Performances cerebrais e neurodiversidade, assim como doenças e transtornos neurodegenerativos, transformaram-se em critérios de agrupamento social. É a chamada neurossociabilidade, uma especificação da biossociabilidade, que por sua vez diz respeito a formas de identidade, sociabilidade e cidadania que partem do conhecimento e práticas neurocientífuicas como referência.

Assim, surgem grupos que se reúnem com o objetivo de testar as performances cerebrais de seus integrantes, que competem entre si em campeonatos e olimpíadas de memória, por exemplo.

No âmbito da neurodiversidade, surgem grupos e comunidades, muitos deles virtuais, nos quais os participantes acreditam que uma conexão neurológica atípica não é uma doença que deva ser tratada, e sim uma diferença humana que deve ser respeitada.

Surgem também comunidades, muitas delas virtuais, compostas por pessoas com síndromes, doenças e transtornos e seus familiares, que se reúnem para trocar informações e experiências, além de conforto emocional e, em alguns casos, espiritual.

Além do agrupamento social, a neurossociabilidade deu origem a um segmento de mercado, composto por livros nos moldes de autoajuda, só que cerebral, programas de computador para ginástica cerebral e vitaminas e suportes alimentares que aprimoram a performance cerebral.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com