seus anseios de promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo, entre outras, o atendimento educacional especializado e a formação de professores para esse atendimento e dos demais profissionais da educação para a inclusão escolar, tem que haver uma normatização mais eficiente e a tão necessária articulação intersetorial na implementação das políticas públicas, da educação infantil ao ensino superior”.

A inclusão de conteúdos relativos às altas habilidades/superdotação no programas de graduação também é importante. “Isso depende muito de ações mais pró-ativas do órgão regulador em nível federal – o Ministério de Educação – e da Secretaria de Educação Especial, em particular”, ressalta o estudo.

Como a responsabilidade de oferecer formação continuada e especializada está nas mãos das Secretarias de Educação (federal, estaduais e municipais), as autoras preocupam-se com as seguintes questões: “Quem e como identificará os alunos com Altas Habilidades/Superdotação que deverão ser declarados no Censo Escolar?”, “Quem vai preparar e como vai ser preparado o professor para o atendimento educacional especializado para os alunos com Altas Habilidades/Superdotação?”, e “Quando o aluno com AH/SD é atendido nos NAAH/S ou em salas de recursos específicas para as AH/SD – que não constituem Salas de Recursos Multifuncionais – como serão declarados no formulário do Censo, visto que na opção que seria a mais apropriada para o cadastro dos NAAH/S e das salas de recursos específicas para as AH/SD (a terceira), estes alunos não aparecem relacionados?”.

Por fim, o estudo alerta que, para o pleno desenvolvimento das habilidades desses alunos, é necessário levar em conta que além do enriquecimento extracurricular, desenvolvido no contraturno, também devem ser adotadas estratégias pedagógicas de enriquecimento intracurricular, ou seja, dentro da sala de aula.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602011000300008&lng=pt&nrm=iso

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Pesquisas em disfagia dificultam prática baseada em evidências

 

Pesquisas científicas estão fortemente relacionadas às formas de identificação de disfagia, e não às características proporcionadas pela deglutição de diferentes consistências, segundo estudo “Alimentos na consistência líquida e deglutição: uma revisão crítica da literatura”. O objetivo do trabalho foi analisar artigos científicos internacionais publicados sobre a fisiologia da deglutição de alimentos líquidos nas fases oral e faríngea.

Os autores, Elaine Cristina Pires, Fernanda Chiarion Sassi, Laura Davison Mangilli, Suelly Cecília Olivan Limongi e Claudia Regina Furquim de Andrade, destacam que na maioria dos estudos descritos nos artigos analisados não há grupo-controle. “Os achados desta revisão demonstram que há dificuldade na aplicabilidade clínica dos achados científicos, dificultando a prática baseada em evidências”, ressaltam.

Distúrbio da deglutição decorrente de alterações em uma ou mais de suas fases, podendo ter como causa aspectos neurológicos e/ou estruturais, a disfagia pode ocasionar aspiração laringo-traqueal (entrada de alimentos ou líquidos, incluindo saliva e secreções, na via aérea, abaixo da glote), conforme descreve a literatura levantada para o estudo. “Tosse, sufocação/asfixia, problemas pulmonares, desidratação, desnutrição, sepse, perda de peso e morte, são resultados característicos da aspiração decorrente da disfagia”, apontam os autores, com base nessa literatura.

O estudo ressalta que inúmeros fatores interferem na eficiência da deglutição, como a consistência do bolo alimentar, o volume ingerido, a temperatura, a própria característica anatômica dos indivíduos e a integridade dos músculos e nervos envolvidos no processo de deglutição. “O líquido é designado por alguns autores como sendo a consistência que mais causa penetração laríngea e aspiração, mesmo quando comparado com a deglutição de líquidos espessados”.

Durante a revisão de literatura, foi observado ainda que os grupos estudados nas pesquisas descritas são heterogêneos, principalmente quando considerando indivíduos com alterações neurológicas. “Além disso, não há pareamento de idade na maioria dos estudos”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400020&lng=pt&nrm=iso

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Rastreamento de sinais de autismo em irmãos

Muitos pais de autistas se perguntam se outros filhos seus teriam a síndrome. Essa mesma pergunta foi o ponto de partida para o estudo “Rastreamento de sinais e sintomas de transtornos do espectro do autismo em irmãos”, que utilizou como ferramenta o Questionário de Comportamento e Comunicação Social para analisar 19 famílias com diagnóstico ou suspeita de autismo. “Foram confirmados dois casos de irmãos com TGD (10,52% dos casos), sendo um irmão gêmeo monozigótico e um irmão de um probando com diagnóstico de síndrome de Asperger”, descreve o estudo.

Os autores, Tatiana Pontrelli Mecca, Riviane Borghesi Bravo, Renata de Lima Velloso, José Salomão Schwartzman, Decio Brunoni e Maria Cristina Triguero Veloz Teixeira, destacam ainda que os dados se aproximam dos achados que relatam 10% de recorrência familiar em gêmeos dizigóticos. “Esse resultado salienta a necessidade de efetuar o rastreamento desse transtorno não só na criança avaliada, mas também em seus irmãos”.
Os autores explicam ainda que, para identificar a ocorrência familiar dos Transtornos do Espectro do Autismo em irmãos, são utilizados preferencialmente escalas e inventários de rastreamento. “Esses instrumentos têm algumas vantagens, entre elas o custo relativamente baixo associado a seu uso e sua elevada sensibilidade para identificar alterações clínicas do espectro do autismo”.

Com base nos resultados, a recomendação do estudo é que equipes de saúde que avaliam crianças com suspeita de TEA também realizem, sempre que possível, o rastreamento do transtorno nos irmãos. “Tal estratégia permitirá conhecimento detalhado das manifestações desse transtorno nas famílias, propiciando melhor assistência às mesmas”, concluem os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200009&lng=pt&nrm=iso

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Vida de cachorro: antropólogo analisa obesidade entre animais domésticos


Qual a relação da obesidade de animais domésticos com a obesidade de um modo geral? “Animais de estimação gordos costumavam ser, para muitas pessoas, engraçados e adoráveis”, afirma o antropólogo Don Kulick, da Universidade de Chicago. Ainda que muitas pessoas continuem associar animaizinhos gordos, especialmente gatos, a beleza e encanto, cada vez mais as pessoas dão-se conta que a obesidade entre animais domésticos é um problema sério. Analisando estatísticas e a maneira como a mídia retrata o fato, o pesquisador discute as maneiras pelas quais a obesidade ultrapassou a fronteira das espécies, no artigo “Animais gordos e a dissolução da fronteira entre as espécies”.

O autor do estudo aponta ainda sinais de comportamento para os quais os donos são instruídos a ficar atentos: se o cachorro costuma parecer cansado e preguiçoso, ou se fica para trás em caminhadas, por exemplo. Se o cão arfa constantemente, precisa de ajuda para entrar no carro, resiste a brincar e late sem se levantar, também é preciso atenção. “Donos de animais de estimação também podem acessar o site de qualquer companhia de alimentos para animais de estimação, no qual invariavelmente encontrarão quadros com instruções, como tradutores de mimos”, ressalta o pesquisador. Os tradutores de mimos, explica o autor, informam que um biscoito pequeno para um cachorro de 9kg, por exemplo, equivale a um hambúrguer para um humano.

O pesquisador chama atenção ainda para a mudança de sentido da expressão “vida de cachorro”: se antes indicava privação, hoje muitas vezes é sinônimo de mimos. “A obesidade de animais de estimação desenvolveu-se ao se deslocarem os animais de estimação do quintal para o quarto, ao começarem a comer melhor que muitos humanos”, destaca, mencionando livros de culinária com receitas indicadas para animais de estimação que levam até melaço.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132009000200006&lng=pt&nrm=iso

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Transtornos alimentares afetam ossatura de adolescentes, aumentando risco de fraturas

A adolescência é o período crítico na vida de mulheres jovens para aquisição mineral óssea e obtenção do pico de massa óssea. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e transtorno alimentar não especificado, os quadros psiquiátricos que afetam principalmente adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo feminino, causam déficits importantes na massa óssea.

O alerta é dos pesquisadores Mariana Moraes Xavier da Silva, Durval Damiani e Louise Cominato, autores do estudo “Avaliação da densidade mineral óssea em adolescentes do sexo feminino com transtorno alimentar”.

O estudo ressalta ainda que a anorexia nervosa (AN) e o transtorno alimentar não especificado (TANE) são os transtornos alimentares mais frequentes na adolescência. A anorexia nervosa caracteriza-se pela restrição da ingestão alimentar com importante perda de peso, recusa em manter peso mínimo adequado para idade e altura, medo intenso em ganhar peso, distúrbio da imagem corporal e amenorréia (ausência de menstruação).

O transtorno alimentar não especificado pode ser caracterizado pelos seguintes critérios: existem todos os sinais e sintomas de anorexia, porém a paciente apresenta ciclos menstruais regulares. Também há perda de peso significante, apesar de a paciente manter índice de massa corporal (IMC) normal.

A anorexia nervosa é responsável por anormalidades na mineralização óssea, que são bem conhecidas e descritas em mulheres adultas, porém menos documentadas em adolescentes. A diminuição da densidade mineral óssea aumenta o risco de fraturas. “Mulheres jovens anoréxicas podem nunca atingir um pico adequado de massa óssea”, ressaltam os pesquisadores.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302013000700005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Educação científica e inclusão escolar

O subsídio à formação continuada dos professores universitários é uma iniciativa fundamental para melhorar a formação de professores de ciências da Educação Básica no que diz respeito às práticas para diversidade. A afirmação é das pesquisadoras Eveline Borges Vilela-Ribeiro e Anna Maria Canavarro Benite, autoras do estudo “Alfabetização científica e educação inclusiva no discurso de professores formadores de professores de ciências”.

A pesquisa foi conduzida com o objetivo de analisar concepções sobre alfabetização científica e temas em educação inclusiva nos discursos de professores formadores de ciências (Biologia, Física, Matemática e Química), em uma instituição de Ensino Superior. “A complexidade de ensinar ciências em salas de aulas inclusivas é evidenciada pela falta de preparo dos professores e das escolas em transpor a linguagem científica para as pessoas com diferentes necessidades de aprendizagem”, ressaltam as autoras.

O estudo destaca ainda que os professores entrevistados compreendem a alfabetização científica como fundamental para os cidadãos, e interpretam que todos os cidadãos têm direito a aprender ciência. ”Ações, pensamentos e estruturas adaptativas são requeridos porque a inclusão das pessoas não consiste apenas em sua matrícula na escola, mas, sim, no oferecimento de todas as condições para que elas se mantenham durante todo o processo educativo e aprendam”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132013000300016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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Atividades avançadas diárias diminuem risco de morte e valorizam idosos

 

Atividades como ir à igreja, fazer viagens curtas e ir a reuniões sociais são consideradas atividades avançadas para idosos, e se feitas diariamente podem levar a uma velhice bem-sucedida. É o que aponta o estudo “Envolvimento social e suporte social percebido na velhice”.

A pesquisa, conduzida por Anita Liberalesso Meri e Ligiane Antonieta Martins Vieira, entrevistou cerca de 1.450 idosos e destaca que as atividades avançadas diárias permitem que os idosos sejam vistos e valorizados em termos sociais, físicos e intelectuais, entre outros. “A manutenção de atividades avançadas de vida diária de natureza social, de lazer, cultural, organizacional e política indica motivação para relações sociais, integração social e produtividade, elementos que integram o conceito de velhice bem-sucedida”, destacam as pesquisadoras.

Além disso, o estudo conclui que as atividades avançadas diárias estão relacionadas à diminuição do risco de morte, ao bem-estar emocional e à redução de sintomas depressivos, entre outros benefícios.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenail.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232013000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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