A Síndrome de Angelman é um distúrbio neurológico que compromete o intelecto, causa alterações no comportamento e afeta uma em cada 20 mil crianças. O diagnóstico pode ser feito por análise clínica, exame de eletroencefalograma (EEG) ou análise genética.

Crianças com Síndrome de Angelman costumam ser bastante afetivas e rir com freqüência, além de falta de atenção e hiperatividade. Podem demorar para sentar e andar, seu andar pode ser desequilibrado, com pernas afastadas e esticadas.

Os sintomas da síndrome podem incluir crises epilépticas, excesso de salivação, estrabismo e hipersensibilidade ao sol. Também pode ocorrer escoliose (desvio da coluna) e contratura muscular – quando o músculo da pessoa contrai-se de forma incorreta e não volta ao seu estado normal de relaxamento.

O sono das crianças com Síndrome de Angelman também pode apresentar distúrbios, assim como a linguagem. Por conta dos sintomas variados, o tratamento e as terapias recomendados envolvem diversos profissionais, como fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Terapeutas ocupacionais podem auxiliar no desenvolvimento e na independência de atividades diárias, como higiene pessoal, alimentação e o ato de se vestir.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: Associação Síndrome de Angelman.