Pesquisas em disfagia dificultam prática baseada em evidências

 

Pesquisas científicas estão fortemente relacionadas às formas de identificação de disfagia, e não às características proporcionadas pela deglutição de diferentes consistências, segundo estudo “Alimentos na consistência líquida e deglutição: uma revisão crítica da literatura”. O objetivo do trabalho foi analisar artigos científicos internacionais publicados sobre a fisiologia da deglutição de alimentos líquidos nas fases oral e faríngea.

Os autores, Elaine Cristina Pires, Fernanda Chiarion Sassi, Laura Davison Mangilli, Suelly Cecília Olivan Limongi e Claudia Regina Furquim de Andrade, destacam que na maioria dos estudos descritos nos artigos analisados não há grupo-controle. “Os achados desta revisão demonstram que há dificuldade na aplicabilidade clínica dos achados científicos, dificultando a prática baseada em evidências”, ressaltam.

Distúrbio da deglutição decorrente de alterações em uma ou mais de suas fases, podendo ter como causa aspectos neurológicos e/ou estruturais, a disfagia pode ocasionar aspiração laringo-traqueal (entrada de alimentos ou líquidos, incluindo saliva e secreções, na via aérea, abaixo da glote), conforme descreve a literatura levantada para o estudo. “Tosse, sufocação/asfixia, problemas pulmonares, desidratação, desnutrição, sepse, perda de peso e morte, são resultados característicos da aspiração decorrente da disfagia”, apontam os autores, com base nessa literatura.

O estudo ressalta que inúmeros fatores interferem na eficiência da deglutição, como a consistência do bolo alimentar, o volume ingerido, a temperatura, a própria característica anatômica dos indivíduos e a integridade dos músculos e nervos envolvidos no processo de deglutição. “O líquido é designado por alguns autores como sendo a consistência que mais causa penetração laríngea e aspiração, mesmo quando comparado com a deglutição de líquidos espessados”.

Durante a revisão de literatura, foi observado ainda que os grupos estudados nas pesquisas descritas são heterogêneos, principalmente quando considerando indivíduos com alterações neurológicas. “Além disso, não há pareamento de idade na maioria dos estudos”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000400020&lng=pt&nrm=iso

Se você gostou deste texto, poderá também gostar de:

http://meunomenai.com/2013/09/19/fonoaudiologos-e-denuncias-de-violencia-intrafamiliar-criancas-com-dificuldade-de-comunicacao-correm-maior-risco/

http://meunomenai.com/2013/09/01/terapia-fonologica-contrastiva-estudo-compara-aquisicao-de-fonemas-entre-criancas-com-e-sem-intervencao/

http://meunomenai.com/2013/08/26/implante-coclear-parametros-acusticos-aproximam-se-dos-valores-apresentados-por-criancas-ouvintes-2/

http://meunomenai.com/2013/08/20/consultoria-colaborativa-necessidade-de-inclusao-de-criancas-especiais-em-escolas-regulares-abre-frente-de-atuacao-para-fonoaudiologos/

http://meunomenai.com/2013/08/19/a-linguagem-de-pessoas-com-asperger-caracteristicas-e-treino/

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s