Falta de mão de obra especializada e exclusão digital prejudicam projetos de Telefonoaudiologia


Os pontos fortes de projetos na área de Telefonoaudiologia estão concentrados na competência administrativa, enquanto os pontos fracos estão identificados na competência de sustentabilidade, necessitando de ações específicas para diminuir os efeitos negativos durante a execução destes projetos pelos seus responsáveis. Estas são as conclusões do estudo “Aplicação de instrumento administrativo para orientação das pesquisas em Telefonoaudiologia na Faculdade de Odontologia de Bauru”, do pesquisador Paulo Marcos Zanferrari. “A importância da Telessaúde no âmbito da medicina propagou-se de forma exponencial, demonstrando capacidade de maximizar resultados, sendo utilizada rapidamente na área de Fonoaudiologia, podendo ser denominada de Telefonoaudiologia”, explica o pesquisador.

Docentes responsáveis por 32 projetos desenvolvidos no Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, SP, na área de Telessaúde, foram entrevistados pelo pesquisador para sua dissertação de mestrado, defendida na Faculdade de Odontologia da USP Bauru.

O objetivo do trabalho era desenvolver um instrumento para criar linhas de orientação das pesquisas dos projetos, além de identificar os pontos fortes e fracos dos projetos analisados e suas possíveis causas. “A pesquisa mostrou que o domínio dos pontos fortes e pontos fracos dos projetos, associados a especialização do capital humano, a maximização do tempo e a atualização dos recursos digitais são insumos importantes para ampliar os benefícios dos projetos de Telessaúde, rumo à vantagem competitiva organizacional”, ressalta o autor.

Foram identificados como pontos fortes a missão do projeto, a qualidade das informações, os canais de comunicação e os benefícios proporcionados aos usuários, tendo como principais causas a utilização de multimeios específicos, a educação continuada, a quantidade de informações disponibilizadas e o comprometimento do capital humano. Em relação aos fatores negativos, os resultados indicam a ausência de especialização da mão de obra em determinadas etapas do projeto, a falta de atualização de hardware e software, a exclusão digital dos usuários e a obsolescência do projeto. “As principais causas desses pontos fracos estão concentradas na dificuldade de suporte técnico, profissionais para divulgação e treinamento, estratégias de marketing e a manutenção dos projetos desenvolvidos”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-14082013-103242/pt-br.php

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