Aprendendo a ser mãe de uma criança autista


Mães de autistas precisam de atenção especial por parte dos profissionais de saúde, concluem as pesquisadoras Eliene Batista Alves da Silva e Maysa Ferreira m. Ribeiro, autoras do estudo “Aprendendo a ser mãe de uma criança autista”. “O diagnóstico de autismo traz fortes repercussões para a vida das mães”, ressaltam as autoras.

Entrevistado mães de autistas para o estudo, as pesquisadoras observaram que a maior parte das mães percebia que os filhos tinham comportamentos diferentes, embora não suspeitassem da síndrome. As características nos comportamentos dos filhos mais frequentemente reconhecidas por essas mães foram problemas de relacionamento, intolerância ao barulho, falta de vínculo e dificuldade de comunicação.

As mães relataram ainda que o diagnóstico foi dado pelo médico, e que as características foram ficando mais evidentes à medida que a criança foi crescendo e entrando em contato com outras pessoas.

As respostas das mães participantes da pesquisa foram analisadas no estudo a partir de quatro categorias: (1) reconhecendo as características do autismo; (2) dificuldade em aceitar o diagnóstico; (3) vivenciando o preconceito e temendo o futuro; e (4) dificuldade em cuidar do filho.

Durante as entrevistas, algumas mães foram contraditórias em relação à síndrome: em alguns momentos afirmavam que o filho era autista, e em outros negavam. Esta contradição, segundo as pesquisadoras, revela a dificuldade em aceitar o diagnóstico, que muitas vezes leva a família a procurar outros médicos na esperança de ouvir uma avaliação diferente.

As autoras comparam a reação das famílias diante do diagnóstico de autismo aos cinco estágios pelos quais uma pessoa passa quando descobre que tem uma doença. Esses estágios são: (1) choque e negação; (2) raiva; (3) barganha, (4) depressão e (5) aceitação. Na fase de barganha, a família “negocia a cura” da criança com a equipe médica, amigos e até com forças divinas, em troca de promessas e sacrifícios. É na fase da aceitação, porém, que a família entende que o diagnóstico está correto e passa a conviver melhor com a condição do filho.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://seer.ucg.br/index.php/estudos/article/viewFile/2670/1632

Se você gostou deste texto, poderá também gostar de:

http://meunomenai.com/2013/10/28/tratamento-do-autismo-escolha-entre-psicanalise-e-analise-do-comportamento-aplicada/

http://meunomenai.com/2013/10/11/relatos-de-maes-de-criancas-com-autismo-descrevem-estresse-luto-sobrecarga-e-medo-do-futuro/

http://meunomenai.com/2013/10/11/impasses-da-atuacao-de-psicologos-na-educacao-de-alunos-com-transtornos-de-desenvolvimento/

http://meunomenai.com/2013/10/05/cinco-coisas-para-se-ensinar-a-criancas-que-convivem-com-autistas/

http://meunomenai.com/2013/10/03/ensinando-criancas-autistas-a-interagir-com-caes/

1 thought on “Aprendendo a ser mãe de uma criança autista”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s