Método da Escavação: contribuição para diminuir lacunas na formação acadêmica do profissional de Terapia Ocupacional


O Método da Escavação, em Terapia Ocupacional, foi desenvolvido com base na prática clínica e acadêmica, com o objetivo de contribuir para diminuir as lacunas na formação acadêmica do profissional de T.O. Essas lacunas, segundo as pesquisadoras Eliana Anjos Furtado e Maria Clara Bueno Fischer, ocorrem nas implicações técnicas e metodológicas da função de terapeuta ocupacional, na compreensão e assimilação do perfil profissional e no entendimento do papel da atividade humana como recurso terapêutico.

Autoras do estudo “Método da escavação em terapia ocupacional: um dispositivo dinâmico a três pólos?”, as pesquisadoras analisaram a experiência com o método em um grupo de alunos do Instituto Metodista de Porto Alegre (IPA), participantes do Grupo de Estudos sobre Atividade Humana (Geah).

O Método da Escavação originou-se da prática clínica e docente da pesquisadora Eliana Furtado em seus trinta anos de atividades. O Método foi experimentado pelo Geah e iniciou suas atividades no segundo semestre de 2005, e após avaliação positiva do colegiado do curso, foi instituído como atividade acadêmica curricular complementar entre 2006 e 2009.

O objetivo inicial do Método, segundo o estudo, era desenvolver uma atividade acadêmica que articulasse experimentação de atividade de ensino diferenciada e prática investigativa com os alunos. “A dinâmica do grupo promoveu o desenvolvimento da capacidade perceptiva e de observação dos alunos sobre a atividade humana”, destacam as autoras.

Após analisar os resultados da experiência, as pesquisadoras observaram que a vivência do método permitiu a confrontação e o entrecruzamento de saberes e valores entre o polo da experiência e o polo conceitual que compõem a terapia ocupacional. “Os discentes renormatizaram saberes e ressignificaram suas vidas cotidianas e experiências de trabalho, reafirmando o poder terapêutico e criador da atividade humana”, concluem.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462011000400009&lng=pt&nrm=iso

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