É possível abordar empiricamente os fenômenos mentais? Este é o ponto de partida do estudo “Epistemologia das neurociências: a investigação empírica”, do pesquisador Edvaldo Soares. Com base na concepção de que os fenômenos mentais, especialmente a consciência, são fenômenos emergentes da atividade cerebral e, portanto, orgânicos, o autor defende que a abordagem empírica é possível. “Não só possível, como também desejável, apesar das limitações encontradas no campo das Neurociências”, ressalta.

O estudo reflete sobre a abordagem experimental da consciência, mostrando possibilidades e avanços no estudo empírico dos fenômenos mentais. “A consciência tem sido tratada, ao longo dos anos, em dois sentidos básicos: um sentido ético relacionado ao conhecimento do bem e do mal, e um sentido, o qual denominamos, com risco de imprecisão, de ‘epistemológico’, no qual a consciência é vista no sentido de ‘conhecimento interno’ e/ou ‘conhecimento externo’”.

O autor conclui que, nos últimos anos, a temática consciência tornou-se menos obscura, apesar de ainda representar um grande desafio não só ao entendimento como também à pesquisa científica e à epistemologia. “É inegável que, apesar dos progressos em Neurociências, há ainda grandes limitações em relação ao estudo das funções mentais”, destaca.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo complete, acesse o link: http://seer.ufs.br/index.php/prometeus/article/view/763/649