A síndrome da alienação parental causa prejuízo triplo. Essa é a conclusão da pesquisadora Graziela Matos Souza Santa Rosa, autora do estudo “Síndrome da Alienação Parental ou simplesmente vingança”. O prejuízo, segundo a pesquisadora, refere-se à perda de confiança, do amor e do próprio relacionamento com a pessoa que está sendo alvo das mentiras, à convivência com alguém que, apesar de inspirar segurança, é uma pessoa manipuladora, desequilibrada e perversa, e à aquisição de conhecimento de fatos inapropriados para a idade. “Por não haver maturidade suficiente para lidar com certos assuntos, a criança tem seu desenvolvimento e equilíbrio psíquico afetados”, alerta a autora.

O estudo destaca que a alienação parental não é um problema recente, e de tão recorrente em consultórios psiquiátricos e disputas judiciais levou à criação de Lei específica. “A alienação parental é um meio devastador de se atingir alguém, usado como forma de vingança, como um instrumento para causar sofrimento alheio, seja pela raiva provocada pelo fim de um relacionamento, por uma traição, por desequilíbrio emocional ou simplesmente uma briga”.

A pesquisadora aponta ainda para o perigo da omissão. “A lei que disciplina essas questões é recente e necessita que toda a sociedade procure compreender a sua importância e gravidade, exigindo-se dos operadores do direito cautela, sensibilidade e atenção para averiguar e distinguir fatos e falsas memórias, e da sociedade uma revisão cultural e moral, no sentido de rechaçar toda e qualquer conduta de manipulação de crianças e adolescentes para satisfação do egoísmo de seus responsáveis”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://revistas.ojs.es/index.php/letrando/article/view/v2a9/pdf